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sábado, 16 de maio de 2015

Poupe pelo futuro do seu filho

Especialistas ensinam como é possível arcar com as despesas escolares da criança sem causar grandes estragos no orçamento

Assim que a gravidez é confirmada, a família começa a fazer muitos planos para o futuro da criança. No entanto, pouca gente lembra que, juntamente com os projetos, vêm os boletos. Eles ficarão ainda mais salgados com o passar dos anos, à medida que a vida escolar do pequeno avançar, por exemplo. Se o planejamento financeiro começar cedo e houver disciplina, será possível atender, com tranquilidade, a necessidades como educação, saúde e lazer. "Assim que o bebê nascer, comece a colocar dinheiro na conta", aconselha o consultor Augusto Sabóia, de São Paulo. O especialista afirma que, mais importante do que escolher o tipo de investimento, é fundamental incorporar ao seu cotidiano a prática de poupar. "A família deve resistir à tentação de exagerar com gastos em roupas e brinquedos na primeira infância", aconselha Sabóia.
 Para Luiz Jurandir de Araújo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e consultor da Fipecafi, é imprescindível que as famílias foquem seus investimentos no capital intelectual do filho. "Os pais devem garantir uma boa escola no presente e, paralelamente, poupar pensando nos estudos", afirma. Além disso, nem passa pela cabeça de muitas pessoas a ocorrência de situações como um eventual desemprego, uma doença ou mesmo a possibilidade de a criança ficar órfã. Por isso, Araújo recomenda que a família faça sempre um seguro de vida, ao menos para um dos pais. "Na nossa sociedade, em que as pessoas têm filhos cada vez mais tarde, é preciso pensar nessa forma de proteção", afirma.
Se você já está convencida de que deve poupar, então é hora de escolher onde vai colocar o dinheiro. Nessa hora, é preciso buscar muitas informações sobre os produtos oferecidos no mercado e avaliar, com honestidade, qual a sua disposição em manter a aplicação. "Quem não tem um imóvel próprio, certamente, acabará recorrendo à poupança do filho em algum momento", adverte Araújo. "Por isso, antes de começar a poupar, pense nos outros eixos que precisam ser ajustados para não cometer erros."
Uma dica que vale para todos é fazer sempre um mix de investimentos, em vez de deixar todo o dinheiro em um único lugar, afirma Alexandre Assaf, professor de economia da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto Assaf, na capital paulista. Assim, uma parte do pé-de-meia deve ficar sempre em algum produto de curto prazo, de maneira que, se houver algum imprevisto, o dinheiro possa ser sacado sem que haja a perda de rentabilidade. Outra sugestão é começar a guardá-lo na caderneta de poupança. "Só quando o volume crescer um pouco, ele deve ser destinado a um fundo de investimentos, que cobra taxas de administração mais caras para baixas aplicações", explica Araújo.
Saiba que poupar não é apenas evitar torrar o dinheiro que sobra - porque, sejamos sinceros, ele raramente sobra. Por isso, é bom estabelecer uma meta fixa por mês, ainda que esse valor seja pequeno, e incluir esse item no orçamento mensal. Para que o objetivo seja cumprido, muitas vezes, será necessário deixar de consumir algo aqui e agora. Uma estratégia que o consultor Augusto Sabóia propõe para quem está estreando no mundo das finanças familiares é adotar a chamada escadinha financeira. Comece por um vidro de azeitona - grande e transparente, o que dá mais clareza do volume de dinheiro que está sendo acumulado. Quando o pote estiver cheio, ponha esse dinheiro na poupança - mas não pare de encher o vidro. Quando a poupança já somar algo como R$ 3 mil, transfira o montante para um fundo de renda fixa. Continue enchendo o vidro e transferindo o dinheiro para a poupança e, da poupança, para o fundo de renda fixa. Quando o fundo de renda fixa acumular um valor próximo a R$ 10 mil, passe esse dinheiro para um fundo de ações. E continue enchendo o vidro...
Entenda, a seguir, como funciona cada uma das aplicações que ajudam seu dinheiro a render.
1. Caderneta de poupança
Previsibilidade e facilidade de aplicação de baixas quantias de dinheiro, a qualquer momento do mês, são as principais vantagens dessa modalidade. Você pode destinar qualquer valor para a poupança, em qualquer momento do mês. O rendimento da caderneta de poupança é fixo: 0,5% ao mês (ou 6% ao ano) mais a variação da taxa referencial (ela é calculada diariamente pelo governo, mas fica muito abaixo da variação da inflação).
O retorno pode ser menor do que o de alguns fundos, mas a grande vantagem é a ausência de tributação e a taxa de administração. Além disso, o Fundo Garantidor de Crédito do governo assegura aplicações de até R$ 20 mil por CPF em caso de problemas com a instituição financeira onde são feitos os depósitos. Para quem não gosta de riscos e não dispõe de valores altos para a aplicação, é uma boa opção. Mas lembre: a poupança não tem liquidez diária e, por isso, sacar o dinheiro fora da data de aniversário significa perder o rendimento daquele mês.
2. Fundos de renda fixa
Embora seja uma aplicação considerada conservadora, os fundos de renda fixa não estão totalmente livres de risco e não têm uma rentabilidade previsível, como a poupança. Os recursos do fundo são destinados a títulos do Tesouro Nacional ou emitidos por bancos, como CDBs e debêntures. Esses títulos podem ser prefixados (a taxa é estabelecida no momento da compra do papel e permanece inalterada ainda que os juros de mercado oscilem) ou pós-fixados (pagam um porcentual da chamada taxa básica Selic, fixada pelo Banco Central, que hoje está em 8,75% ao ano. Portanto, eles acompanham o sobe e desce dos juros). Dessa maneira, é a composição do fundo que vai determinar como será sua rentabilidade. Em geral, o retorno é superior ao da poupança.
O problema é que no fundo o investidor paga uma taxa de administração - em alguns casos, ela pode superar 3% ao ano. Isso corrói uma parcela significativa dos ganhos e, dependendo do valor aplicado, poderá tornar o fundo menos atraente do que a poupança. Quanto menor o volume investido, mais o banco vai cobrar de taxa de administração. Por isso, os fundos costumam ser proibitivos para quem tem menos de R$ 3 mil. Além disso, o rendimento da aplicação é sujeita ao recolhimento de imposto de renda progressivo: as aplicações de até seis meses pagam alíquota de 22,5%; de seis meses a um ano, 20%; de um ano a dois, 17,5%; e, finalmente, acima de dois anos, 15%. Por isso, antes de escolher um fundo, peça simulações ao gerente, sempre observando a taxa de administração e tendo claro qual o prazo que esse dinheiro deverá permanecer aplicado.
3. Tesouro direto
É um meio de comprar títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional sem a intermediação de uma instituição financeira, o que reduz muito os custos para o investidor. Na verdade, o investidor adquire uma fração desse título. O valor inicial de aplicação é baixo: R$ 200. O investidor precisa apenas ser cadastrado junto a uma corretora, para a qual pagará uma taxa de administração que varia ao redor de 0,30% ao ano. O Tesouro Nacional (www.tesouro.fazenda.gov.br) informa o ranking das taxas das instituições que oferecem esse serviço.
Entre os títulos oferecidos, um dos mais indicados para quem quer fazer um investimento de longo prazo é a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B), título prefixado de longo prazo, cuja rentabilidade varia mensalmente, dependendo das condições de mercado. Hoje, a NTN-B tem uma taxa ao redor de 6,5% mais a variação do IPCA (índice de inflação oficial do governo), que este ano deve ficar perto de 4,5%. Existem outras opções, como as Letras do Tesouro Nacional (LTN), com rentabilidade prefixada, e as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), pós-fixadas. Essa modalidade também é sujeita ao recolhimento de imposto de Renda, nos mesmos moldes dos fundos de investimento. A liquidez é diária - ou seja, o saque feito ao longo do mês não elimina a rentabilidade proporcional do período -, mas os resgates podem ser feitos apenas às quartas-feiras.
4. Fundos de ações
Excelente opção para quem quer melhorar sua rentabilidade, mas, para isso, deve estar disposto a correr riscos. Principalmente, ter certeza de que não vai precisar do dinheiro no curto prazo. O valor investido será colocado em ações de empresas e, como as perspectivas para a economia nos próximos anos são favoráveis, o esperado é que os ganhos nessa modalidade de investimento sejam maiores do que os oferecidos pela renda fixa. Isso porque as ações das empresas se valorizam quando investidores enxergam espaço para crescimento delas.
Como os analistas acreditam que a economia favorecerá o aumento do lucro das empresas no Brasil, a aposta geral é de que a bolsa de valores vá se beneficiar. Mas, por ser uma aplicação de renda variável, não existe a garantia de rentabilidade. Por isso, para aplicar em ações, o investidor não pode ter um prazo definido para o resgate. Senão o dinheiro pode acabar sendo sacado no momento da baixa, o que se traduzirá em prejuízo. Assim, o conselho dos especialistas é que se aplique em ações a soma que ficará investida por muitos anos - ou seja, não se trata daquela graninha reservada para eventuais emergências.
Também é bom avaliar, antes de escolher esse produto, se você terá sangue frio para assistir às oscilações de preços da bolsa e resistir à tentação de sacar tudo no período de baixa. Existem várias alternativas de fundos de ações no mercado. Quanto mais agressivo for o fundo, maior a chance de ganho, mas também de perda. Por isso, é preciso estudar muito antes de decidir. Assim como os fundos de renda fixa, é fundamental checar a taxa de administração, que será mais salgada para os valores baixos de aplicação. Há o recolhimento de imposto de renda progressivo sobre a rentabilidade.
5. Fundos de previdência
Esse fundo é indicado para quem quer depositar o dinheiro mensalmente, tem um horizonte de longo prazo para a aplicação e não se preocupa em fazer escolhas entre as diferentes modalidades de investimento. Nesse caso, também há várias opções que atendem a diferentes perfis de investidor. Existem fundos que aplicam apenas em títulos de renda fixa públicos ou privados, que pagam juros, ou aqueles que destinam até 49% em ações.
Existem ainda fundos de previdência que investem em títulos públicos referenciados na taxa básica de juros - os referenciados DI, fundos que investem em câmbio e fundos multimercados com ou sem renda variável. Esse tipo de fundo, como o próprio nome diz, investe em vários mercados, como dólar, renda fixa e ações. É bom observar que há três taxas a serem pagas nesse produto: carregamento, administração e saída. Algumas seguradoras cobram também uma taxa de desempenho sobre a rentabilidade adicional em relação a um parâmetro estabelecido - a taxa básica de juros, por exemplo.
Os porcentuais mudam de acordo com o valor aplicado, o prazo da aplicação, a política da seguradora, se o plano é individual ou corporativo e o tipo de investimento. A taxa de carregamento é uma espécie de pedágio, cobrada na entrada do plano e a cada aplicação mensal. Ela serve para custear os gastos da seguradora com a aquisição do cliente, comissões dos corretores e campanhas de marketing, entre outros. A taxa de administração paga o dispêndio de gestão do fundo. Por fim, a taxa de saída paga as despesas tributárias com o resgate do dinheiro, que sai da conta da seguradora e vai para o cliente. Planos aprovados a partir de janeiro de 2007 não contam mais com essa cobrança.

Fonte:
http://bebe.abril.com.br/materia/poupe-pelo-futuro-do-seu-filho
http://bebe.abril.com.br/materia/poupe-pelo-futuro-do-seu-filho?pw=2

sábado, 30 de agosto de 2014

Previdência privada é a melhor pedida?

Os planos de previdência privada aberta oferecidos por grandes bancos e seguradoras possuem vantagens e desvantagens. As vantagens são alardeadas por aqueles que lucram com o sistema. Já as desvantagens não são divulgadas com o mesmo entusiasmo e clareza. Os pontos negativos a população descobre na prática quando já é tarde demais.
Recentemente uma juíza de Itajaí (SC), julgou procedente ação proposta por uma consumidora contra um grande banco público, para declarar inválido, nulo e rescindido um contrato firmado para a aquisição de plano de previdência privada.
O banco levou a cliente de 64 anos a acreditar em diversas vantagens que teria investindo seus únicos R$ 250 mil em um plano de previdência privada. A cliente acreditando na boa-fé do banco aceitou a proposta. Só depois de assinar o contrato ficou sabendo que só poderia sacar o dinheiro sem prejuízos se fizesse isto com 99 anos de idade. (fonte)
Sim. As pessoas assinam contratos sem ler porque muitos ainda acreditam na boa-fé dos outros. E muitas instituições sabendo disto facilitam o acesso e o entendimento de informações vantajosas através de panfletos, cartazes, cartilhas e anúncios, e deixam as desvantagens no contrato repleto de termos jurídicos incompreensíveis para a maioria da população.
Existem algumas instituições que se aproveitam da falta de educação financeira das pessoas para venderem produtos complexos como os planos de previdência privada que nem sempre serão vantajosos para o perfil do cliente. Algumas deixam de lado os princípios da probidade e da boa-fé contratuais fazendo simulações utópicas e extremamente otimistas de rendas futuras, apresentam informações incompletas, obscuras e difíceis de entender.

Veja 8 motivos para não fazer uma previdência privada aberta:
1) Previdência privada é poupança forçada que engessa seu patrimônio tirando sua liberdade de gerir seu próprio dinheiro ao longo do tempo.
2) Previdência privada tem baixíssima rentabilidade graças a cobrança de elevadas taxas de carregamento e taxas administrativas absurdamente altas. Existem planos com taxa administrativa de 3% ao ano e taxa de carregamento de 10% para pequenas aplicações mensais. As perdas são enormes para quem faz pequenos aportes mensais por décadas. Somente grandes fortunas pagam taxas menores. Só que donos de grandes fortunas não precisam de previdência privada. 
3) Recentemente avaliei os resultados de 78 planos de previdência diferentes da seguradora de um dos maiores bancos privados do país. Somente 3 planos ganharam da Caderneta de Poupança nos últimos 12 meses. 31 deles tiveram rentabilidade negativa. As pessoas literalmente pagaram para perder dinheiro. Se tivessem guardado embaixo do colchão teria sido mais vantajoso. Nenhum plano superou o CDB e títulos públicos mesmo com taxa Selic baixa nos últimos 12 meses. Os resultados nos últimos 36 meses também foram péssimos. Com o atual cenário econômico o que garante boa rentabilidade nos próximos anos? Baixe a tabela de rentabilidade dos planos de previdência aberta das maiores instituições e compare com a renda fixa. Quem aprende a gerenciar o próprio dinheiro tem a liberdade de escolher os melhores investimentos mesmo em tempos de crise.
4) Previdência não está livre de riscos. Se para aplicações em CDB, poupança, operações compromissadas (após 08/03/2012), letras de câmbio (LC), Letras de crédito imobiliário (LCI), letras de crédito do agronegócio (LCA) você tem a proteção do Fundo Garantidor (R$ 250.000,00 por CPF, por instituição), na previdência privada não existe este tipo de garantia. Se a seguradora quebra você perde seu dinheiro ou precisa esperar decisões da justiça. As entidades que fiscalizam bancos e seguradoras são muito úteis e eficientes mas isto não impede falências. Ninguém melhor que o criador do plano de previdência PGBL para falar dos riscos (Leia entrevista). Veja opinião de entidades de defesa do consumidor (leia aqui). 
"O risco de perder os recursos que foram aplicados é significativo, uma vez que a liquidação extrajudicial só será decretada em duas hipóteses: 1) Quando reconhecida a inviabilidade de recuperação da entidade de previdência complementar; 2ª hipótese: Na ausência de condição para seu funcionamento." Prof.  Samy Dana, FGV (Exame)
5) Previdência e liquidez. Existem planos com carência e penalidades para quem precisa sacar parte ou a totalidade do que foi investido. Existem casos onde o imposto de renda cobrado é de 35%. Muita gente possui a previdência privada como única forma de poupança. Você só vai sentir no bolso o que significa não ter liquidez quando ocorrer algum problema urgente na sua família como uma doença ou acidente. Antecipar o saque do seu próprio dinheiro pode significar um enorme prejuízo se ele estiver em um plano de previdência.
6) Algumas instituições, quando vendem planos de previdência fazem projeções maravilhosas e extremamente otimistas. Muitas vezes desconsideram o impacto da inflação e projetam taxas de juros utópicas para impressionar o cliente desprovido de informação e conhecimento. A falta de transparência de algumas empresas é proposital com objetivo de aumentar as vendas mesmo que isto gere expectativas distorcidas no consumidor. A matemática financeira que você precisa compreender para questionar as simulações das empresas não é fácil de entender para a maioria da população. E isto cria uma situação de desvantagem entre quem vende o plano e quem compra.
7) O benefício fiscal, para quem possui previdência PGBL, serve apenas para quem faz declaração completa do imposto de renda durante  toda vida. Se hoje é vantajoso fazer a declaração completa amanhã pode não ser. Existem pessoas que fazem o PGBL sem entender claramente o que estão fazendo. Já vi gente que confunde benefício fiscal com isenção fiscal. As pessoas não percebem que no decorrer de décadas nem sempre será vantajoso fazer a declaração completa. Se hoje PGBL é uma boa opção pode ser que amanhã a VGBL seja melhor. E não existe portabilidade que permita migrar um PGBL para VGBL ou vice-versa. Quando você faz uma previdência PGBL está apenas fazendo um adiamento do pagamento do IR e não se isentando dele como muita gente acredita. Quem fizer um PGBL e usar a declaração simples (muita gente faz isso sem perceber) vai pagar o imposto duas vezes. Isso porque a alíquota de IR que você pagará no futuro incide sobre todo o montante acumulado no PGBL e não só nos rendimentos como ocorre VGBL ou em qualquer investimento de renda fixa tributado.  
8) O plano de previdência com determinadas características pode oferecer boa rentabilidade hoje e uma rentabilidade péssima no futuro e estes ciclos podem se alternar várias vezes porque a cenário econômico está sempre mudando. Muita gente faz o plano olhando apenas a rentabilidade passada. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Sim. Existe a portabilidade. Mas será que as pessoas realmente fazem portabilidade? Muitas nem sabem que existe esta opção. Tendo controle sobre seu dinheiro você pode movimenta-lo para o melhor investimento dependendo do cenário. Pode diversificar seus investimentos para diluir riscos. Quando as tendências mudam você também muda e realoca seus ativos para a configuração mais vantajosa. Muitos fazem previdência privada e esquecem o dinheiro lá e isto é um erro grave.

Bônus: Quem escolhe receber o benefício através de "renda vitalícia" nem sempre sabe que no caso de morte o dinheiro fica para a seguradora. Ele passa a fazer parte da reserva técnica da seguradora. A sua família perde o dinheiro que você demorou tanto tempo para acumular. O ideal é sacar o saldo ou optar pela "Renda por período determinado".

Conclusão: 
As pessoas deveriam aprender a cuidar do próprio dinheiro. Existem muitas fontes de informação. Você pode aprender através de cursos, livros, vídeos e sites na internet. O investimento para adquirir conhecimento é insignificante perto dos benefícios. Você é livre para planejar sua própria aposentadoria sem precisar transferir esta responsabilidade para terceiros. Em alguns casos eles cobram muito caro por isto e oferecem muito pouco em troca.


Se você é uma pessoa determinada, disciplina e paciente pode construir e gerenciar usa própria riqueza. Se não possui estas qualidades pessoais pode desenvolvê-las investindo em você mesmo. Gerencie seu dinheiro de forma consciente sem se deixar influenciar pela força de venda das instituições.


Estude sobre as vantagens e as desvantagens dos investimentos e tente tirar suas próprias conclusões. Cuidado com a opinião de profissionais que só falam das vantagens daquilo que estão vendendo. Bons profissionais são aqueles que reconhecem e mostram as desvantagens e os riscos. São estes que estão comprometidos com o sucesso das pessoas mesmo que isto signifique perder uma venda. É por isto que pouca gente sabe como investir em títulos públicos no Tesouro Direto. Apesar de ser uma das melhores opções para planejar a aposentadoria, não é a opção que gera os maiores lucros para bancos e seguradoras. Aprenda como investir em NTN-B.

Invista na sua educação financeira, busque liberdade e independência sobre seu dinheiro. Leia outras dicas sobre aposentadoria e previdência privada. Veja uma sugestão de Livro sobre Previdência Privada de autor independente.

Leia a opinião de outros autores independentes como é o caso do Prof. Samy Dana da FGV que possui Ph.D em Business, doutorado em administração, mestrado e bacharelado em economia nos artigos: "Custo 'come' benefícios da previdência complementar" (ler artigo) e também "Previdência privada pode representar desvantagem" (ler artigo), os dois publicados na Folha de São Paulo.

Fonte:
http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/8-motivos-para-nao-fazer-previdencia-privada/73643/

sábado, 23 de agosto de 2014

Multiplicando o seu dinheiro


Apesar de ser muito prática, a poupança deixa a desejar em termos de rendimento. Com um retorno de cerca de 6,80% ao ano, diversos outros investimentos trazem ganhos maiores neste momento - não só os mais sofisticados, como aplicações relativamente simples e acessíveis ao público em geral.
A remuneração das aplicações de renda fixa, que são aquelas mais conservadoras, tende a acompanhar a taxa Selic. Com os juros atualmente aos 10,75% ao ano, portanto, diversas aplicações do mercado estão rendendo mais que os 6,80% da poupança.
De acordo com a nova regra de remuneração da caderneta, aportes feitos a partir de 4 de maio de 2012 rendem 70% da taxa Selic, mais a Taxa Referencial (TR - taxa que tem ficado próxima a 0,03%) quando a Selic é menor do que 8,5%. Quando a Selic é maior ou igual a 8,5%, a poupança passa a render 0,5% mais a TR, mesma remuneração da poupança antiga.
Ou seja, mesmo com a taxa Selic subindo, a poupança limita-se ao rendimento de 0,5% ao mês mais a TR, enquanto outros investimentos vão oferecendo remunerações maiores, conforme é elevada a taxa.
Se você tiver recursos na poupança antiga, resgatá-los envolve o risco de abrir mão do rendimento de 0,5% ao mês mais a TR, que pode ser vantajoso em um cenário em que a taxa Selic fique abaixo de 8,5%. Mas, caso você invista na poupança regida pela nova regra, pode valer a pena resgatar uma parte do investimento para buscar retornos maiores.
Ainda que a poupança seja definitivamente o investimento mais simples e prático do mercado, existem aplicações que, com um pouco de paciência, não são tão complicadas de entender e podem trazer boas recompensas. Confira a seguir três sugestões e suas rentabilidades com base na Selic atual:
Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos do Tesouro Nacional
Investimento mínimo: Cerca de 600 reais
Rendimento em um ano: 8,34% (ao investir por meio de corretora sem taxa de administração)
Rendimento em dois anos: 18,09% (ao investir por meio de corretora sem taxa de administração)
Como investir: Abrindo conta em um banco ou corretora que dê acesso ao sistema Tesouro Direto. Dê preferência a corretoras que não cobram taxa de administração.
Ao comprar um título do Tesouro Nacional, o investidor empresta seu dinheiro ao governo, que o remunera por isso. Como as formas de remuneração variam, existem diferentes tipos de título.
As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) são os títulos públicos indicados aqui porque são os únicos que não geram grandes prejuízos caso sejam vendidos antes do vencimento, data na qual o investidor recebe o dinheiro investido (principal) acrescido da rentabilidade prometida (juros).
Sua forma de remuneração é simples: a LFT paga ao investidor a variação da taxa Selic diária entre a data da compra e o vencimento do título. Como a apuração do rendimento vai sendo ajustada às variações Selic, o investidor não é penalizado ao vender o título alguns anos antes do vencimento.
A LFT poderá sofrer apenas um pequeno deságio se o investidor vender o título em um momento de baixa demanda, que seria uma pequena taxa deduzida da variação da Selic paga para compensar o Tesouro pela venda antes do prazo em um momento de baixo interesse pelo papel.
Em função disso, a LFT é considerada o título público mais conservador e mais adequado para substituir a poupança para investimentos de curto prazo. Os demais títulos são mais indicados para o longo prazo, pois podem levar a perdas se vendidos antes do vencimento. Entenda por que isso acontece.
A quantidade mínima de compra de qualquer papel do Tesouro é de 0,1 do título (10%). Atualmente, a única LFT disponível para compra, com vencimento em 07/03/17, custa 5.990 reais. Portanto, o investimento mínimo é de 599 reais. 
Para comprar o título, é preciso abrir uma conta em um banco ou corretora que possibilitem o acesso ao Tesouro Direto, plataforma de negociação de títulos públicos federais. São os chamados agentes de custódia. Alguns deles permitem que o processo de cadastro e compra do título seja feito inteiramente pela internet.
Ao escolher a instituição, é preciso tomar cuidado com as taxas de administração, que podem ou não ser cobradas. Para que o investimento seja de fato mais rentável que a poupança, o ideal é abrir conta em uma corretora que isenta a taxa (veja a lista das taxas cobradas).
Isso porque além da eventual cobrança da corretora, ainda existe uma taxa obrigatória de 0,3% ao ano, paga à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), e a incidência de imposto de renda sobre os rendimentos, segundo a tabela regressiva.
Assim, para aplicações de menos de seis meses, a alíquota é a mais alta, de 22,5%; para aplicações entre seis meses e um ano, a alíquota é de 20,0%; para investimentos entre um e dois anos, a cobrança é de 17,5%; e acima de dois anos, o IR cai para a alíquota mínima de 15%.
Certificados de Depósito Bancário (CDB)
Investimento mínimo: 1 real 
Rendimento em um ano: 8,60% (CDB que pague 100% do CDI)
Rendimento em dois anos: 18,69% (CDB que pague 100% do CDI)
Como investir: Abrindo uma conta num banco que os ofereça ou numa corretora independente que ofereça CDBs de diversos bancos.
Ao aplicar em CDBs o investidor empresta seu dinheiro para uma instituição financeira e recebe uma remuneração por isso. Em outras palavras, o banco pega o seu dinheiro em uma ponta para emprestá-lo na outra, pagando uma taxa menor para captar do que aquela cobrada para emprestar, o que gera lucros para a instituição.
Existem três remunerações possíveis nesta operação: pré-fixada, pós-fixada e pré e pós-fixada ao mesmo tempo. Na remuneração pré-fixada, a taxa de juro paga é determinada no momento da aplicação; se o título for pós-fixado, o rendimento é um percentual da Selic (menos comum) ou do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) - taxa que baliza as operações interbancárias e fica muito próxima à Selic.
Na remuneração pré e pós-fixada, ou indexada à inflação, o banco paga ao investidor a variação da inflação - medida por índices como IPCA, IGP-M ou INPC -, mais uma taxa de juro previamente definida. Esse tipo de remuneração é menos usual.
Os CDBs são investimentos bastante oferecidos por grandes bancos aos seus clientes, por isso é muito simples comprar um título desses. No entanto, normalmente a remuneração que os bancos grandes oferecem não é tão vantajosa e pode ser muito semelhante à da poupança.
Os CDBs mais rentáveis são aqueles oferecidos pelos bancos médios, que por não terem uma grande rede de clientes e por apresentarem mais risco oferecem taxas altas para atrair mais investidores. 
O CDB mais comum, que é o pós-fixado atrelado ao CDI, precisa pagar ao menos 83% do CDI para superar a poupança em qualquer prazo, considerando-se a Selic em 10,75% ao ano.
Embora não haja a cobrança de taxas, a remuneração dos CDBs também sofre incidência de imposto de renda, segundo a tabela regressiva. Para que supere também a rentabilidade da LFT em qualquer prazo, o CDB deve pagar 98% do CDI.
Enquanto a remuneração próxima aos 80% é obtida em bancos grandes facilmente, a remuneração de 98% para quem não investe grandes quantias é oferecida apenas por bancos médios, que chegam a pagar até 110% do CDI, mesmo com aportes pequenos.
Alguns bancos médios que oferecem remunerações nesse patamar são o Banco Sofisa, que paga a partir de 100% do CDI para investimentos a partir de 1 real; o Banco Paulista, que oferece CDBs com remunerações a partir de 101% do CDI, com aporte mínimo de 10 mil reais; e o Banco Ficsa, que paga a partir de 104% do CDI para aportes iniciais de 200 reais.
É preciso, contudo, ficar atento para a liquidez. Os CDBs que substituem a poupança com mais perfeição são aqueles que são rentáveis mesmo com liquidez diária. Para conseguir maiores rentabilidades, muitas vezes há carência, e não é possível sacar o dinheiro a qualquer momento.
Apesar das altas remunerações, bancos médios apresentam mais risco de quebrar. Mas quem investe em CDB possui uma garantia, que é oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade mantida pelos próprios bancos para socorrê-los caso haja necessidade.
Caso o banco quebre, o FGC reembolsa ao investidor o que ele havia investido, até o limite de 250 mil reais por CPF, por instituição financeira. Mas mesmo investindo menos de 250 mil reais, o processo de reembolso pode demorar. Por isso, é sempre indicado não investir todos os recursos apenas em CDBs. 
Essa garantia do FGC também vale para depósitos em conta poupança, conta corrente e CDBs de bancos grandes. Então pode-se dizer que, para investimento de até 250 mil, CDBs de bancos médios são tão seguros quanto a poupança ou CDBs de bancos grandes.
Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
Investimento mínimo: 1 real 
Rendimento em um ano: 9,63% (LCI que pague 90% do CDI)
Rendimento em dois anos: 20,19% (LCI que pague 90% do CDI)
Como investir: Abrindo uma conta num banco que as ofereça ou numa corretora independente que ofereça LCIs e LCAs de diversos bancos.
A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos para obtenção de recursos destinados a financiamentos do setor imobiliário e agrícola, respectivamente. 
Ambos os títulos são bem parecidos com os CDBs, mas têm a vantagem de serem isentos de imposto de renda, o que faz uma grande diferença no rendimento final. O governo concede a isenção para incentivar a concessão de crédito a esses setores.
Com a isenção do imposto de renda, uma LCI ou uma LCA que pague 80% do CDI já é mais rentável que um CDB que rende 93% do CDI, em qualquer prazo, mesmo depois de dois anos, quando é aplicado o menor desconto do imposto de renda sobre o CDB, de 15%.
A principal desvantagem da LCI e da LCA é que elas são menos acessíveis que os CDBs. Em alguns bancos, para investir em uma LCA o cliente pode precisar fazer um aporte de milhões de reais. Além disso, a liquidez pode ser baixa, ou seja, o investidor pode não conseguir resgatar o dinheiro a qualquer momento, o que representa um entrave, comparado à caderneta de poupança.
Mas, cada vez mais bancos estão reduzindo os aportes mínimos para essas aplicações, sobretudo para a LCI.
O Banco Sofisa, por exemplo, já oferece LCIs com aporte inicial de 1 real e rendimento de 91% do CDI, o que representa um retorno de 9,41% em um ano, ganho superior ao da poupança, das LFTs e dos CDBs.
Mesmo com o maior rendimento, a LCI do Sofisa pode ser mais arriscada porque os recursos investidos só podem ser resgatados depois de seis meses. Em uma eventual emergência, o investidor ficaria na mão.
O Banco Intermedium também possui LCIs com taxas vantajosas, que partem de 94% do CDI e exigem aporte mínimo de 10 mil reais.
Dentre os bancos grandes, apenas o Banco do Brasil permite o investimento em LCI com quantias menores: seu aporte mínimo é de mil reais. Os outros exigem investimentos de 30 mil reais e geralmente pagam 80% do CDI, um rendimento de 8,32% ao ano, que já perde para a LFT.
Apesar de também ser um investimento relativamente simples de compreender, a LCA é ainda mais inacessível para o pequeno investidor. No Banco do Brasil o aporte mínimo é de 30 mil reais, no Santander é de 250 mil reais e na Caixa é de 5 milhões de reais. 
Os bancos ABC, Bonsucesso, Intermedium, Pine e Rabobank também oferecem LCAs, mas com aportes iniciais a partir de 50 mil reais (LCA do Intermedium). E os rendimentos podem variar de acordo com o volume do investimento. 
As ressalvas feitas em relação aos CDBs de bancos médios também valem para as LCIs e LCAs de instituições de menor porte. Para não correr altos riscos, é recomendável investir menos de 250 mil reais por CPF, por instituição financeira, limite de cobertura do FGC, que também abarca essas duas aplicações.

Fonte:
http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/3-investimentos-faceis-que-rendem-mais-que-a-poupanca