sábado, 10 de maio de 2014

VOCÊ X ADVERSIDADE

A piores e melhores coisas acontecem de repente, quando menos esperamos; cabe a nós estar sempre de olhos bem atentos para estar preparado fisica e emocionalmente. Precisamos ser exímios estrategistas e para isso contamos com a riqueza do conselho dos amigos e da sabedoria adquirida com livros, filmes, palestras.
Algumas vezes acertamos, noutra erramos; faz parte da guerra de nervos que a vida nos propõe a todo instante. O importante é ter certeza de que superaremos qualquer adversidade custe o que custar, pois é da forma positiva e construtiva aos maiores desafios, que as qualidades, as forças e virtudes como, coragem, caráter, combatividade, esperança e perseverança emergem lá de dentro. Afinal, já dizia Heródoto, filósofo grego: “A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência.”
Vamos a algumas dicas:
1. Esteja atento, e aceite que a adversidade é inevitável na vida - aceitar é um caminho para se desprender e reestruturar-se. É uma forma viável de procurar caminhos alternativos e seguir em frente, devemos deixar de lado a vitimização auto-destrutiva e pensamentos improdutivos, assim, ficamos mais capacitados para lidar com o que está diante de nós. 
2. Construa os seus recursos internos - ao trabalharmos nosso equilíbrio emocional, fortalecemos nossa musculatura emocional, coragem e disciplina. Na maioria das vezes, quando se está preparado para o pior, o pior nunca acontece, ou é muito menos grave do que o previsto. A preparação para reagir, para agir e saber como atuar em situações difíceis, é como um Kit de Primeiros Socorros  para quando o “azar” nos bater à porta. Se tivermos e soubermos usar, certamente evitaremos danos maiores.
3. Construa os seus recursos externos - ficaria surpreso ao descobrir quantas vezes um amigo teve uma experiência semelhante e pode ajudar a guiá-lo no momento difícil. O facto de saber que um amigo está lá quando você precisa dele, pode ser muito reconfortante. Se a sua condição perante a adversidade não for ultrapassada e gerar problemas psicológicos como a depressão ou ansiedade, não hesite em procurar ajuda profissional, seja através de uma consulta de psicologia ou de um grupo de suporte específico, como por exemplo determinados grupos de ajuda.
4. Aquilo que não mata nem sempre faz você mais forte - a Resiliência como qualquer músculo no nosso corpo é construída gradualmente e exponencialmente com a exposição repetida aos obstáculos e às forças externas. Como tudo na vida, a preparação é amiga da eficácia e do sucesso. Sem preparação o fracasso é uma possibilidade muito forte. Para sublinhar este ponto, as pesquisas de desenvolvimento tem mostrado que crianças traumatizadas são mais, e não menos, prováveis de virem a sofrer novamente de algum tipo de trauma ou consequência negativa. Da mesma forma, aqueles que crescem em bairros difíceis têm uma propensão para o desequilíbrio emocional,  tornam mais susceptíveis perante a adversidade, não se tornam mais resilientes, e são mais propensos a debater-se na vida.
5. Inspire-se e aprenda com os outros que têm que lidar com o sucesso e com a adversidade - há muitas histórias inspiradoras de pessoas que superaram obstáculos aparentemente intransponíveis. Eles triunfaram sobre as suas adversidades para viver uma vida produtiva e bem-sucedida, em vez de se renderem a elas. Ao tomar consciência das estratégias de outras pessoas pode promover e estimular em si uma mudança de perspetiva face à sua situação e esta mudança de perspetiva pode ser promotora para descobrir novos caminhos para a resolução da situação difícil em que se encontra.

sábado, 3 de maio de 2014

Rir-se


O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar e também, não deixa de ser um ato de entrar em contato consigo mesmo, surgindo , uma percepção mais aguçada perante as situações da própria vida. Pergunto: de que adianta ficar nervoso, brigar com meio mundo, ficar roxo de vergonha perante determinada situação, ou seja, lá o que for?.
Nada pode ser mais interessante do que percebermos que por de trás de alguma mancada, que possamos ter cometido, alguma coisa engraçada, teremos para lembrar ou associar, aquele fato. Não esqueça de que o “ significado” de todas as coisas , que nos sucedem, são determinados por nossas escolhas, ou seja, eu focalizo de que maneira aquilo pode ou não repercutir em mim, de forma positiva ou negativa.
Tirar sarro dos outros, dando uma de convencido, não é muito interessante para quem tem interesse em conhecer um pouco mais de si mesmo. 
E no fundo, rir de alguém não é algo que a maioria das pessoas goste, mesmo que por detrás de uma aparente fachada, a pessoa que riu diga: era apenas “uma brincadeira”. Além do mais, dar uma de convencido enaltecendo seus pontos fortes, não vai fazer você parecer mais forte ou poderoso, do que aquilo que realmente, seja de verdade. Muitas vezes, você pode não perceber, mas esta fazendo um papel ridículo, a não ser que, saiba ser inteligente o suficiente, e acabe aproveitando a situação para também rir de si mesmo, e não somente do outro.
Você já tentou rir de si mesmo? Já se olhou no espelho e notou o quanto ridículo estava perante aquela situação ou diante daquela pessoa que lhe decepcionou? Com certeza, você pode ter rido em varias situações: de alguém, de vergonha, de alegria, de tristeza, de decepção e, até mesmo de raiva, enfim, os motivos podem ser os mais diversos, porem, você em alguma situação já riu de si e, muitas vezes acabou chegando à conclusão que foi a melhor coisa que fez, pois pelo menos, colocou para fora aquela energia estagnada, que no fundo estava precisando sair, de alguma maneira.
Também é importante lembrar que rir de si mesmo , além de elevar nossa auto estima, faz com que compreendamos melhor as pessoas, e também passamos a não dar tanta importância às coisas insignificantes. Tornamo-nos dessa forma, uma pessoa mais agradável e de fácil convivência. Quem não gosta da companhia de alguém que esta sempre alegre e sorrindo, mesmo que seja de si mesmo? Essa pessoa, com certeza, não leva a vida tão a sério, e sabe aproveitar os melhores momentos do nosso aqui e agora, que no fundo, é o mais importante.
Se soubéssemos o valor de um sorriso, seja ele qual for: amigável, simpático, ardoroso, enigmático, com certeza, daríamos mais valor as pessoas que sorriem com freqüência. Mas o que vale mesmo, é que ele seja sincero e brote do coração, da alma. Não vale aquele sorriso forçado, falso, ardiloso, ou o irônico, porque esse a gente acaba percebendo ou sentindo a verdadeira energia, que emana dele. E na maioria das vezes, se quer distancia desse tipo de “sorrisinho” disfarçado ou irônico.
Sorrir atrai e mexe com o sentimento afetivo das pessoas e, para alguém é sempre uma atitude positiva e prazerosa, principalmente quando sabemos que vamos fazer alguém feliz, ou, quando em determinada situação apenas com um sorriso, acabamos quebrando o gelo, nas mais variadas situações constrangedoras. O sorriso é nossa marca registrada, pois, por onde passamos, ele acaba permanecendo na lembrança de alguém, como um perfume que deixa o seu rastro pelo ar. 
Por isso, não esqueça: SORRIA MAIS e, não leve a vida tão a sério, procurando acima de tudo ser feliz consigo mesmo, pois dessa forma, acabará achando o fio da meada, que nos levará com certeza, a uma forma de felicidade mais plena.
Se você soubesse a energia que emana, quando sorri, com certeza, nunca mais deixaria de dar um sorriso, nem que seja para si mesmo.

Fonte:
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=12849

sábado, 26 de abril de 2014

EFT - acupuntura sem agulhas

EFT (Emotional Freedom Techniques) é uma descoberta revolucionária e extremamente eficaz no alívio e combate a diversos traumas físicos e/ou emocionais.
Vários estudos mostram que a EFT consegue reduzir sensivelmente o impacto de traumas, fobias, angústias e outras emoções mal qualificadas. No momento em que esses traumas são diminuídos ou removidos, o corpo físico se reequilibra e inicia seu processo de cura.
Este método utiliza o mesmo processo da acupuntura chinesa combinado com a psicologia moderna, com resultados surpreendentes, desbloqueando os meridianos e permitindo que a energia flua livremente pelos canais energéticos.
A diferença é que neste procedimento não se utilizam agulhas, que são substituídas por leves batidas com a ponta dos dedos nos terminais dos meridianos. A pessoa sintoniza-se com o problema enquanto toca nos pontos e assim ocorre uma liberação profunda das emoções retidas dentro dela. E não é necessário conhecer acupuntura para aplicar EFT.
Este método foi descoberto Pelo Dr. Roger Callahan, PhD, um psicólogo norte-americano.
Mais tarde, um engenheiro norte-americano chamado Gary Craig aprofundou-se no estudo e aperfeiçoou a técnica, fazendo assim com que milhares de pessoas pudessem se utilizar deste procedimento, aliviando e curando muitos dos seus males.
Com a EFT você pode trabalhar em si, buscando sempre o que eu chamo de um equilíbrio contínuo. E o mais interessante, você mesmo(a) pode se aplicar. E assim receber toda a força, energia e capacidade para a auto cura (se a técnica for utilizada corretamente, o problema físico ou emocional poderá ser aliviado e totalmente eliminado). Você poderá resgatar o controle de uma vida saudável.

Gostaria de deixar bem claro, que nenhum método de cura substitui os procedimentos médicos feitos por um profissional da área e nesta técnica não se utilizam drogas de espécie alguma.


Fonte:
http://eftparavoce.blogspot.com.br/p/o-que-e-eft_23.html

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa



Não importa qual religião se siga, todos, de alguma forma, comemoram essa data; páscoa para os cristãos, pessach para os judeus, ostara para religiões pagãs (primavera),...


E o que é essa festividade? É o prenúncio de um novo ciclo, a renovação. Por isso nos preparamos com o jejum de algum prazer difícil de ser desprezado (privação de chocolate para os "viciados", privação de maus julgamentos se você for do tipo que adora dizer poderia fazer melhor que o outro, etc.), refletindo sobre o que fizemos no tempo que se passou para que possamos entrar restaurados e purificados nessa nova fase com força e vigor pra correr atrás dos nossos novos projetos e concretizá-los.





De certa forma, sempre celebramos a fecundidade, o inicio... é através dela que tudo começa não é mesmo? Inclusive nossa própria existência... e ali estamos... fecundando nossos desejos, nosso carinho pelo que queremos.



Por isso... FELIZ PÁSCOA!!!
Que Papai do Céu ressuscite nos corações de todos trazendo muita alegria, paz, garra e perseverança na realizações de sonhos!!!!

sábado, 29 de março de 2014

Mandalas: Faça você mesmo!

O que você precisa?
Papel
Lápis ou caneta
Tampa de um fraco, prato de torta ou outro objeto redondo
Lápis coloridos, lápis de cera, ou tinta

Instruções
  1. Separe uma hora quando você pode estar sozinho. Crie um ambiente sereno para se trabalhar. Acenda uma vela ou incenso e coloque para tocar um "New Age" calmante ou música clássica.
  2. Organize seus suprimentos e sente-se comportamento na sua cadeira.
  3. Acalme sua mente. Faça algumas respirações profundas. Respire amor e deixe ir embora a tensão, o medo, preocupação ou qualquer coisa que está lhe aborrecendo.
  4. Defina um propósito para a mandala. Pode ser amor e o que ele significa para você ou pode ser um medo que você quer superar, ou algo que você atrair na vida.
  5. Coloque o objeto redondo no papel e faça um círculo ao redor dele com a caneta ou lápis.
  6. Preencha o círculo com quaisquer formas e cores que você ache apropriada para o momento. Não há regras e nenhum erro nesse processo. Permita seu espírito interior a guiar você e não tente achar o sentido do desenho nesse ponto.
  7. Pare quando a mandala lhe disser para parar. Se você achar que não estar terminada, você pode colocá-la de lado e terminar outro dia. Date a mandala. Se você trabalhou nela por vários dias, anote cada dia que você trabalhou nela.
  8. Você pode colorir a mão com lápis de cor, giz de cera ou tintas e também criar texturas fazendo colagens com areia colorida, papéis, pedras ou outros materiais. Podem ser usadas para terapia ocupacional, doentes hospitalizados, trabalho pessoal ou diversão e ainda por crianças e adolescentes.
Utilize-as ainda como Moldes para trabalhos artesanais, como pintura em vidro, Madeira, Metal, Mdf e Painéis. Deixe a criatividade tomar conta de Você!



Coloque a mandala numa parede ou num lugar proeminente onde você irá ver regularmente. Olhe para ela por poucos minutos todo dia e a deixe se explicar para você. Anote seus pensamentos e observações nas margens próximas a mandala.

PS: mais dicas nesse link

sábado, 22 de março de 2014

Uso Terapêutico das Mandalas

Mandala: uma porta para a consciência em evolução
Presentes nas rosáceas dos suntuosos vitrais coloridos das milenárias catedrais europeias, nos misteriosos calendários maias, nos mais longínquos monastérios tibetanos onde servem de suporte à meditação, no yoguismo tântrico como instrumento de contemplação, as mandalas são também encontradas nas mais antigas inscrições e desenhos da humanidade. Em tudo, elas representam a totalidade do cosmos e o lugar que o homem ocupa nele. Parece que os nossos ancestrais de todos os tempos sabiam intuitivamente que a estrutura fundamental do universo é uma mandala. Basta que observemos a natureza para identificá-las sob todas as formas, tamanhos e coloridos. Intuitivamente, os nossos ancestrais sabiam que a estrutura fundamental do universo é uma mandala.
A palavra “MANDALA”, no velho sânscrito, significa “o centro”, “o círculo mágico”, “o mistério”. É geralmente descrita como uma figura geométrica representada por um círculo sobre um quadrado ou vice-versa, mas pode ser também construída ou desenhada em forma de um círculo, um quadrado ou um retângulo, subdividido por quatro ou múltiplos de quatro, de maneira mais ou menos regular, incluindo-se ou não outras formas. Sua característica mais importante é que seu traçado é feito em torno de um centro, geralmente obedecendo a eixos de simetria e pontos cardeais. Entretanto, seu contorno exterior não é forçosamente circular, mas dá a ideia de irradiar-se de um centro ou mover-se em direção a ele. Por isto, quando uma pessoa observa uma mandala tem a sensação de que ela se move e pulsa.

Um caminho em direção ao centro
Na Psicologia Moderna, o célebre psicólogo C. G. Jung, criador da Psicologia Analítica, ao estudar as mandalas orientais e sua utilização como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las, descobrindo o efeito de cura que elas exerciam sobre ele mesmo.
Após anos de pesquisa e aprofundamento no conhecimento do psiquismo humano, ele passou a utilizar a construção de mandalas como método psicoterapêutico. Seus estudos o levaram a defini-la como um círculo mágico que representa simbolicamente o Eu ou Self – arquétipo da Unidade Interior.
Na Psicologia Analítica, a mandala é um círculo mágico que representa a Unidade Interior. Investigando o uso das mandalas nas tradições budistas, Jung descobriu que os conteúdos das mandalas tibetanas derivam dos dogmas lamaicos. Na doutrina dos lamas ou lamaismo, elas não têm significado particular porque são apenas representações exteriores. Para os lamas, a verdadeira mandala é sempre “uma imagem interior gradualmente construída pela imaginação ativa nos momentos em que o equilíbrio psíquico está perturbado, ou quando um pensamento não pode ser encontrado e deve ser procurado porque não está contido na doutrina sagrada”. Como são de grande importância enquanto instrumento de culto, as mandalas tibetanas geralmente contém, em seu centro, uma figura do mais alto valor religioso como, por exemplo, Shiva ou Budha.
Entretanto, como instrumento terapêutico, a mandala é utilizada, desde os tempos primitivos, pelos xamãs indígenas da América e aborígenes da Austrália que, ainda nos tempos atuais, as gravam e desenham em areia colorida. Também, místicos ocidentais e orientais de quase todas as culturas, ao longo de toda a história da humanidade, já utilizavam mandalas como “um caminho para reencontrar seu próprio centro”.

 Mandalas Cósmicas
Existem, portanto, três tipos de mandalas: as de culto, as de meditação e as terapêuticas. Elas se diferenciam em função do seu uso e finalidade, mas também segundo o estado de consciência do indivíduo no momento da sua criação, isto é, estado de culto, de meditação, de cura terapêutica e de expansão da consciência, como instrumento de autoconhecimento e transformação interior.
Entretanto, em nossas pesquisas com técnicas de Expansão de Consciência, identificamos o que Gilles Guattari denominou “mandala cósmica” – uma reprodução da dimensão cósmica da consciência da criação. As mais conhecidas “mandalas cósmicas” do mundo são criadas pelo francês Stefan Nowak.
A criação de uma “mandala cósmica” só ocorre num estado especial de consciência, chamado “estado visionário”, em que a pessoa se torna canal da consciência universal – que Jung chama de “arquétipo”, isto é, representação, no psiquismo individual, da parte herdada da psique coletiva. Esse chamado “estado visionário”* pode ser alcançado através da “consciência expandida”, mas a sua manifestação prática exige um intenso trabalho interior de autoconhecimento e descoberta dos próprios potenciais de realização exterior.
No “estado visionário”, a consciência cotidiana do indivíduo se expande e, holograficamente, capta a dimensão cósmica da consciência da criação. Por isso, geralmente as “mandalas cósmicas” parecem explosões de luz.

A mandala cósmica é uma representação da dimensão cósmica da consciência da criação.
Algumas pessoas procuram envolver a construção de uma “mandala cósmica” numa auréola mística, como se a pessoa que a produz fosse tomada por uma “energia especial” que dirige sua mão, independentemente da participação de sua mente, do seu ego, do seu psiquismo. Entretanto, como estamos vivendo a era do conhecimento, é preciso desmistificar, pois o estado de consciência expandida pode ser alcançado por qualquer pessoa que o queira.
A elaboração de uma “mandala cósmica”, isto é, no seu processo de criação, a pessoa, além do estudo e experimentação das cores, utiliza também instrumentos de medida, como compasso, régua e etc. E é exatamente por isso que ela é capaz de transformar a sua “visão cósmica”, captada num determinado instante do tempo, em uma obra de arte única, inédita e extraordinariamente perfeita. Esse tipo de mandala representa a ordem e a harmonia existentes no universo e durante o seu trabalho o psiquismo da pessoa se reestrutura internamente, unificando-se na dualidade. Isto significa simplesmente que a construção de uma “mandala cósmica” nos ajuda a liberar as nossas forças interiores de auto cura, pois esse processo é capaz de desencadear em nós a ordem e a harmonia no lugar do caos.

Um novo e significativo todo
Portanto, além de possibilitar o autoconhecimento e a conquista da unidade interior/exterior, reconciliando e integrando os opostos, o trabalho com mandalas traz, também, como consequência, uma vida simbólica mais intuitiva, mais criativa e individualmente mais livre, pois ajuda a pessoa a entrar em sintonia com seu potencial interior, aceitando e enriquecendo seu imaginário.
Para se realizar uma mandala é preciso aprender a perceber a ideia que vem de dentro e integrá-la à percepção exterior, tornando-a visível através de uma representação gráfica construída intuitivamente ou desenhada com instrumentos. O foco da atividade é a auto expressão do inconsciente, quando a pessoa reúne diversos elementos de suas experiências pessoais. O resultado final é um novo e significativo todo.
Ao construir uma mandala, a pessoa expressa a sua criatividade, reinventando-se e reconstruindo-se na direção de um novo e significativo todo.
Sendo representação exterior de imagens do mundo interior que obedece a uma dinâmica de reestruturação constante, as mandalas são sempre “individualmente diferentes” e nenhuma se parece com outra, sendo impossível reproduzi-las, mesmo pelo seu próprio autor. Isto porque, ao construir uma mandala, a pessoa vivencia sua criatividade, expressa-se através dos seus próprios meios, construindo os próprios códigos, reinventando o que já existe e criando novos caminhos, pois a auto expressão é também um caminho de construção e reconstrução do sujeito.

Portanto, seja qual for a técnica utilizada em sua construção – individual ou em grupo, seja qual for seu uso ou finalidade – estudo, meditação, autoconhecimento, todo trabalho com mandalas contribui para a harmonia e o equilíbrio da consciência em evolução.

Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/mandala.htm

sábado, 15 de março de 2014

A Águia e o Pardal


O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza... Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
- Por que estás a me vigiar, Andala?
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho...

O pardal suspirou olhando para o chão... E disse:
- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te.
- E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...
- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!

E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!