Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de setembro de 2017

Intuição - parte 2

A intuição é difícil de definir, mas exerce um papel enorme em nosso cotidiano. Steve Jobs, por exemplo, disse que ela é “mais poderosa que o intelecto”. Mas não importa como a articulamos, todos nós sabemos intuitivamente o que ela é.
A ciência cognitiva está começando a desmistificar a presença forte, mas às vezes inexplicável, do raciocínio inconsciente em nossa vida e pensamento. Frequentemente minimizada e descrita como anticientífica devido às suas ligações com a sensibilidade e comportamentos paranormais, a intuição não é simplesmente um monte de balela sobre nossos sentidos.
“Existe um conjunto crescente de relatos e de esforços sólidos de pesquisas que sugerem que a intuição é um aspecto crítico da interação entre os humanos e nosso ambiente, estando à base de muitas decisões que tomamos” (Ivy Estabrooke, gerente de programa do Escritório de Pesquisas Navais, ao New York Times em 2012).
Maneiras práticas de desenvolvê-la:


01. Prestar atenção àquela voz interior
A maior coisa que distingue as pessoas intuitivas é que ao invés de ignorar, elas ouvem a orientação de suas intuições e seus instintos.
“Todas as pessoas estão ligadas à sua intuição, mas algumas pessoas não prestam atenção a ela, como intuição”, fala Burnham. “Ainda não conheci nenhum empresário de sucesso que não dissesse ‘não sei por que fiz isso. Foi um palpite’.”
Para tomar as melhores decisões de que somos capazes, diz Francis Cholle, autor de The Intuitive Compass, precisamos de um misto equilibrado de intuição e pensamento racional: lança uma ponte entre o instinto e o raciocínio. Mas o viés cultural contra os instintos ou as intuições nos leva com frequência a fazer pouco caso de nossas “impressões” em nosso detrimento.
“Não é preciso rejeitar a lógica científica para beneficiar-se dos instintos”, diz Cholle. “Podemos honrar e recorrer a todas essas ferramentas, e buscamos um equilíbrio entre elas. E, ao procurar esse ponto de equilíbrio, vamos finalmente colocar todos nossos recursos cerebrais em ação.”.

02. Reservar tempo para ficar sozinha
Se você quer entrar em contato com sua intuição, passar um pouco de tempo sozinho pode ser a maneira mais eficaz. Assim como a solidão pode ajudar a suscitar o pensamento criativo, também pode nos ajudar a entrar em contato com nossa sabedoria interior mais profunda.
De acordo com Burnham, as pessoas intuitivas muitas vezes são introvertidas. Mas, quer você seja introvertido, quer não, reservar algum tempo para ficar sozinho pode ajudá-lo a praticar o pensamento mais profundo e reconectar-se com você mesmo.
“É preciso poder desfrutar um pouco de solidão, um pouco de silêncio”, diz a autora. “Porque não dá para ouvir a intuição em meio ao barulho do cotidiano.”

03. Criar
“A criatividade produz seus melhores frutos quando funciona intuitivamente”, escreve a pesquisadora e escritora Carla Woolf.
Na realidade, explica Sophy Burnham, as pessoas criativas são altamente intuitivas. E, assim como é possível aumentar sua criatividade com o treino, é possível fortalecer sua intuição. Na realidade, treinar uma coisa pode reforçar a outra.

04. Atenção consciente

A meditação e outras práticas de atenção consciente podem ser uma ótima maneira de trazer sua intuição à tona. Como explica o Search Inside Yourself Leadership Institute: “A atenção consciente (mindfulness) pode ajudá-lo a eliminar a tagarelice mental, a pesar suas opções objetivamente, sintonizar-se com sua intuição e, ao final, tomar uma decisão que você pode apoiar completamente”.
A atenção consciente também pode conectar você com sua intuição pelo fato de fortalecer o autoconhecimento. Um estudo de 2013 publicado no periódico Perspectives on Psychological Science mostrou que a atenção consciente, definida como “prestar atenção à nossa experiência atual sem tecer julgamentos”, pode nos proporcionar uma compreensão melhor de nossa personalidade. E, como nota Arianna Huffington em Thrive, o fortalecimento da intuição, compaixão, criatividade e paz são todos efeitos colaterais maravilhosos da prática da meditação.

05. Observar tudo
“A primeira coisa a fazer é observar: fazer um pequeno diário e tomar nota quando acontecem coisas incomuns”, diz Burnham. Você ganhará uma percepção aguda da frequência com que ocorrem em seu cotidiano coincidências, conexões surpreendentes e intuições acertadas. Em outras palavras, sua intuição começará a se manifestar.

06. Ouvir o corpo
As pessoas intuitivas aprendem a prestar atenção a seu corpo e dar ouvidos às suas “sensações viscerais”.
Se alguma vez você já sentiu enjôo quando sabia que algo estava errado, mas não conseguia identificar o que era, sabe que as intuições podem provocar sensações físicas no corpo. Nossas sensações viscerais têm esse nome por uma razão: pesquisas indicam que a emoção e a intuição têm raízes no “segundo cérebro” situado no intestino.

07. Conexão em nível profundo
Ler os pensamentos de outros pode parecer algo do campo da fantasia e pseudociência, mas na realidade é algo que fazemos diariamente. Isso se chama precisão empática, um termo usado na psicologia para descrever “a capacidade aparentemente mágica de mapear o terreno mental de uma pessoa a partir de suas palavras, emoções e linguagem corporal”, segundo a Psychology Today.
“Quando você vê uma aranha subindo pela perna de uma pessoa, sente uma sensação desagradável”, escreve Marcia Reynolds na Psychology Today. “Do mesmo modo, quando você observa alguém tentando aproximar-se de um amigo e sendo rejeitado, seu cérebro registra a sensação de rejeição. Quando você vê seu time ganhar ou um casal abraçar-se na televisão, sente as emoções das pessoas como se estivesse com elas. Emoções sociais como culpa, vergonha, orgulho, constrangimento, aversão e desejo, tudo isso pode ser sentido com a observação dos outros.”
Para Reynolds, prestar atenção às suas próprias emoções e passar tempo observando e ouvindo outras pessoas cara a cara pode reforçar seu poder de empatia.

08. Sonhos
Burnham recomenda prestar atenção a seus sonhos, para entrar em contato com os processos de pensamento inconscientes de sua mente. Sonhos e intuições nascem no inconsciente, e você pode começar a entrar em contato com essa parte de sua mente, prestando atenção a seus sonhos.
“À noite, quando sonhamos, recebemos informações do inconsciente, a parte intuitiva do cérebro”, diz Burnham. “Se você presta atenção a seus sonhos, pode receber muitas informações sobre como viver sua vida.”

09. Relaxar
Poucas coisas sufocam a intuição tão facilmente quanto estar constantemente ocupado, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, conectado com aparelhos digitais e estressado. De acordo com Arianna, sempre temos uma visão intuitiva das pessoas em nossa vida, em um nível profundo, sabemos diferenciar as pessoas boas das que são “bajuladoras e dissimuladas”, mas nem sempre estamos suficientemente atentos à nossa intuição para admitir a diferença para nós mesmos. O problema é que vivemos ocupados demais.
“Sempre recebemos avisos de nosso coração e nossa intuição, quando elas aparecem”, ela escreve em Thrive. “Mas muitas vezes estamos ocupados demais para tomar nota.”

10. Xô emoções negativas
As emoções fortes, especialmente as negativas, podem anuviar nossa intuição. Muitos de nós sabemos que nos sentimos mal, fora de sintonia com nós mesmos, quando estamos com raiva ou deprimidos, e pode ser porque estamos desconectados da intuição.
“Quando você está muito deprimido, sua intuição pode falhar”, diz Burnham. “Quando está com raiva ou em estado de comoção emocional, sua intenção pode falhar completamente.”
As evidências disso não são apenas baseadas em relatos. Um estudo de 2013 publicado no periódico Psychological Science mostrou que um estado de ânimo positivo elevou a capacidade de fazer avaliações intuitivas num jogo de palavras.
Isso não quer dizer que as pessoas intuitivas nunca fiquem furiosas ou deprimidas. Mas sua intuição funcionará melhor se você geralmente for capaz de aceitar conscientemente as emoções negativas e depois se desapegar delas, em vez de reprimi-las.

Fonte:
http://www.huffpostbrasil.com/2014/03/27/10-coisas-que-as-pessoas-intuitivas-fazem-de-maneira-diferente_a_21667580/

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ansiedade infantil

O assunto que vamos trabalhar envolve um campo um tanto quanto complexo.  Envolve políticas públicas, saúde mental, futuro do mundo, infância, patologia, tratamento, entre vários outros temas polêmicos. Esse assunto  se torna um mundo sem limites.
Para que haja uma compreensão mais clara, precisamos então, entender o que é ansiedade, o que é criança e o que acontece com a união entre as duas.

A ansiedade hoje está estabelecida em diversos campos. Encontramos pessoas em todos os lugares reclamando que estão sofrendo de ansiedade. Existe um preconceito já arraigado sobre a compreensão da ansiedade: acreditam que ela é de todo má.
No entanto, podemos entendê-la de outra forma, diante do exposto pela literatura, a respeito, refletindo que ela pode ser algo bom para as pessoas. A ansiedade é algo positivo, na medida em que ela se mostra uma forma de alerta para os possíveis riscos, levando o corpo a responder de maneira a enfrentar determinadas situações.
A classificação da ansiedade é divida por dois tipo:
Ansiedade de traço - A ansiedade de traço diz respeito aquela que faz parte da personalidade da pessoa, sendo então “traço da personalidade”. Esse sujeito na maioria das situações e nos diversos ambientes desperta com facilidade o sintomas ansiosos.
Ansiedade de estado - A pessoa fica ansiosa por um determinado evento, dessa forma despertando sintomas diante de determinado estímulo ou uma classe de estimulo. Por exemplo:
Ansiedade por um determinado estímulo: uma pessoa se depara com uma barata e quando isso acontece, apresenta sintomas ansiosos; porém diante de outros bichos ela não sente nenhum desses sintomas.
Ansiedade por uma classe de estímulo: acontece quando a pessoa tem sintomas ansiosos por diversas coisas, que em geral tem as mesmas características, como bichos com penas ou determinados ambientes que estão relacionados às questões aversivas (que não a fazem bem).
Essa foi uma forma sintetizada de explicar sobre o que é ansiedade, porém sua análise vai bem mais a fundo em suas variedades de casos. Pudemos perceber a complexidade do tema. Então, retornaremos ao ponto de início e vamos delimitá-lo apenas aos casos da ansiedade infantil.

A criança como qualquer outro ser-humano se depara com perigos, e, diferentemente dos adultos, nem sempre tem solução ou experiência para lidar com eles. Nessas situações, o que podemos considerar como mundo interno (organismo) se comporta para se defender. Dessa forma, a aceleração dos batimentos cardíacos o maior bombeamento de sangue prepara os músculos para o que pode vir acontecer.
Quando pensamos em entender e identificar os sintomas de ansiedade nos adultos, podem ter como ferramenta o que eles falam, mas quando se trata de uma criança, em alguns casos isso se torna mais complexo, pois nem sempre elas conseguem dizer o que está se passando em seu mundo interno ou explicar qual sensação estão tento; difícil também é identificar o que desencadeou os sintomas.
Deve-se ter todo cuidado do mundo, para as observações a serem feitas. Geralmente os sintomas dessas crianças tem sua origem nos comportamentos dos pais, que por milhares de motivos não conseguem identificá-los. A identificação, às vezes, não é realizada pelos pais; então, os profissionais usam técnicas de observação clínica para conseguir clareá-las.
A causa de ansiedade até hoje vem sendo estudada. Sabe-se que não é possível dizer que ela é causada por um gene, segundo a teoria da hereditariedade, porém hipotetizam que ela pode ser causada pela a união de alguns dos genes, podendo também ser devido aos fatores biológicos. Outro fator que se mostra determinante de sua causa é o ambiente em que a criança se desenvolve como a casa ou a escola.
O contexto familiar é um dos influenciadores determinantes para gerar a ansiedade, por dizer respeito aos relacionamentos que a criança tem. É através desses relacionamentos que ela se desenvolve e aprende, sendo possível a ansiedade ser aprendida a partir dos comportamentos dos cuidadores.
Os sintomas aparecem de várias formas, por isso a atenção nos comportamentos emitidos pelas crianças deve ser  cuidadosa. Seguem os sintomas:
  • As crianças normalmente são caracterizadas como “medrosas”;
  • Em sua maioria são nervosas;
  • Têm medo de animais;
  • São tímidas;
  • Têm baixa auto-estima;
  • Têm preocupação excessiva;
  • Têm medo de fazer mal a alguém;
  • Têm sentimento de culpa;
  • Têm pensamentos e verbalização de suicídio;
  • Têm dificuldade em enfrentar a escola e comportarem-se como os colegas;
  • Entre outros;


Esses são alguns sintomas que podem ser observados. Outros acontecem internamente, por exemplo, sensação de mãos e pés gelados ou formigamento e todos os conjuntos de questões  físicas, psicológicas, emocionais e comportamentais.
Então é lançada a pergunta mais comum sobre o assunto: e o seu tratamento? Podemos dizer que o determina o tratamento será a intensidade dos sintomas e o quanto isso paralisa a vida da criança. Sem dúvida o tratamento psicológico é fundamental para entender as reais causas e a partir da análise feita, preparar intervenções adequadas, que muitas vezes não são feitas apenas com as crianças, mas também com os cuidadores delas.
Em casos extremos, em que a criança está com o prejuízo muito grande a respeito dos sintomas, deve-se procurar ajuda médica especializada, que pode ser necessária para o inicio do tratamento. É sem dúvida mais eficaz que os profissionais trabalhem juntos para o bem estar dessa criança para que ela consiga voltar a ter uma boa qualidade de vida.
É importante levar a conhecimento de todos o tema e a reflexão, pois quanto mais cedo for identificada a ansiedade, melhor será o desenvolvimento dessa criança, para que no futuro ela consiga adequar os comportamentos que lhe causam sofrimento.

Tratamentos naturais
Encontramos no Health.com, um dos sites mais respeitados mundialmente quando o assunto é saúde, uma lista com 19 remédios naturais para a ansiedade. Então decidimos traduzi-la para você, amigo, que está sofrendo deste mal. Use e abuse:
1# Camomila - Se você está nervoso uma xícara de chá de camomila pode te ajudar a se acalmar. Alguns compostos da camomila (Matricaria recutita) se ligam aos mesmos receptores cerebrais que drogas como o Valium. Em um estudo da University of Pennsylvania Medical Center, na Filadélfia, pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) que tomaram suplementes de camomila por oito meses, tiveram uma diminuição significativa nos sintomas de ansiedade em comparação com os pacientes que tomaram placebo.
2# L-teanina (ou chá verde) - Dizem que os monges budistas japoneses podiam meditar por horas alertas e relaxados. Uma das razões pode ser o aminoácido em seus chás verdes chamado de L-teanina, é o que diz Mark Blumenthal, do American Botanical Council. Pesquisas mostram que a L-teanina ajuda a reduzir a frequência cardíaca aumentada e a pressão sanguínea, e alguns pequenos estudos em humanos descobriram que ela diminui a ansiedade. Em um estudo, pacientes propensos a ansiedade ficaram mais calmos e focados durante um teste se eles tomassem 200 miligramas de L-teanina, o que pode ser conseguido pelo chá verde. Mas você terá que tomar algumas xícaras – no mínimo 5 e no máximo 20.
3# Lúpulo - Sim, está presente na cerveja, mas você não vai obter os benefícios tranquilizantes das ervas amargas do lúpulo a partir de uma bebida. O composto sedativo no lúpulos é um óleo volátil, então você o obtém em extratos e tinturas – assim como na aromaterapia, introduzindo sachês da erva no travesseiro. “É muito amargo, então não está presente muito em chás, a não ser que esteja combinado com camomila ou menta”, diz Blumenthal. O lúpulo é frequentemente usado como sedativo, para promover o sono, muitas vezes com outra erva, a valeriana.
4# Valeriana - Alguns suplementos de ervas reduz a ansiedade sem te fazer dormir (como a L-teanina), enquanto outros são sedativos. A valeriana está no segundo grupo. Ela contém substâncias sedativas e o governo alemão a aprovou para o tratamento de quem tem problemas com o sono. A erva é comumente combinada com outras como o lúpulo, a camomila e a erva-cidreira.
5# Erva-cidreira - Nomeada após a palavra grega para “abelha de mel”, a erva-cidreira tem sido usada pelo menos desde a Idade Média para reduzir o estresse e a ansiedade, e ajudar com o sono. Em um estudo com voluntários saudáveis, aqueles que tomaram extratos de erva-cidreira (600mg) ficaram mais calmos e alertas do que aqueles que tomaram placebo. Apesar de geralmente ser segura, fique atento pois alguns estudos descobriram que a ingestão em grandes quantidades pode, na verdade, te deixar mais ansioso.
6# Exercício - O exercício é seguro, bom para o cérebro e um antídoto poderoso para a depressão e a ansiedade, e tem efeito tanto imediato quanto ao longo do tempo. “Se você se exercitar regularmente você terá mais auto-estima e vai se sentir mais saudável”, é o que diz o professor assistente clínico de psiquiatria da Columbia University, Drew Ramsey.“Uma das maiores causas da ansiedade é a preocupação com doenças e saúde, e isso se dissipa quando você está em forma”.
7# A cura dos 21 minutos - 21 minutos: estudos mostram que esse é o tempo que precisa para o exercício reduzir a ansiedade de forma considerável. “Se você estiver realmente ansioso e fizer uma esteira, você vai se sentir melhor após o exercício”, diz o Dr. Ramsey.
8# Flor da paixão (de maracujá) - Apesar do nome, essa erva não vai ajudá-lo no amor. É um sedativo. Alguns estudos descobriram que ela pode reduzir os sintomas da ansiedade tão efetivamente quanto medicamentos. É usualmente usado contra a insônia. Como outros sedativos, pode causar sonolência, portanto não tome – assim como valeriana, lúpulo, erva-cidreira ou outra erva sedativa – se você estiver usando algum outro medicamento sedativo. Fique atento quanto a usar mais de uma erva sedativa por vez e não tome a flor da paixão por mais de um mês.
9# Lavanda - O inebriante (mas seguro) aroma da lavanda pode ser um anti-inflmatório “emocional”. Em um estudo na Grécia, pacientes em um consultório dentário ficaram menos ansiosos quando a sala de espera estava perfumada com essência de lavanda. Em um estudo na Flórida, estudante que inalaram essência de óleo de lavanda antes de uma prova ficaram menos ansioso – apesar de alguns deles relatarem ter ficado “ligeiramente tonto” durante o teste. Em um estudo alemão, uma pílula de lavanda especialmente produzida demonstrou reduzir os sintomas de ansiedade em pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada tanto quanto o lorazepan, um medicamento anti-ansiedade da classe do valium.
10# Segure a respiração - Ok, agora pode soltar. Nós não estamos que você fique azul, mas a respiração da yoga vem sendo comprovada como efetiva na redução do estresse e da ansiedade. Uma das razões para funcionar é que você não pode respirar profundamente e estar ansioso ao mesmo tempo.
11# Coma algo, rapidamente - “Quase que universalmente as pessoas ficam mais ansiosas e irritadas quando estão com fome”, é o que diz o Dr. Ramsey, co-autor de The Happiness Diet (A Dieta da Felicidade). “Quando você tem um ataque de ansiedade, pode significar que o açúcar no seu sangue esteja caindo. A melhor coisa a se fazer é comer algo rapidamente, como um punhado de nozes, ou um pedaço de chocolate amargo, junto com um copo de água ou um chá quente”.
12# Tome café-da-manhã - Pare de passar fome, aconselha Dr. Ramsey. “Muita gente com desordens de ansiedade pulam o café da manhã. Eu recomendo que as pessoas comam coisas como ovos, que é uma proteína que sacia e preenche, e é a principal fonte de colina na natureza. Baixos níveis de colina está associado ao aumento da ansiedade”.
13# Coma ômega 3 - Você sabe que o peixe é bom para o coração e talvez proteja contra a depressão. Adicione ansiedade à lista. Em uma pesquisa, estudantes que tomaram 2.5 miligramas por dia de ômega-3 por 12 semanas apresentaram menos ansiedade antes de uma prova do que estudantes que tomaram placebo. Especialista geralmente recomendam que se ingira ômega-3 sempre que possível.
14# Pare de fazer drama - Quando você está atacado pela ansiedade é fácil cair em um estado de mente conhecido como “pensamentos catastróficos”. Você costuma pensar em coisas terríveis realmente horríveis simplesmente insuportáveis e o que será se elas realmente acontecerem? Ao invés disso, dê uma respirada profunda, caminhe pelo quarteirão e considere a real probabilidade de que vai dar tudo certo. As chances de algo catastrófico acontecer são muito menores do que você considera quando está consumido pela ansiedade. “Pouquíssimos eventos realmente mudam a trajetória da sua vida”, é o que diz Dr. Ramsey.
15# Se aqueça - Já pensou  por que você se sente tão relaxado após uma sessão de saúna? Aquecer o corpo reduz a tensão muscular e a ansiedade, estudos contastaram. A sensação de aquecimento pode alterar circuitos neurais que mudam o humor, incluindo aqueles que afetam o neurotransmissor serotonina. O aquecimento do corpo pode ser uma das maneiras que o exercício eleva o humor.
16# Tome um “banho de floresta” - Os japoneses chamam de Shinrin-yoku, literalmente “banho de floresta”. Você e eu conhecemos como uma caminhada no mato. Pesquisas japonesas mediram mudanças no corpo de pessoas que caminharam por 20 minutos em uma floresta harmoniosa, com cheiro de madeira e som de riachos. As pessoas tiveram uma redução no nível dos hormônios do estresse depois da caminhada maior do que quando andaram por uma área urbana. [Só, por favor, evite a Floresta de Aokigahara.]
17# Aprenda a meditação da mente em ação - A meditação da mente em ação, originalmente uma prática budista, mas hoje uma terapia mainstream, é uma técnica particularmente eficaz no tratamento da ansiedade, é o que diz a psicóloga clínica Teresa M. Edenfield. “O ato de praticar a atenção consciente te permite a experienciar a verdadeira essência de cada momento da forma que ele realmente ocorre, ao contrário de quando se está esperando ou temendo algo”. Como iniciar? Você pode começar simplesmente “prestando atenção ao momento presente, intencionalmente, com curiosidade e com esforço para não julgar”, diz Edenfield.
18# Respire e questione - Para se manter atento, se questione com perguntas simples enquanto pratica o exercício de respiração, sugere Edenfield. “Sente-se em um ambiente confortável, feche seus olhos, e foque-se no ar entrando e saindo do seu corpo. Depois pergunte a si mesmo questões enquanto respira”. Qual a temperatura do ar que entra pelo seu nariz? Como o ar fica diferente quando deixa seu corpo? Como você sente o ar enquanto ele preenche seus pulmões?
19# Dê crédito para você mesmo - Você está tendo pensamentos ansiosos? Parabéns. Você está ciente do seu estado emocional e essa consciência é o primeiro passo para a redução da ansiedade, diz Edenfield. “Relembre-se de dar créditos para você mesmo por estar consciente dos seus pensamentos ansiosos e possíveis mudanças no corpo. Essa é uma verdadeira habilidade da mente atenta que tem que ser aprendida, e é essencial para realizar os próximos passos da estratégia na intervenção dos pensamentos, como a conversação positiva consigo mesmo, o reenquadramento cognitivo, ou o uso da consciência atenta ou de estratégias de relaxamento”.

Fonte:
http://mundodapsi.com/as-criancas-pedem-socorro-ansiedade-infantil/
http://www.elhombre.com.br/19-remedios-naturais-para-a-ansiedade/

sábado, 7 de março de 2015

O Significado do Om

De todos os mantras, Om é o mais importante. Um mantra é, literalmente, "aquilo que protege a mente". Uma vez cantados e repetidos, a mente é disciplinada e, como consequência, obtemos uma capacidade de observá-la, compreendendo como ela funciona, o que a faz reagir e como podemos fazer para lidar melhor com ela. O termo mantra é usado, rigorosamente, apenas para os versos dos Vedas, e tem sempre uma conotação devocional, descrevendo e elogiando este Todo que é Īśvara, "aquele que tudo governa". Por este motivo, os mantras também protegem porque são um meio para enfraquecer nossos gostos e aversões; uma vez que não entoamos os mantras para satisfazer os desejos da mente, e sim nos relacionarmos com Īśvara, aqueles gostos e aversões perdem aos poucos sua força, e as reações por não obter os objetos de desejo também diminuem. E desta forma, o ego, com todas as suas projeções, se dobra, nos permitindo questionar sobre a verdade de nós mesmos.
Além disto tudo, os mantras são muito bem feitos, tendo sido recebidos pelos ṛṣis do passado, sendo transmitidos oralmente até os dias de hoje. De modo a mantê-los intactos, os mantras devem ser cantados rigorosamente na métrica correta. Os efeitos de tais métricas são vários, que incluem uma absorção da mente no canto, contribuindo para uma mente meditativa. Os mantras, quando corretamente entoados, eliminam pāpam, demérito, e os obstáculos são dissolvidos, abrindo caminho para uma mente discriminativa e preparada para o autoconhecimento.
Om também é chamado Praṇava, e deriva da raíz Av, “proteger”. Dentre todos os mantras, Om é aquele que mais protege. Todo mantra tem início com o Om; o próprio Veda tem como primeira sílaba o Om. Ele é considerado um bīja mantra, ou seja, um mantra semente, guardando em potencial outros mantras. Por exemplo, o bīja mantra “gam” está associado a Gaṇeśa, e guarda seus mantras em potencial. Da mesma forma o bīja “śrīm”, com Lakṣmī, e “aim”, com Sarasvatī. Mas, dentre todos, o Om é o maior bīja mantra. Ele guarda em potencial todo o Veda, com todos os seus mantras, e todo o conhecimento contido neles. É dito que o Om guarda todo o universo em potencial, sendo o primeiro som entoado por Brahmā, o criador, no momento da manifestação do Universo.
Por ser o maior bīja mantra, é dito que não se deve fazer Japa, a repetição em múltiplos de 108, com o Om. A consequência é um enorme impulso pela renúncia de tudo. Uma vez que vivemos em um mundo onde temos nossas obrigações, não seria adequado tal impulso, e por este motivo, a repetição de Om é recomendada apenas para os renunciantes. Para todos os demais, é dito que deve-se sempre repetir outro mantra que, naturalmente, incluirá o Om no início, como por exemplo Om Namaḥ Śivāya.
Om é formado por três letras: A - U - M. Entretanto, quando unimos a letra A com a letra U, em sânscrito, ambas se fundem na letra O. Por este motivo, escrevemos e entoamos OM, e não AUM.
Estas três letras originais carregam todo o ensinamento contido nos Vedas. A primeira letra, A, representa o início, o ato de criar, e por isto está associada a Brahmā; a segunda letra, U, representa o meio, o ato de manter e sustentar, e por isto está associado a Viṣṇu; a terceira, M, representa o final, o ato de dissolver e destruir, estando associado a Śiva. Desta forma, temos um primeiro significado do Om, representando Īśvara na forma da conhecida Trimūrti, a trindade hindu. A repetição do Om, então, representa o processo constante de manifestação e dissolução do universo.
A letra A é o som mais básico para começar a falar; representa o ato de abrir a boca, e por isto está associada ao início de qualquer palavra. O M representa o ato de fechar a boca, ao terminar de falar, e por isto está associado ao final de qualquer palavra. A letra U representa todas as outras letras existentes. Desta forma, Om inclui todas as palavras possíveis, que necessariamente começam com o abrir da boca e terminam com o fechar da boca. Porém, a tradição ensina que todos os objetos nada mais são que nomes e formas; desta maneira, todos os objetos estão inclusos no Om. E o que é o Universo senão todos os objetos, todos os nomes e formas? Assim, Om representa este Universo, o Todo, Īśvara.
As três letras também significam os três guṇas: sattva, rajas e tamas. O primeiro refere-se a conhecimento e discriminação; o segundo a ação e movimento; o terceiro a inércia e ignorância. A combinação destas três tendências constituem todo o Universo, com suas constantes modificações. Desta forma, o Om novamente representa este Īśvara, na forma dos três guṇas.
Complementando o significado, temos que A - U - M representam os três períodos de tempo - passado, presente e futuro; os três mundos - Bhūḥ, Bhuvaḥ, Suvaḥ; os três "corpos" de Īśvara, que são o universo físico, o sutil e o causal. De fato, o número 3 surge constantemente dentro do simbolismo védico, se manifestando de forma grandiosa no Om. Todos estes significados nos remetem a Īśvara, o todo.
Porém, o Om também nos remete a Jīva, o indivíduo, que também é constituído dos três guṇas; também tem três corpos, o grosso, o sutil e o causal; e que vive os três estados de experiência - acordado, sonhando e dormindo.
Qual a relação fundamental entre Jīva, o indivíduo, e Īśvara, o Todo? Os Vedas nos oferecem o conhecimento sobre esta relação, que também é representado no Om. A - U - M são os três Vedas, Ṛg, Sāma e Yajur, que contêm todo o conhecimento (Atharva, sendo um Veda um pouco diferente dos demais, tradicionalmente é omitido da lista simbólica). Também representam as três etapas do ensinamento - śravaṇam, o escutar as palavras dos Vedas a partir de um mestre versado; mananam, o questionar estas palavras de modo a eliminar todas as dúvidas, conduzindo a um entendimento claro; e nididhyāsana, a contemplação daquilo que foi entendido, para que o conhecimento seja estabelecido na mente do estudante com firmeza. E, finalmente, representam o estudante (A), o guru (M) e a conexão entre ambos (U), que é o processo de ensinamento.
E no que consiste este conhecimento? Os Vedas ensinam que o indivíduo e o Todo são o mesmo. Como isto é possível? Na repetição do Om, o mantra surge, permanece um tempo, e se dissolve. Depois, surge novamente, se mantém e se dissolve. Este ciclo, assim como a manifestação e dissolução do universo, é constante, não tendo início nem fim. Entretanto, o que existe entre duas repetições? Uma mera ausência do som?
Quando repito um mantra, este mantra é pensamento. No momento do pensamento, estou presente. Isto é claro, porque normalmente nos identificamos com nossa mente. Mas e entre as duas repetições? Neste momento, só há silêncio. Nenhum pensamento está presente, mas ainda assim eu estou presente. Desta forma, concluímos facilmente que eu não sou pensamento, não sou a mente, uma vez que na ausência de pensamento eu ainda estou presente.
Se estou presente no momento do silêncio, então o silêncio não é uma mera ausência de pensamentos, mas sou eu mesmo. O silêncio é aquilo que é livre das formas, livre de limitação, livre de qualidades. Se antes de uma repetição há silêncio, e depois também há silêncio, o que me diz que durante a repetição não há silêncio? Se estou presente durante o silêncio, e sei que estou presente durante o pensamento, então estou presente todo o tempo. Este silêncio, portanto, existe sempre, sendo eterno, sem início e sem fim; dele os pensamentos surgem, nele os pensamentos se dissolvem. Todo o universo é nome e forma, mas todo nome e forma é pensamento. Portanto, todo o universo surge do silêncio, e se dissolve no silêncio. Assim, este silêncio é a verdade de Īśvara, o Todo, e a verdade de Jīva, o indivíduo. O conhecimento que os Vedas transmitem é que este Īśvara e eu somos o mesmo, livre de limitação, eterno; Sat, Cit, Ānanda - Existência, Consciência, Plenitude. Este Absouto, chamado Brahman, é Om, e este Om sou eu.

Desta forma, Om carrega todo o conhecimento. Meditando sobre ele, o indivíduo é capaz de descobrir a verdade sobre si mesmo.

Om Tat Sat

Patrick van Lammeren é discípulo da professora Gloria Arieira
desde 2004. Dá aulas de Vedānta e simbolismo védico e faz
parte da equipe do Centro de Estudos Vidya Mandir

Fonte:
Texto originalmente publicado no livro Cânticos e Versos, Vidya Mandir Editorial – www.vidyamandir.org.br