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sábado, 21 de outubro de 2017

Cuidado com as crianças: elas estão cheios de sonhos!

A infância tem seu próprio ritmo, sua própria maneira de sentir, ver e pensar. Poucas pretensões podem ser tão erradas como tentar substituí-la pela forma como nos sentimos, vemos ou pensamos, porque as crianças nunca serão cópias de seus pais. Crianças são filhas do mundo e são feitas de sonhos, esperanças e ilusões que se acumulam em suas mentes livres e privilegiadas.
Há alguns meses saiu uma notícia que nos desconcerta e nos convida a refletir. No Reino Unido, muitas famílias preparam suas crianças de 5 anos para que aos 6 possam fazer um teste, que lhes permite ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor” causa a perda da infância.
“De que adianta uma criança saber os nomes das luas de Saturno, se não sabem como lidar com a sua tristeza ou raiva? Eduquemos crianças sábias nas emoções, crianças cheias de sonhos, e não de medos.”
Hoje em dia, muitos pais continuam com a ideia de “acelerar” as habilidades de seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, colocá-los para dormir ao som de Mozart enquanto ainda estão no útero. Pode ser que essa necessidade de criar filhos aptos para o mundo esteja educando filhos aptos apenas para si mesmos. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos sofrem o stress de um adulto.

Nossos filhos e a competitividade do entorno
Todos sabemos que nessas sociedades em mudança e competitivas são necessárias pessoas capazes de se adaptarem a estas exigências. Também não temos dúvidas de que crianças britânicas que conseguem entrar nas melhores escolas, conseguirão amanhã um bom trabalho. No entanto, também é necessário perguntar …
Terá valido a pena todo o custo emocional? O perder a infância? O seguir as orientações de seus pais desde os 5 anos?
As crianças são feitas de sonhos e devem ser tratadas com cuidado. Se as dermos obrigações de adultos enquanto ainda são apenas as crianças, arrancamos suas asas, fazendo-as perderem a sua infância.

Respeitar o tempo, afeto e sonhos da criança
“A nossa obrigação mais importante é dar às crianças um “raio de luz”, para depois seguirmos o nosso caminho.” – Maria Montessori
A curiosidade é a maior motivação do cérebro de uma criança, por conseguinte, é conveniente que os pais e educadores sejam facilitadores de aprendizagem, e não agentes de pressão. Vejamos agora abordagens interessantes de parentalidade respeitosa com os ciclos naturais da criança e suas necessidades.

Slow Parenting
O “Slow Parenting” (pais sem pressa) é um verdadeiro reflexo dessa corrente social e filosófica que convida-nos a desacelerarmos, a sermos mais conscientes do que nos rodeia. Portanto, no que se refere a criança, se promove um modelo mais simplificado, de paciência, com respeito aos ritmos da criança em cada fase de desenvolvimento.
Os eixos básicos que definem o Slow Parenting seriam:
A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo;

  • Nós não somos “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. Nosso dever é amá-los, orientá-los, ser seu exemplo e facilitar a maturidade sem pressão;
  • Lembre-se sempre de que “menos é mais”. Que a criatividade é a arma dos filhos: um lápis, papel e um campo têm mais poder do que um telefone ou um computador;
  • Compartilhe tempo com seus filhos em espaços tranquilos.

La Crianza Respetuosa
Embora o mais conhecido desta abordagem seja o uso de reforço positivo sobre a punição, este estilo educativo inclui muitas outras dimensões que valem a pena conhecer.
  • Devemos educar sem gritar.
  • O uso de recompensas nem sempre é apropriado: corremos o risco de nossos filhos se acostumarem a esperar sempre recompensas, sem entenderem os benefícios intrínsecos do esforço, realização pessoal.
  • Dizer “não” e estabelecer limites não vai gerar nenhum trauma, é necessário.
  • O forte uso da comunicação, escuta e paciência. Uma criança que se sente cuidada e valorizada é alguém que se sente livre para manter os sonhos da infância e moldá-los até a idade adulta.
Respeitemos sua infância, respeitemos essa etapa que oferece raízes às suas esperanças e asas às suas expectativas.

Fonte:
https://osegredo.com.br/2016/06/trate-seus-filhos-com-cuidado-eles-estao-cheios-de-sonhos/

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ansiedade infantil

O assunto que vamos trabalhar envolve um campo um tanto quanto complexo.  Envolve políticas públicas, saúde mental, futuro do mundo, infância, patologia, tratamento, entre vários outros temas polêmicos. Esse assunto  se torna um mundo sem limites.
Para que haja uma compreensão mais clara, precisamos então, entender o que é ansiedade, o que é criança e o que acontece com a união entre as duas.

A ansiedade hoje está estabelecida em diversos campos. Encontramos pessoas em todos os lugares reclamando que estão sofrendo de ansiedade. Existe um preconceito já arraigado sobre a compreensão da ansiedade: acreditam que ela é de todo má.
No entanto, podemos entendê-la de outra forma, diante do exposto pela literatura, a respeito, refletindo que ela pode ser algo bom para as pessoas. A ansiedade é algo positivo, na medida em que ela se mostra uma forma de alerta para os possíveis riscos, levando o corpo a responder de maneira a enfrentar determinadas situações.
A classificação da ansiedade é divida por dois tipo:
Ansiedade de traço - A ansiedade de traço diz respeito aquela que faz parte da personalidade da pessoa, sendo então “traço da personalidade”. Esse sujeito na maioria das situações e nos diversos ambientes desperta com facilidade o sintomas ansiosos.
Ansiedade de estado - A pessoa fica ansiosa por um determinado evento, dessa forma despertando sintomas diante de determinado estímulo ou uma classe de estimulo. Por exemplo:
Ansiedade por um determinado estímulo: uma pessoa se depara com uma barata e quando isso acontece, apresenta sintomas ansiosos; porém diante de outros bichos ela não sente nenhum desses sintomas.
Ansiedade por uma classe de estímulo: acontece quando a pessoa tem sintomas ansiosos por diversas coisas, que em geral tem as mesmas características, como bichos com penas ou determinados ambientes que estão relacionados às questões aversivas (que não a fazem bem).
Essa foi uma forma sintetizada de explicar sobre o que é ansiedade, porém sua análise vai bem mais a fundo em suas variedades de casos. Pudemos perceber a complexidade do tema. Então, retornaremos ao ponto de início e vamos delimitá-lo apenas aos casos da ansiedade infantil.

A criança como qualquer outro ser-humano se depara com perigos, e, diferentemente dos adultos, nem sempre tem solução ou experiência para lidar com eles. Nessas situações, o que podemos considerar como mundo interno (organismo) se comporta para se defender. Dessa forma, a aceleração dos batimentos cardíacos o maior bombeamento de sangue prepara os músculos para o que pode vir acontecer.
Quando pensamos em entender e identificar os sintomas de ansiedade nos adultos, podem ter como ferramenta o que eles falam, mas quando se trata de uma criança, em alguns casos isso se torna mais complexo, pois nem sempre elas conseguem dizer o que está se passando em seu mundo interno ou explicar qual sensação estão tento; difícil também é identificar o que desencadeou os sintomas.
Deve-se ter todo cuidado do mundo, para as observações a serem feitas. Geralmente os sintomas dessas crianças tem sua origem nos comportamentos dos pais, que por milhares de motivos não conseguem identificá-los. A identificação, às vezes, não é realizada pelos pais; então, os profissionais usam técnicas de observação clínica para conseguir clareá-las.
A causa de ansiedade até hoje vem sendo estudada. Sabe-se que não é possível dizer que ela é causada por um gene, segundo a teoria da hereditariedade, porém hipotetizam que ela pode ser causada pela a união de alguns dos genes, podendo também ser devido aos fatores biológicos. Outro fator que se mostra determinante de sua causa é o ambiente em que a criança se desenvolve como a casa ou a escola.
O contexto familiar é um dos influenciadores determinantes para gerar a ansiedade, por dizer respeito aos relacionamentos que a criança tem. É através desses relacionamentos que ela se desenvolve e aprende, sendo possível a ansiedade ser aprendida a partir dos comportamentos dos cuidadores.
Os sintomas aparecem de várias formas, por isso a atenção nos comportamentos emitidos pelas crianças deve ser  cuidadosa. Seguem os sintomas:
  • As crianças normalmente são caracterizadas como “medrosas”;
  • Em sua maioria são nervosas;
  • Têm medo de animais;
  • São tímidas;
  • Têm baixa auto-estima;
  • Têm preocupação excessiva;
  • Têm medo de fazer mal a alguém;
  • Têm sentimento de culpa;
  • Têm pensamentos e verbalização de suicídio;
  • Têm dificuldade em enfrentar a escola e comportarem-se como os colegas;
  • Entre outros;


Esses são alguns sintomas que podem ser observados. Outros acontecem internamente, por exemplo, sensação de mãos e pés gelados ou formigamento e todos os conjuntos de questões  físicas, psicológicas, emocionais e comportamentais.
Então é lançada a pergunta mais comum sobre o assunto: e o seu tratamento? Podemos dizer que o determina o tratamento será a intensidade dos sintomas e o quanto isso paralisa a vida da criança. Sem dúvida o tratamento psicológico é fundamental para entender as reais causas e a partir da análise feita, preparar intervenções adequadas, que muitas vezes não são feitas apenas com as crianças, mas também com os cuidadores delas.
Em casos extremos, em que a criança está com o prejuízo muito grande a respeito dos sintomas, deve-se procurar ajuda médica especializada, que pode ser necessária para o inicio do tratamento. É sem dúvida mais eficaz que os profissionais trabalhem juntos para o bem estar dessa criança para que ela consiga voltar a ter uma boa qualidade de vida.
É importante levar a conhecimento de todos o tema e a reflexão, pois quanto mais cedo for identificada a ansiedade, melhor será o desenvolvimento dessa criança, para que no futuro ela consiga adequar os comportamentos que lhe causam sofrimento.

Tratamentos naturais
Encontramos no Health.com, um dos sites mais respeitados mundialmente quando o assunto é saúde, uma lista com 19 remédios naturais para a ansiedade. Então decidimos traduzi-la para você, amigo, que está sofrendo deste mal. Use e abuse:
1# Camomila - Se você está nervoso uma xícara de chá de camomila pode te ajudar a se acalmar. Alguns compostos da camomila (Matricaria recutita) se ligam aos mesmos receptores cerebrais que drogas como o Valium. Em um estudo da University of Pennsylvania Medical Center, na Filadélfia, pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) que tomaram suplementes de camomila por oito meses, tiveram uma diminuição significativa nos sintomas de ansiedade em comparação com os pacientes que tomaram placebo.
2# L-teanina (ou chá verde) - Dizem que os monges budistas japoneses podiam meditar por horas alertas e relaxados. Uma das razões pode ser o aminoácido em seus chás verdes chamado de L-teanina, é o que diz Mark Blumenthal, do American Botanical Council. Pesquisas mostram que a L-teanina ajuda a reduzir a frequência cardíaca aumentada e a pressão sanguínea, e alguns pequenos estudos em humanos descobriram que ela diminui a ansiedade. Em um estudo, pacientes propensos a ansiedade ficaram mais calmos e focados durante um teste se eles tomassem 200 miligramas de L-teanina, o que pode ser conseguido pelo chá verde. Mas você terá que tomar algumas xícaras – no mínimo 5 e no máximo 20.
3# Lúpulo - Sim, está presente na cerveja, mas você não vai obter os benefícios tranquilizantes das ervas amargas do lúpulo a partir de uma bebida. O composto sedativo no lúpulos é um óleo volátil, então você o obtém em extratos e tinturas – assim como na aromaterapia, introduzindo sachês da erva no travesseiro. “É muito amargo, então não está presente muito em chás, a não ser que esteja combinado com camomila ou menta”, diz Blumenthal. O lúpulo é frequentemente usado como sedativo, para promover o sono, muitas vezes com outra erva, a valeriana.
4# Valeriana - Alguns suplementos de ervas reduz a ansiedade sem te fazer dormir (como a L-teanina), enquanto outros são sedativos. A valeriana está no segundo grupo. Ela contém substâncias sedativas e o governo alemão a aprovou para o tratamento de quem tem problemas com o sono. A erva é comumente combinada com outras como o lúpulo, a camomila e a erva-cidreira.
5# Erva-cidreira - Nomeada após a palavra grega para “abelha de mel”, a erva-cidreira tem sido usada pelo menos desde a Idade Média para reduzir o estresse e a ansiedade, e ajudar com o sono. Em um estudo com voluntários saudáveis, aqueles que tomaram extratos de erva-cidreira (600mg) ficaram mais calmos e alertas do que aqueles que tomaram placebo. Apesar de geralmente ser segura, fique atento pois alguns estudos descobriram que a ingestão em grandes quantidades pode, na verdade, te deixar mais ansioso.
6# Exercício - O exercício é seguro, bom para o cérebro e um antídoto poderoso para a depressão e a ansiedade, e tem efeito tanto imediato quanto ao longo do tempo. “Se você se exercitar regularmente você terá mais auto-estima e vai se sentir mais saudável”, é o que diz o professor assistente clínico de psiquiatria da Columbia University, Drew Ramsey.“Uma das maiores causas da ansiedade é a preocupação com doenças e saúde, e isso se dissipa quando você está em forma”.
7# A cura dos 21 minutos - 21 minutos: estudos mostram que esse é o tempo que precisa para o exercício reduzir a ansiedade de forma considerável. “Se você estiver realmente ansioso e fizer uma esteira, você vai se sentir melhor após o exercício”, diz o Dr. Ramsey.
8# Flor da paixão (de maracujá) - Apesar do nome, essa erva não vai ajudá-lo no amor. É um sedativo. Alguns estudos descobriram que ela pode reduzir os sintomas da ansiedade tão efetivamente quanto medicamentos. É usualmente usado contra a insônia. Como outros sedativos, pode causar sonolência, portanto não tome – assim como valeriana, lúpulo, erva-cidreira ou outra erva sedativa – se você estiver usando algum outro medicamento sedativo. Fique atento quanto a usar mais de uma erva sedativa por vez e não tome a flor da paixão por mais de um mês.
9# Lavanda - O inebriante (mas seguro) aroma da lavanda pode ser um anti-inflmatório “emocional”. Em um estudo na Grécia, pacientes em um consultório dentário ficaram menos ansiosos quando a sala de espera estava perfumada com essência de lavanda. Em um estudo na Flórida, estudante que inalaram essência de óleo de lavanda antes de uma prova ficaram menos ansioso – apesar de alguns deles relatarem ter ficado “ligeiramente tonto” durante o teste. Em um estudo alemão, uma pílula de lavanda especialmente produzida demonstrou reduzir os sintomas de ansiedade em pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada tanto quanto o lorazepan, um medicamento anti-ansiedade da classe do valium.
10# Segure a respiração - Ok, agora pode soltar. Nós não estamos que você fique azul, mas a respiração da yoga vem sendo comprovada como efetiva na redução do estresse e da ansiedade. Uma das razões para funcionar é que você não pode respirar profundamente e estar ansioso ao mesmo tempo.
11# Coma algo, rapidamente - “Quase que universalmente as pessoas ficam mais ansiosas e irritadas quando estão com fome”, é o que diz o Dr. Ramsey, co-autor de The Happiness Diet (A Dieta da Felicidade). “Quando você tem um ataque de ansiedade, pode significar que o açúcar no seu sangue esteja caindo. A melhor coisa a se fazer é comer algo rapidamente, como um punhado de nozes, ou um pedaço de chocolate amargo, junto com um copo de água ou um chá quente”.
12# Tome café-da-manhã - Pare de passar fome, aconselha Dr. Ramsey. “Muita gente com desordens de ansiedade pulam o café da manhã. Eu recomendo que as pessoas comam coisas como ovos, que é uma proteína que sacia e preenche, e é a principal fonte de colina na natureza. Baixos níveis de colina está associado ao aumento da ansiedade”.
13# Coma ômega 3 - Você sabe que o peixe é bom para o coração e talvez proteja contra a depressão. Adicione ansiedade à lista. Em uma pesquisa, estudantes que tomaram 2.5 miligramas por dia de ômega-3 por 12 semanas apresentaram menos ansiedade antes de uma prova do que estudantes que tomaram placebo. Especialista geralmente recomendam que se ingira ômega-3 sempre que possível.
14# Pare de fazer drama - Quando você está atacado pela ansiedade é fácil cair em um estado de mente conhecido como “pensamentos catastróficos”. Você costuma pensar em coisas terríveis realmente horríveis simplesmente insuportáveis e o que será se elas realmente acontecerem? Ao invés disso, dê uma respirada profunda, caminhe pelo quarteirão e considere a real probabilidade de que vai dar tudo certo. As chances de algo catastrófico acontecer são muito menores do que você considera quando está consumido pela ansiedade. “Pouquíssimos eventos realmente mudam a trajetória da sua vida”, é o que diz Dr. Ramsey.
15# Se aqueça - Já pensou  por que você se sente tão relaxado após uma sessão de saúna? Aquecer o corpo reduz a tensão muscular e a ansiedade, estudos contastaram. A sensação de aquecimento pode alterar circuitos neurais que mudam o humor, incluindo aqueles que afetam o neurotransmissor serotonina. O aquecimento do corpo pode ser uma das maneiras que o exercício eleva o humor.
16# Tome um “banho de floresta” - Os japoneses chamam de Shinrin-yoku, literalmente “banho de floresta”. Você e eu conhecemos como uma caminhada no mato. Pesquisas japonesas mediram mudanças no corpo de pessoas que caminharam por 20 minutos em uma floresta harmoniosa, com cheiro de madeira e som de riachos. As pessoas tiveram uma redução no nível dos hormônios do estresse depois da caminhada maior do que quando andaram por uma área urbana. [Só, por favor, evite a Floresta de Aokigahara.]
17# Aprenda a meditação da mente em ação - A meditação da mente em ação, originalmente uma prática budista, mas hoje uma terapia mainstream, é uma técnica particularmente eficaz no tratamento da ansiedade, é o que diz a psicóloga clínica Teresa M. Edenfield. “O ato de praticar a atenção consciente te permite a experienciar a verdadeira essência de cada momento da forma que ele realmente ocorre, ao contrário de quando se está esperando ou temendo algo”. Como iniciar? Você pode começar simplesmente “prestando atenção ao momento presente, intencionalmente, com curiosidade e com esforço para não julgar”, diz Edenfield.
18# Respire e questione - Para se manter atento, se questione com perguntas simples enquanto pratica o exercício de respiração, sugere Edenfield. “Sente-se em um ambiente confortável, feche seus olhos, e foque-se no ar entrando e saindo do seu corpo. Depois pergunte a si mesmo questões enquanto respira”. Qual a temperatura do ar que entra pelo seu nariz? Como o ar fica diferente quando deixa seu corpo? Como você sente o ar enquanto ele preenche seus pulmões?
19# Dê crédito para você mesmo - Você está tendo pensamentos ansiosos? Parabéns. Você está ciente do seu estado emocional e essa consciência é o primeiro passo para a redução da ansiedade, diz Edenfield. “Relembre-se de dar créditos para você mesmo por estar consciente dos seus pensamentos ansiosos e possíveis mudanças no corpo. Essa é uma verdadeira habilidade da mente atenta que tem que ser aprendida, e é essencial para realizar os próximos passos da estratégia na intervenção dos pensamentos, como a conversação positiva consigo mesmo, o reenquadramento cognitivo, ou o uso da consciência atenta ou de estratégias de relaxamento”.

Fonte:
http://mundodapsi.com/as-criancas-pedem-socorro-ansiedade-infantil/
http://www.elhombre.com.br/19-remedios-naturais-para-a-ansiedade/

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Eu Criança

Hoje eu gostaria de falar sobre o seu Eu Criança! É claro que, quando falo da criança interior, existe muito a ser dito. Existem muitas facetas dessa criança que mora dentro de você e, acredite, muitas delas precisam ser urgentemente curadas. Mas neste artigo quero falar da "Criança Sagrada", porque sem ela nos tornamos meros homens-robô cumpridores de tarefas. Sem ela a vida se torna chata e monótona e nada parece nos interessar de verdade.
Um dia você foi pequenininho, lembra? E tudo ao seu redor era novo, grande e encantador. Talvez até mesmo assustador! Naquele tempo, as coisas que hoje você acha pequenas eram os "grandes eventos" do seu dia a dia: a gota de água escorrendo na janela, o feijão que magicamente brotou do algodão, o gosto horrendo daquele óleo de fígado de bacalhau (sorte sua se não teve que passar por isso!). Naquele tempo, antes de ter desaprendido a viver naturalmente, você era simplesmente... você. É claro que o mundo parecia um infinito campo de descobertas, cheio de mistérios, mas era exatamente a presença dos mistérios que tornava tudo tão interessante e divertido.
Você cresceu, e foi aprendendo a nomear tudo, a entender tudo e os mistérios foram sendo desvendados. Você foi se sentindo mais esperto ao dominar o mundo, as contas, as palavras, a biologia, etc, mas o que aconteceu é que você foi se perdendo daquela magia. Deixou de perceber os círculos que o vento traçava na superfície de um lago solitário. Deixou de perceber o som das asas dos beija-flores, deixou de perceber que, agora mesmo, enquanto você lê estas palavras na tela do seu computador, infinitas estrelas brilham em um inexplicável universo ao seu redor. Você deixou de perceber o quanto tudo era sagrado. Você deixou de sorrir para as pessoas, de pisar na grama, de acreditar e de chorar. Talvez você tenha até mesmo deixado de amar, com medo de que não correspondessem ao seu amor.
Sem a presença da criança sagrada, a vida vai ficando cada vez mais chata, cinza e sem graça. Mas, acredite, não precisa ser assim. Você pode agora mesmo fazer como antes, e sair por aí olhando as pessoas nos olhos e sendo exatamente quem você é sem se importar tanto com o que elas pensam de você. Mas para isso você precisa reencontrar essa criança e trazê-la para bem pertinho de você. Ela não está longe... bastam três passos! Eu convido você a dar cada um deles comigo, agora. Está pronto??? Então vamos lá!

1º Divertir-se mais!
Entenda, você não está aqui, no planeta, para fazer tudo certo. Só o que você precisa é viver as experiências que a vida lhe trouxer e aprender com elas! Ora, toda criança sabe disso!!! As crianças brincam, e assim aprendem um monte de coisas. Já nós, adultos, levamos tudo tão a sério, e queremos ser sempre tão perfeitos, que tiramos toda a graça da vida. Preste atenção: Quando você estiver indo para uma reunião muito importante, ou para uma entrevista de emprego, ou para um primeiro encontro com alguém por quem você esteja interessado; faça de conta de que tudo se trata de uma brincadeira, e que o que realmente importa é a experiência e o aprendizado, "e não o resultado". Relaxe, seja simplesmente você mesmo e tente se divertir. Abra mão do peso, porque quando carrega esse peso nas suas costas você faz as coisas com muito mais dificuldade do que faria se estivesse leve e livre para simplesmente fluir com a vida.
Ok? Então vamos para o passo número 2... que é....

2º Ter a coragem de arriscar!
Eu sei, esse é um passo um pouco mais avançado. Estamos tão acostumados a buscar segurança que contratamos o medo como nosso guia para as decisões de nossa vida. Mas que sentido faz viver uma vida conduzida pelo medo? Temos medo de errar, medo de nos frustrar, medo do futuro, medo até mesmo de acertar... Mas a verdade é que não há vida sem risco. Não mesmo! Sem risco a vida é apenas uma repetição monótona daquilo que já conhecemos. Você precisa sair do curso de vez em quando, escolher um caminho diferente, provar novos sabores, agir de maneiras diferentes. Arrisque dizer o que sente, ir atrás do que quer, acreditar que é capaz! Certa vez li em um livro algo assim: "Loucura é querer obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa". É verdade. Olhe para a sua vida! Ela é resultado daquilo que você sempre fez. Se quiser mudar algo nela, trate de arriscar fazer algo diferente!
Pronto para o último passo???

3º Amar...
Simples assim. Quantas vezes ficamos presos em bifurcações sem saber o que decidir? E nessa indecisão acabamos causando dor. Machucamos a nós mesmos e aqueles que estão ao nosso redor. Mas as coisas ficam mais simples quando nos dispomos a simplesmente amar. Talvez você possa simplesmente se perguntar: "Qual é a decisão mais amorosa? " Entenda que uma decisão amorosa sempre acaba sendo a melhor para todos os envolvidos, mesmo que não pareça ser assim.
É incrível a enorme quantidade de força que recebemos quando começamos a exercitar isso em nossa vida. De repente descobrimos que não precisamos mais ficar paralisados frente a cada escolha, a cada bifurcação em nosso caminho de vida. Nos movemos, e no movimento aprendemos, crescemos e nos sentimos novamente vivos. A Criança Sagrada desperta de novo em nossa vida, e o mundo se torna subitamente cheio de mistérios a serem desvendados. Tenha certeza, a vida estará a seu lado!

Agora é com você!
Lembre-se: São apenas três passos: D.A.A. (Divertir-se, Arriscar, Amar).

Fonte:
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/eu_crianca.htm

sábado, 1 de outubro de 2016

O real significado da criança interior

"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa"
Carl Gustav Jung (1875-196)

O que é ser criança?
Antes de eu falar sobre o que é ser criança, gostaria de trazer para você informações sobre o período da infância. A infância é um período que vai desde o nascimento até em torno dos 12 anos de idade. Este momento da nossa vida é marcado com um grande desenvolvimento físico e psicológico, envolvendo fortes mudanças no desenvolvimento da sua personalidade. O desenvolvimento da criança implica uma serie de aprendizagens que serão essenciais para a sua formação mais tarde, como adulto. Nos primeiros anos de vida, a criança deve ser estimulada para despertar os seus sentidos e a fala (linguagem). Com o passar do tempo, a criança vai aprimorando sua capacidade de se comunicar e é introduzida na escola, onde ela vai assimilar os valores culturais. A concepção de criança é construída pela cultura, ou seja, ela é socialmente determinada pelo ambiente em que vive, pois precisa exprimir as aspirações da sociedade e dos adultos a sua volta. Portanto, o seu responsável que irá legitimá-la como um individuo na sociedade. As crianças são muito receptivas as influências do seu meio. Da mesma forma, que a criança transforma as relações a sua volta, ela se modifica em contato com o ambiente. Não sei se todos sabem, mas por curiosidade o sentimento da infância é recente na história e o seu aparecimento ocorre em meados do século XIX. Mas o que chama mais atenção é que os Direitos Internacionais da criança e do adolescente, foram proclamados pelas Nações Unidas na década de 1950, a Constituição Federal em 1988 e o ECA somente em 1990, onde o Estado assumiu a responsabilidade pelos desvalidos e reconheceu a criança e o adolescente como sujeitos de direitos.
Jung definiu a infância, da seguinte maneira:
“No estágio infantil da consciência, ainda não há problemas, nada depende do sujeito, porque a própria criança ainda depende inteiramente dos pais. É como se ainda não tivesse nascido inteiramente, mas se achasse mergulhada na atmosfera dos pais. O nascimento psíquico e, com ele, a diferenciação consciente em relação aos pais só ocorre na puberdade, com a irrupção da sexualidade. A mudança fisiológica é acompanhada também de uma revolução espiritual. Isto é, as várias manifestações corporais acentuam de tal maneira o eu, que este freqüentemente se impõe desmedidamente... Até este período, a vida psicológica do indivíduo é governada basicamente pelos instintos e por isto não conhece nenhum problema. Mesmo quando limitações externas se contrapõem aos impulsos subjetivos, estas restrições não provocam uma cisão interior do próprio indivíduo. Este se submete ou as evita, em total harmonia consigo próprio. Ele não conhece o estado de divisão interior, induzido pelos problemas.”
Mas o que é ser criança? Para explicar o que é ser criança encontrei um poema longo num site e eu achei que ele expressa muito o tema do nosso artigo. Eu não coloquei ele todo porque é muito extenso, mas para quem estiver interessado... leia-o inteiro.
Acreditar no momento presente com tudo o que oferece!
Poder acreditar que há futuro!
Conseguir perdoar mais fácil do que brigar!
Esquecer um pouco das responsabilidades sem contudo ser irresponsável!
Inventar novas formas de ser criança!
Nascer de novo a cada dia!
Rir e brincar!
Ser feliz com muito pouco
Ser inventor, poeta e escritor!
Ter coragem de nao ter medo!
Viver o presente!
Fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles!
Ter um riso franco!
Ser criança é poder contar com um adulto, ao lado, como um apoio.
Ser criança é ainda ser adulto que nunca esqueceu da criança que foi um dia, a criança que ainda vive em seu intimo e que justifica e dignifica todos os tropeços que teve que enfrentar no seu dia a dia para aprender a ter fé e acreditar em si próprio e sentir-se forte o suficiente para cria rasas e voar para a vida e assim ter o direito de viver, brincar, crescer, sonhar e realizar!
Acredito que a nossa criança interior é que guarda a verdadeira voz do nosso espirito, que é aquilo que a nossa alma deseja seguir como caminho de vida!
O que é arquétipo?
Os arquétipos são imagens primordiais ou imagens psíquicas do nosso inconsciente coletivo. O inconsciente coletivo é a parte do inconsciente individual que resulta da experiência ancestral da espécie, ou seja, ele contêm material psíquico que não provêm da experiência pessoal. Os conteúdos psíquicos do inconsciente são os arquétipos, que possui uma forma de pensamento universal com muita carga afetiva. Os arquétipos são determinantes inatos da nossa vida mental e eles são originados através de repetições de uma mesma experiência durante muitas gerações. Dessa forma, pode-se dizer que os arquétipos são heranças genéticas dos nossos ancestrais, que pertenceram a uma determinada civilização ou povo que passaram pelas mesmas experiências. Isto nos leva de forma inconsciente a comportar-se de modo semelhante aos ancestrais quando devemos enfrentar situações similares. A experiência arquetípica vai se realizar através da emoção sentida quando atravessamos acontecimentos importantes na nossa vida, como por exemplo, um casamento, nascimento de filho, morte etc. Jung foi um dos primeiros psiquiatras a investigar profundamente as produções artísticas em todas as partes do mundo e durante as suas pesquisas ele percebeu que muitas pinturas, lendas, contos etc, repetiam os mesmos símbolos (lembrando que os símbolos são algo dinâmico e vivo, que vai além do consciente), ou seja, possuíam arquétipos comuns. Estou explicando de forma objetiva o que é arquétipo, porque a infância é um período muito importante na vida de todos nos e também possui os seus arquétipos, como veremos abaixo.
Os arquétipos da criança
Ao longo da historia da humanidade, a figura da criança sagrada surge em diversas tradições religiosas ou mitológicas. Suas características em comuns não são meras coincidências. São diferentes expressões de um mesmo princípio arquetípico, que corresponde a uma necessidade humana básica: a necessidade de evolução espiritual. A criança divina já surge completa, nada lhe falta.
A criança divina diz respeito ao eixo central que, tendo uma origem narcísica, permite a coesão do self. Trata-se de uma representação do “sopro divino”, de uma integração com a natureza, de um saber direto, intuitivo". (Carl Jung)
Carl Jung também cita:
A "criança" nasce do útero do inconsciente, gerada no fundamento da natureza humana, ou melhor, da própria natureza viva. É uma personificação de forças vitais, que vão além do alcance limitado da nossa consciência, dos nossos caminhos e possibilidades, desconhecidos pela consciência e sua unilateralidade, e uma inteireza que abrange as profundidades da natureza. Ela representa o mais forte e inelutável impulso do ser, isto é, o impulso de realizar-se a si mesmo. É uma impossibilidade de ser-de-outra-forma, equipada com todas as forças instintivas naturais, ao passo que a consciência sempre se emaranha em uma suposta possibilidade de ser-de-outra-forma. O impulso e a compulsão da auto-realização é uma lei da natureza e, por isso, tem uma força invencível, mesmo que seu efeito seja no início insignificante e improvável.
A criança sagrada é aquela que:

  • não perdeu a consciência da sua origem
  • melhor expressa as qualidades relacionadas aos nossos valores espirituais
  • possui uma sabedoria natural
  • possui os valores da nossa origem
  • está acima das limitações humanas, pois está diretamente conectada com o divino.
  • nos leva ao verdadeiro
  • fonte de poder e transformação
  • nos traz o amor incondicional e o futuro em potencial, pois prepara uma futura transformação da personalidade
  • unificação dos opostos
  • portador da salvação
  • propicia a completude
  • transcendência da consciência (com a inteireza de ser a si mesmo)
  • nos ajuda a experimentar o lado leve, prazeroso e divertido da vida
  • nos contagia com a sua positividade, trazendo à tona o que há de melhor em nós e nos outros
  • Flui para o futuro

O arquétipo da criança pertence ao arquétipos da sobrevivência e seu papel é despertar o reino de Deus dentro de nós, nos levando a um estado de consciência mais amplo. A criança Sagrada, brinca, tem alegria e espontaneidade, ou seja, é a manifestação do eu superior (a essência maior que há dentro de nós). Talvez seja por isso, que Jesus dizia : «- Deixai as crianças virem a mim, porque a elas pertencem o reino de Deus».
O arquétipo da criança integrado de forma saudável na nossa psique vai estimular a busca pela alegria de viver, fazendo com que encontremos mais diversão no dia a dia e além também de favorecer o equilíbrio entre momentos de prazer e responsabilidade. O arquétipo da criança possui como tendência de sombra quatro aspectos: a criança ferida, abandonada ou órfã , dependente, inocente, natureza ou divina. As tendências da sombra deste arquétipo pode nos enviar energias em diferentes situações do nosso cotidiano e seu principal problema costuma ser dependência versus responsabilidade.
Criança Ferida: A criança ferida mantém as memórias de abuso físico e emocional, negligência e outras situações traumatizantes que possam ter ocorrido no período da infância, lembrando que esta é uma fase da nossa vida muito marcante, pois é neste momento que esta sendo construída toda a personalidade do individuo. Os seus aspectos negativos envolvem o desenvolvimento do sentimento de autopiedade, uma resistência a perdoar e seguir em frente na sua vida, ou seja, ela fica presa ao passado. Há também uma tendência a culpar os pais por todos os acontecimentos ruins que ocorreram na sua vida. Ela ainda pode procurar outras figuras paternas e maternas para resolverem situações difíceis de sua vida, em vez de utilizar seus próprios recursos. Já o seu lado positivo, faz com que suas experiências dolorosas sejam transformadas em compaixão, podendo em alguns casos até surgir o desejo de querer ajudar outras crianças feridas. Do ponto de vista espiritual, a criança ferida aprende o caminho do perdão.
Criança Órfã: está relacionada ao sentimento das pessoas que não se sentem como parte sua própria família. Dessa forma, inconscientemente, a pessoa acaba desenvolvendo uma independência muito jovem. O seu aspecto negativo faz com que a pessoa guarde dentro da sua alma o sentimento de abandono, rejeição e muitas vezes acaba buscando outras famílias para experimentar o sentimento de união familiar. Ao entrar em contato com a criança órfã, a pessoa irá ter um ganho de consciência em constatar que curar essas feridas requer amadurecimento e assumir a vida adulta, estabelecendo relações maduras.
Criança Mágica ou Inocente: vê o potencial da beleza sagrada em todas as coisas e incorpora as qualidades da sabedoria e da coragem diante de momentos de dificuldade. Possui de um grande poder de imaginação e acredita que tudo é possível. A energia de sombra da criança mágica se manifesta na transformação ingênua do que é realmente mal ou prejudicial em aparentemente bom. Além disso, diante dos olhares descrentes e cínicos dos adultos de sua infância, pode ter aprendido a assumir atitudes de pessimismo e depressão, particularmente ao explorar seus sonhos. Ela ainda corre o risco de, ilusoriamente, acreditar que não é necessário agir e investir energia para que algo aconteça, entrando em um mundo de fantasias. Um exemplo é Anne Frank, que escreveu em seu diário que apesar de todo o horror que envolvia a sua família, enquanto estava escondida dos Nazistas em um sótão, ela ainda acreditava que a humanidade era basicamente boa.
Criança Natural: desenvolve um profundo contato com a natureza e em muitos casos possui muita afinidade com os animais. As Crianças da Natureza podem desenvolver habilidades avançadas de comunicação com os animais. Tem uma grande capacidade de resiliência, ou seja, de enfrentar situações complicadas e voltar a seu estado natural. A maioria delas considera fundamental para o seu bem estar psíquico o contato com animais e com os espíritos da natureza. Muitos veterinários e ativistas dos direitos dos animais ressoam com este arquétipo porque eles sentiram uma harmonia consciente com os animais desde a infância. Outros adultos descrevem que estão em comunicação com os espíritos da natureza e aprendendo a trabalhar em harmonia com eles. O aspecto sombra da Criança da Natureza se manifesta em uma tendência para abusar dos animais, das pessoas e do meio ambiente de modo geral.
Eterna Criança: Esse arquétipo nos guia a permanecer eternamente jovens em corpo, mente e espírito. O aspecto sombrio da Eterna Criança se manifesta como uma inabilidade de crescer e assumir as responsabilidades na vida como um adulto. Como Peter Pan, o Eterno Menino que resiste a terminar um ciclo da vida no qual ele é livre para viver fora dos limites do adulto convencional. Nas relações afetivas, pode aparecer como dependência de parceiros que ofereçam segurança física e material.
Criança Dependente: Carrega em si um opressivo sentimento profundo de que nada é satisfatório e está sempre em busca de encontrar algo que substituir algo que foi perdido em sua infância (esta busca costuma não ser muito clara). Tem tendência a uma depressão profunda e a ficar focada em suas próprias necessidades, sendo muitas vezes incapaz de ver as necessidades dos outros. Quando se dá conta desse padrão, aprende a evitar de entrar em um estado de dependência.
Criança Divina: Está bastante relacionada à Criança Mágica ou Inocente, mas se distingue dela por sua missão redentora ou salvadora. É associada à pureza e à inocência, além de apresentar qualidades que sugerem que essa criança tem uma união especial com o Divino. A sombra deste arquétipo se manifesta como uma inabilidade de se defender contra forças negativas. Avaliem o seu envolvimento com este arquétipo, perguntando se vocês percebem a vida através dos olhos de um Deus/Deusa benevolente, confiante, ou se vocês tendem a responder inicialmente com medo de ser ferido ou com um desejo de ferir os outros primeiro.
O que é a criança interior?
Como nós já vimos acima, agora podemos compreender melhor que dentro de cada um de nós, existe uma criança interior. Essa criança interior nada mais é a criança que fomos um dia. Ela vai nos acompanhar durante todo o percurso da nossa vida e influenciar em nossa decisões e comportamentos no nosso cotidiano. Mesmo que tenhamos atingido a idade adulta, alguns dos nosso comportamentos continuam sendo exatamente iguais quando éramos crianças. A criança interior nada mais é que o nosso verdadeiro EU, aquele eu bem profundo dentro da gente que corresponde a nossa verdadeira essência. Nossa verdadeira essência aparece quando fazemos coisas que nos dá prazer e nos fazem bem. Quando passamos por situações de muita violência na infância, pode-se acarretar prejuízos na vida adulta. Por isso, é importante conversarmos com a nossa criança interior e ajudá-la a compreender e a racionalizar as situações difíceis que ela teve que enfrentar, para que assim ela possa desapegar-se desses traumas alojados no seu coração. Acho importante acolhermos todas as partes da nossa criança interior, tudo o que ela traz, tanto suas tendências boas como ruins, para que assim estejamos livres para encontrar e melhor ainda, expressar a nossa verdadeira essência que existe dentro de nós. Quando a criança interior está desperta em nós de forma saudável ela nos traz coragem, entusiasmo e equilíbrio. Assim sendo, podemos também nos tornarmos mais capazes de transmitir amor à nossa volta e à nossa família.

Infância ideal e infância real
Em geral, levamos dentro de nós uma imagem da infância ideal, daquela em que o acolhimento e demonstrações de amor foram perfeitos. Essa imagem muitas vezes poderá ser projetada nos outros e lamentando-nos por um ideal, idealizamos relacionamentos e aumentamos nossa solidão e dor. Por trás dessas imagens da infância real e da infância ideal está a imagem da criança interior divina, que brota da camada arquetípica mais profunda de nosso ser.
A criança interior divina tem a inocência, a espontaneidade e o anseio profundo da alma humana por expandir-se e crescer. Às vezes, essa criança interior faz exigências muito intensas, apresentando-se por emoções, ansiedade, depressão, raiva, conflito, vazio, solidão, ou sintomas físicos. A força vital e natural desse arquétipo quer o nosso reconhecimento e ao ser ignorada pode acarretar sérias consequências quando adulto. Quando não fomos devidamente valorizados quando crianças, diminuímos o valor da criança interior e assim mantemos as vivências de nossa infância e seu sofrimento.
Para encontrar essa criança abandonada o mais indicado é através do processo analítico, ou seja, da psicoterapia com base no inconsciente, amparando essa criança e compreendendo seus sentimentos, pois a cura só acontece quando lamentamos nossos sentimentos mais íntimos. Assim, desenvolvemos a função transcendente, que nos conduz à revelação do essencial no homem. No início não passa de um processo natural. Jung deu a esse processo o nome de processo de individuação, o qual parte do pressuposto de que o homem é capaz de atingir sua totalidade, isto é, de que pode curar-se.
E essa cura pode muitas vezes ser obtida quando se encontra essa criança, muitas vezes abandonada, mas que nem sempre conseguimos reconhecer sua existência, principalmente pelo fato da resistência e máscaras que vamos desenvolvendo no decorrer da vida e que nos distancia de nosso verdadeiro eu.
O primeiro passo no processo de individuação é explorar a persona (máscara), pois embora tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o self, nosso verdadeiro eu, o inconsciente e tudo que ele contêm.

Fonte:
http://artedeserpsicologa.over-blog.com/2013/10/a-crian%C3%A7a-interior.html
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/crianca01.htm