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sábado, 16 de agosto de 2014

Estudando o orçamento

Esticando o orçamento
Orçamento - Estabeleça o seu orçamento com todos os gastos do mês. Passe a cortar coisas que consomem muito o seu dinheiro e despesas que de fato não trazem retornos. Estabeleça metas para seu orçamento e tenha objetivos concretos.
Compras - Ao ir ao supermercado, cumpra a lista sem exagerar nos supérfluos. Evite levar crianças durante as compras. Nas ruas, não compre por impulso. Você não precisa levar para a casa tudo o que vê. Compare preços sempre. Não abra mão de pagar menos pela mesma coisa.
Casa - Eletricidade, água, telefone: tudo o que você quiser economizar, melhor. Tudo isso no final das contas é dinheiro – dinheiro este que hoje você pode estar jogando fora. Sobrará para você no fim do mês. Prefira lâmpadas econômicas. Não desperdice água como se não houvesse amanhã.
Dívidas - Pague as dívidas nem que minimamente. É impossível juntar dinheiro se o seu orçamento já estiver condenado. Você verá o alívio que é deixar de ter que pagar dívidas e verá o dinheiro se multiplicar no fim do mês. Financiamentos são para emergências ou para pessoas que não têm opções.
Poupe já! - As pessoas pensam que “quando tiverem dinheiro, poderão começar a economizar”, quando é justamente o contrário, é economizar para ter. Reserve imediatamente uma porcentagem do seu salário e deposite ou invista. Se preferir não pense que você tem essa quantia e está disponível.

Livrando-se das dívidas
Faça um auto estudo e entenda porque você caiu nas dívidas, porque se não fizer isso, você pode traçar um planejamento para quita-las e pode voltar nas mesmas dívidas. Então procure entender se é um abuso de consumo e se você está vivendo fora de suas possibilidades ou se ocorreu algum fato pontual, como um acidente de carro, problema de saúde. Se for isso, então é mais simples de resolver. Se você já vem anos e anos, rodando e não sai das dívidas, você precisa tentar entender qual é o problema de seus hábitos e a partir daí começar a construir a sua saída.
O mais importante é que a pessoa tenha em mente que ela precisa viver em paz com o seu dinheiro e muitas vezes nos tornamos escravos dele, principalmente quando não sabemos administrar bem nossas finanças. Se a pessoa se encontra endividada, o primeiro passo é saber o tamanho de tudo isso.
Anote seus gastos - Sua primeira missão para saldar as dívidas é descobrir quanto você realmente gasta. Compre um caderninho e leve-o com você para anotar tudo o que consome durante um mês, inclusive aqueles gastos pequenos, que passam muitas vezes despercebidos e podem causar um rombo no orçamento. É aquele cafezinho sagrado ou o CD semanal de seu jogo preferido que não pode faltar. Anote tudo.
Faça um orçamento - De posse de seu relatório de gastos, elabore um orçamento. Nele devem constar as despesas fixas, as variáveis e as dívidas.
Despesas fixas são aquelas responsáveis por manter sua estrutura de vida. O aluguel, ou o pagamento da prestação, a luz, a água, a prestação do carro, o mercado etc.
Despesas variáveis são aquelas que só ocorrem uma vez ou outra, um conserto inesperado, um presente de casamento.
Finalmente, as dívidas; anote todas as pendências ordenando-as por prioridade. Inclua aí atrasos com prestação, financiamento, pendências com parentes ou qualquer outra de que se lembrar, por menor que pareça: contas aparentemente insignificantes podem se tornar uma dor de cabeça no futuro, por conta dos juros acumulados.
Renda mensal: no espaço da planilha reservado à renda mensal coloque seus rendimentos fixos e extras (hora extra, um trabalho freelancer etc.)
Negocie suas dívidas - Observe quais são as dívidas de maiores juros e comece por elas. Vá até seu credor e tente negociar prazos realistas e valores de prestação que caibam em seu orçamento. Grande parte das empresas são flexíveis nesse aspecto. Não se esqueça também de conversar com aquele parente ou amigo para quem você deve, mostrando que pretende saldar a dívida o mais brevemente possível, é uma forma de demonstrar consideração com aquele que o salvou na hora do aperto.
Faça ajustes inteligentes - Se sua família tem o hábito de pedir pizza toda semana, reduza para duas vezes ao mês e sirva pipoca ou uma torta caseira deliciosa, que você pode fazer com a ajuda das crianças. Isso gera uma boa economia.
Se costuma mandar o carro para lavar, por que não fazer isso em casa? Mas use balde, e não mangueira, que desperdiça mais água. Faça dessa obrigação uma diversão, procurando chamar seus filhos para ajudar. Você economiza e compartilha um tempo especial com os pequenos.
Ao comprar roupas, avalie a real necessidade de adquirir aquela peça e se já não possui algum item similar em seu armário. Fazer uma avaliação de suas necessidades com calma ajuda a evitar compras por impulso.
Reduza o desperdício
Observe em sua casa se há pontos de vazamento de água ou se luzes ficam acesas sem ninguém utilizar o cômodo. Avalie também seu plano de telefonia, há no mercado opções vantajosas para quem faz muitas ligações – confira as possibilidades. Se for possível, prefira o celular pré-pago para que haja um maior controle dos gastos, e estenda essa possibilidade a toda a família, eles devem participar da nova organização financeira.
Aumente sua renda - Observe quais são os talentos que você possui, pode ser aquela habilidade culinária que todos elogiam ou um talento especial para jardinagem. Quem sabe saia daí uma renda extra para saldar alguma dívida.
Tenha sonhos e metas - Coloque no papel seus sonhos e metas, ou os de sua família, e anexe-os junto com o orçamento familiar. Reveja-os de tempos em tempos: comprar a casa própria, fazer aquela viagem especial ou uma poupança para os filhos, ou até guardar um dinheirinho para um momento de necessidade, podem ser bons motivadores para você não desistir de seu objetivo de pagar as contas, o que exige, sim, disciplina, mas que ao final do processo lhe permitirá eliminar um peso das costas e garantirá um sono tranquilo.



Fonte:
http://www.dividasefinancas.com.br/2013/10/5-dicas-para-seu-salario-render-mais.html
http://www.dividasefinancas.com.br/2013/09/5-dicas-para-se-livrar-das-dividas.html
http://www.dividasefinancas.com.br/2013/09/dicas-para-quitar-dividas-e-sair-do-vermelho.html

sábado, 9 de agosto de 2014

Educação financeira: a economia começa em casa

No Brasil, infelizmente não temos a educação financeira como uma prioridade desde a infância – não é uma matéria escolar e na maioria das escolas não existem projetos deste tipo. Com um mundo tão diversificado, a economia pessoal ou familiar é algo fundamental para se estabelecer objetivos, suprir necessidades, projetar uma vida mais segura e com maior bem-estar.
É o orçamento financeiro que torna o sonho possível. Do contrário, a menos que você não dependa de uma renda fixa básica, será muito difícil estabelecer metas sem considerar as ações necessárias e a realidade econômica em que vive.
A vida dos brasileiros como um todo mudou muito a partir da década de 1990 – com a da criação e implantação do Plano Real, as classes mais populares tiveram acesso a uma verdadeira gama de serviços, então restritos a uma pequena parcela da população. Cartões de crédito, crédito consignado, financiamentos de todos os tipos: uma diversidade ainda maior de produtos facilitados de todas as formas. Mas tudo tem um preço: por não ter uma formação econômica de base, o brasileiro está cada vez mais endividado e nem sempre sabe lidar com os juros altíssimos e parcelamento de cartões.
O orçamento saudável
O orçamento ideal é aquele que possa suprir todas as necessidades básicas de uma pessoa e de seus dependentes, dar-lhe possibilidade de projetar um futuro seguro através de uma divisão de renda realista. O orçamento permite que se faça escolhas para estas necessidades e para se alcançar objetivos.

Como fazer um orçamento
O primeiro passo é definir que tipo de orçamento você precisa de acordo com o seu fim: será um orçamento familiar? Um orçamento empresarial? Um orçamento pessoal? Tomemos com o exemplo aqui o orçamento familiar. Primeiramente, é necessário destacar as necessidades básicas. Elas estão divididas em 5 grupos:

O que sai:
Educação: mensalidades escolares, de curso superior ou especialização, idiomas, cursos de todos os tipos.
Transporte: gastos com automóveis, transporte escolar, táxi, ônibus, metrô, gasolina, etc.
Alimentação: despesas com supermercados, restaurantes, almoços diários, lanchonetes, feira, etc. Em supermercado, você pode incluir, se preferir, tudo o que se compra inclusive além da alimentação (higiene, produtos de limpeza, etc.).
Moradia: aluguel, condomínio, prestação de financiamento da casa, IPTU, etc.
Saúde: planos de saúde, remédios de uso mensal, farmácia, consultas médicas e odontológicas, etc.
Despesas pessoais: roupas, sapatos, manicure, cabelereiro, passeios, supérfluos, etc.
Lazer: cinema, mensalidade de clubes e academias, shows, ingressos, livros, CDs, DVDs, etc.
Contas fixas e outros gastos (de curto, médio e longo prazo): telefone, conta de celular, TV a cabo, internet, previdência privada, títulos de capitalização, juros de cartão, conta de energia, fatura de cartão de crédito, outros empréstimos e financiamentos, gás, investimentos, etc.
É necessário também listar os imprevistos e emergências.
Outros: presentes, despesas com o Natal, manutenção do carro, etc.

É necessário também estabelecer a renda familiar:
O que entra:
Salário total da família
Aposentadoria
Pensões
Renda extra
Outros investimentos (como aluguéis, por exemplo).

Analise o seu orçamento:
Quando você coloca no papel todos os seus gastos, pode perceber melhor de que forma é possível economizar e reduzir desperdícios. A diferença entre o que você gasta e o que você recebe é o montante que você pode investir e ter um futuro mais organizado. Se mesmo assim é difícil, reavalie mais uma vez as suas necessidades.
Seja menos rígido e mais realista. Não elimine todos os seus gastos com lazer, por exemplo, sem reavaliar seus gastos mais altos.
Coloque no papel: seja uma planilha no computador ou em um caderninho, o importante é que você tenha o controle de seus gastos e atualize com frequência. Vale até usar um aplicativo no celular, se preferir. Não se esqueça de listar também as suas metas a cada mês. Os especialistas afirmam que 30% do que se ganha deve ser poupado ou investido.

Fonte:
http://www.dividasefinancas.com.br/2013/10/educacao-financeira-a-economia-comeca-em-casa.html