sábado, 9 de setembro de 2017

Intuição - parte 2

A intuição é difícil de definir, mas exerce um papel enorme em nosso cotidiano. Steve Jobs, por exemplo, disse que ela é “mais poderosa que o intelecto”. Mas não importa como a articulamos, todos nós sabemos intuitivamente o que ela é.
A ciência cognitiva está começando a desmistificar a presença forte, mas às vezes inexplicável, do raciocínio inconsciente em nossa vida e pensamento. Frequentemente minimizada e descrita como anticientífica devido às suas ligações com a sensibilidade e comportamentos paranormais, a intuição não é simplesmente um monte de balela sobre nossos sentidos.
“Existe um conjunto crescente de relatos e de esforços sólidos de pesquisas que sugerem que a intuição é um aspecto crítico da interação entre os humanos e nosso ambiente, estando à base de muitas decisões que tomamos” (Ivy Estabrooke, gerente de programa do Escritório de Pesquisas Navais, ao New York Times em 2012).
Maneiras práticas de desenvolvê-la:


01. Prestar atenção àquela voz interior
A maior coisa que distingue as pessoas intuitivas é que ao invés de ignorar, elas ouvem a orientação de suas intuições e seus instintos.
“Todas as pessoas estão ligadas à sua intuição, mas algumas pessoas não prestam atenção a ela, como intuição”, fala Burnham. “Ainda não conheci nenhum empresário de sucesso que não dissesse ‘não sei por que fiz isso. Foi um palpite’.”
Para tomar as melhores decisões de que somos capazes, diz Francis Cholle, autor de The Intuitive Compass, precisamos de um misto equilibrado de intuição e pensamento racional: lança uma ponte entre o instinto e o raciocínio. Mas o viés cultural contra os instintos ou as intuições nos leva com frequência a fazer pouco caso de nossas “impressões” em nosso detrimento.
“Não é preciso rejeitar a lógica científica para beneficiar-se dos instintos”, diz Cholle. “Podemos honrar e recorrer a todas essas ferramentas, e buscamos um equilíbrio entre elas. E, ao procurar esse ponto de equilíbrio, vamos finalmente colocar todos nossos recursos cerebrais em ação.”.

02. Reservar tempo para ficar sozinha
Se você quer entrar em contato com sua intuição, passar um pouco de tempo sozinho pode ser a maneira mais eficaz. Assim como a solidão pode ajudar a suscitar o pensamento criativo, também pode nos ajudar a entrar em contato com nossa sabedoria interior mais profunda.
De acordo com Burnham, as pessoas intuitivas muitas vezes são introvertidas. Mas, quer você seja introvertido, quer não, reservar algum tempo para ficar sozinho pode ajudá-lo a praticar o pensamento mais profundo e reconectar-se com você mesmo.
“É preciso poder desfrutar um pouco de solidão, um pouco de silêncio”, diz a autora. “Porque não dá para ouvir a intuição em meio ao barulho do cotidiano.”

03. Criar
“A criatividade produz seus melhores frutos quando funciona intuitivamente”, escreve a pesquisadora e escritora Carla Woolf.
Na realidade, explica Sophy Burnham, as pessoas criativas são altamente intuitivas. E, assim como é possível aumentar sua criatividade com o treino, é possível fortalecer sua intuição. Na realidade, treinar uma coisa pode reforçar a outra.

04. Atenção consciente

A meditação e outras práticas de atenção consciente podem ser uma ótima maneira de trazer sua intuição à tona. Como explica o Search Inside Yourself Leadership Institute: “A atenção consciente (mindfulness) pode ajudá-lo a eliminar a tagarelice mental, a pesar suas opções objetivamente, sintonizar-se com sua intuição e, ao final, tomar uma decisão que você pode apoiar completamente”.
A atenção consciente também pode conectar você com sua intuição pelo fato de fortalecer o autoconhecimento. Um estudo de 2013 publicado no periódico Perspectives on Psychological Science mostrou que a atenção consciente, definida como “prestar atenção à nossa experiência atual sem tecer julgamentos”, pode nos proporcionar uma compreensão melhor de nossa personalidade. E, como nota Arianna Huffington em Thrive, o fortalecimento da intuição, compaixão, criatividade e paz são todos efeitos colaterais maravilhosos da prática da meditação.

05. Observar tudo
“A primeira coisa a fazer é observar: fazer um pequeno diário e tomar nota quando acontecem coisas incomuns”, diz Burnham. Você ganhará uma percepção aguda da frequência com que ocorrem em seu cotidiano coincidências, conexões surpreendentes e intuições acertadas. Em outras palavras, sua intuição começará a se manifestar.

06. Ouvir o corpo
As pessoas intuitivas aprendem a prestar atenção a seu corpo e dar ouvidos às suas “sensações viscerais”.
Se alguma vez você já sentiu enjôo quando sabia que algo estava errado, mas não conseguia identificar o que era, sabe que as intuições podem provocar sensações físicas no corpo. Nossas sensações viscerais têm esse nome por uma razão: pesquisas indicam que a emoção e a intuição têm raízes no “segundo cérebro” situado no intestino.

07. Conexão em nível profundo
Ler os pensamentos de outros pode parecer algo do campo da fantasia e pseudociência, mas na realidade é algo que fazemos diariamente. Isso se chama precisão empática, um termo usado na psicologia para descrever “a capacidade aparentemente mágica de mapear o terreno mental de uma pessoa a partir de suas palavras, emoções e linguagem corporal”, segundo a Psychology Today.
“Quando você vê uma aranha subindo pela perna de uma pessoa, sente uma sensação desagradável”, escreve Marcia Reynolds na Psychology Today. “Do mesmo modo, quando você observa alguém tentando aproximar-se de um amigo e sendo rejeitado, seu cérebro registra a sensação de rejeição. Quando você vê seu time ganhar ou um casal abraçar-se na televisão, sente as emoções das pessoas como se estivesse com elas. Emoções sociais como culpa, vergonha, orgulho, constrangimento, aversão e desejo, tudo isso pode ser sentido com a observação dos outros.”
Para Reynolds, prestar atenção às suas próprias emoções e passar tempo observando e ouvindo outras pessoas cara a cara pode reforçar seu poder de empatia.

08. Sonhos
Burnham recomenda prestar atenção a seus sonhos, para entrar em contato com os processos de pensamento inconscientes de sua mente. Sonhos e intuições nascem no inconsciente, e você pode começar a entrar em contato com essa parte de sua mente, prestando atenção a seus sonhos.
“À noite, quando sonhamos, recebemos informações do inconsciente, a parte intuitiva do cérebro”, diz Burnham. “Se você presta atenção a seus sonhos, pode receber muitas informações sobre como viver sua vida.”

09. Relaxar
Poucas coisas sufocam a intuição tão facilmente quanto estar constantemente ocupado, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, conectado com aparelhos digitais e estressado. De acordo com Arianna, sempre temos uma visão intuitiva das pessoas em nossa vida, em um nível profundo, sabemos diferenciar as pessoas boas das que são “bajuladoras e dissimuladas”, mas nem sempre estamos suficientemente atentos à nossa intuição para admitir a diferença para nós mesmos. O problema é que vivemos ocupados demais.
“Sempre recebemos avisos de nosso coração e nossa intuição, quando elas aparecem”, ela escreve em Thrive. “Mas muitas vezes estamos ocupados demais para tomar nota.”

10. Xô emoções negativas
As emoções fortes, especialmente as negativas, podem anuviar nossa intuição. Muitos de nós sabemos que nos sentimos mal, fora de sintonia com nós mesmos, quando estamos com raiva ou deprimidos, e pode ser porque estamos desconectados da intuição.
“Quando você está muito deprimido, sua intuição pode falhar”, diz Burnham. “Quando está com raiva ou em estado de comoção emocional, sua intenção pode falhar completamente.”
As evidências disso não são apenas baseadas em relatos. Um estudo de 2013 publicado no periódico Psychological Science mostrou que um estado de ânimo positivo elevou a capacidade de fazer avaliações intuitivas num jogo de palavras.
Isso não quer dizer que as pessoas intuitivas nunca fiquem furiosas ou deprimidas. Mas sua intuição funcionará melhor se você geralmente for capaz de aceitar conscientemente as emoções negativas e depois se desapegar delas, em vez de reprimi-las.

Fonte:
http://www.huffpostbrasil.com/2014/03/27/10-coisas-que-as-pessoas-intuitivas-fazem-de-maneira-diferente_a_21667580/

sábado, 2 de setembro de 2017

Intuição - parte 1

O que é?
Intuição é uma forma de conhecimento que está dentro de todos nós, embora nem todas as pessoas saibam utilizá-la, de acordo com a psicóloga Virginia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo, de São Paulo. Etimologicamente, explica Virginia, a palavra intuição vem do latim intueri, que significa considerar, ver interiormente ou contemplar.
O matemático e filósofo Blaise Pascal referia-se à intuição como o produto da capacidade da mente de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, graças às infinitas conexões inconscientes que tornam possível à mente consciente fazer escolhas. Grandes cientistas, entre eles o físico Albert Einstein, considerado o maior intuitivo da história, enfatizaram o valor do potencial intuitivo. O psiquiatra Carl Jung dizia sobre o conhecimento intuitivo: 
“Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”. 
Segundo Virginia, a mente intuitiva abre-se a respostas inovadoras e não dogmáticas, mas aprender a confiar na intuição é um grande desafio, pois o senso comum ainda considera a intuição um conhecimento de risco. “Pessoas com baixa auto-estima, por exemplo, têm mais dificuldade em acreditar na inteligência intuitiva em função de uma desconfiança em relação a tudo o que venha de seu interior”, diz Virginia. A psicóloga afirma que é possível desenvolver a intuição por meio de algumas técnicas, como o treino da habilidade no uso de imagens e símbolos, a aquisição de uma postura mais reflexiva e o desenvolvimento da autoconfiança. “Devemos confiar na intuição à medida que a autoconfiança e o autoconhecimento permitam ao indivíduo separar a intuição dos seus medos e desejos”, diz Virginia.

A intuição é confiável!
Esta foi a conclusão a que chegou um grupo de cientistas liderados pelo professor Marius Usher, na Universidade de Tel Aviv, Israel. Sempre pensamos que a razão acertava mais que as sensações intuitivas, mas estudos científicos confirmaram que, em 90% casos, o instinto é o certo. 
As vezes refletimos e chegamos à conclusão de que algo é certo, mas no fundo temos uma sensação de que não é bem assim. Não conseguimos encontrar motivos suficientes para não confiar, mesmo que a nossa intuição diga que deveríamos agir de modo diferente.

O aprendizado adquirido ao longo da vida nos dá bons conselhos
A mente possui uma infinidade de experiências gravadas. Desde que nascemos conhecemos pessoas de diferentes personalidades e passamos por muitas situações, tanto boas quanto ruins. Todas estas experiências ficaram arquivadas na nossa mente, e as vezes não sabemos o porquê, mas temos a sensação de que certa pessoa não é confiável, ou que alguma coisa não sairá bem se tomarmos uma determinada decisão.
Talvez porque alguma vez conhecemos alguém com a mesma personalidade, e percebemos que não era uma boa pessoa, ou tomamos uma decisão parecida que não terminou bem. A mente tem muitas informações valiosas, e possui uma aprendizagem baseada na vivência que ajuda a intuição a ser confiável. Há uma infinidade de decisões que precisamos tomar e somente a razão não dá um suporte tão bom, escutar a intuição é, também, um ato de confiança.

Como funciona o instinto?
O instinto toma decisões em questão de segundos. Fazemos isso diariamente com coisas muito simples, como: “Pego ônibus ou metrô?”. Já nem sequer usamos a razão para tomar esta decisão, porque já fizemos isso tantas vezes que sabemos qual combinação é melhor escolher, que o instinto decide sem precisar refletir.
Vamos pensar numa pessoa que nasceu na selva e cresceu longe da civilização. Se a levássemos para a cidade, não veria com tanta clareza a melhor opção a fazer – ir de metrô ou de ônibus – porque nunca fez nada disso e este aprendizado não está gravado em sua mente.
A intuição não é algo mágico que já temos ao nascer; pessoas inteligentes a desenvolvem de acordo com o que vivem e com o que é visto ao seu redor. Se levarmos uma pessoa com a intuição muito boa para a selva, pode ser que ela se sinta menos inteligente neste lugar. O instinto só funciona com situações já aprendidas, coisas como precisar de alimento para sobreviver, mas não temos os conhecimentos de alguém que foi criado na selva.

Dois instintos com os quais já nascemos
Já nascemos com instintos inatos, como o da sobrevivência e o da reprodução sexual. O ser humano foge do que ameaça a sua vida, sem a necessidade de pensar sobre a decisão, mas tivemos que aprender quais perigos podem nos atingir. Se há fogo por perto, nos afastamos para não nos queimarmos. Aprendemos isso quando crianças, porque nos disseram que a experiência de se queimar causa dor.
Uma vez aprendido o que nos põe em perigo, o corpo reage em questão de segundos, fugindo toda vez que algo seja motivo de ameaça para o nosso corpo. A intuição é confiável, mas só podemos contar com ela porque aprendemos com as situações vividas, livros, filmes, além de outras experiências.
Muitas informações se unem para que possamos chegar à decisão mais certa para nos sentirmos bem. Por isso, na hora de tomar decisões, não devemos menosprezar a intuição, já que ela possui informações muito confiáveis. Nossas sensações inexplicáveis na verdade têm uma boa explicação.

Fonte:
https://super.abril.com.br/comportamento/o-que-e-intuicao/
https://amenteemaravilhosa.com.br/sua-intuicao-e-de-confianca/

sábado, 3 de junho de 2017

Baile de Máscaras

Imagine um baile de máscaras, onde neste baile, não é obrigatório usar máscaras, mas por ser um baile com este tema, os convidados optam por usar, até porque, é mais bonito, mais chamativo. Você pode escolher por uma máscara brilhante, diferente, cheia de enfeites ou então pode optar por usar uma mais simples, mas ainda assim usar uma máscara. Melhor ainda, por não ser obrigatório, você decidir ser autêntico e não usar, você será aquela pessoa que “dá a cara pra bater”. Talvez seja um exemplo bobo, mas ultimamente, eu tenho visto a vida exatamente assim – e as pessoas se portando com máscaras.
Na vida, não é obrigatório você fingir ser o que não é, mas ser quem somos, nos dias atuais, se tornou um desafio. A maioria das pessoas, infelizmente, optam por ser mais elegante para agradar a um certo público.
E eu for uma pessoa mega transparente que, na maioria das vezes, por inocência ou não, acaba dizendo verdades? A maioria das pessoas pensa "é o cúmulo do absurdo de ser dito" e sempre fica espantada. Porque a cultura em que vivemos, nos moldou para fazermos a “boa praça”. É comum da nossa cultura atrasar os eventuais compromissos, e se você ousa dizer para a pessoa que está insatisfeito com o atraso, você é o chato da turma. É comum da nossa cultura mentir sobre algo que você não gosta, só para agradar.

Quantas vezes você já disse que gosta de algo só para fazer a vontade do outro? Não que seja errado realizar o desejo da pessoa que você gosta, mas deixar claro que você não gosta é essencial. E mais, deixar claro que você está fazendo “tal coisa” porque o quer ver feliz, é mais essencial ainda. Entende a diferença? É comum da nossa cultura não dizer o que pensamos em momento algum. Se você cobra um direito seu, você é correto demais. Se você diz não, você é ruim demais. Se você contraria a maioria, você não serve para estar ali. Isso é desgastante pra quem não sabe usar as malditas máscaras.
É difícil conviver quando você não sabe dançar a música do baile. Mas não é impossível! Sinceridade tem limite como tudo na vida. Tem coisas que devemos dizer apenas se nossa opinião for solicitada… faz parte do código de etiqueta.
Se tiver que dizer não, diga! Isso vai fazer bem para você, e cai entre nós, quem diz não, faz todo mundo valorizar seu sim, já pensou nisso? Jamais deixe de ser autêntica, esse é seu brilho e isso que faz a diferença. Se não gostam do seu jeito é porque não suportam a verdade, e pode ter certeza que as pessoas que estão com você, é porque realmente amam seu jeito e sentem bem com sua companhia.

O que caiu: a máscara ou a sua venda?
As pessoas, em geral, podem ser tão lindas contigo por algum tempo e, em questão de segundos, tornam-se monstros e se modificam completamente. Será isso possível? Elas se modificaram ou antes apenas usavam… máscaras?
É possível que elas não se modifiquem. Mais real acreditar que, talvez, tenham vivido uma vida inteira carregando pesadas e sufocantes máscaras. Mas aí, o momento chega e ele sempre chega, em que a tão colorida máscara cai, causando por vezes, alguns estragos irreparáveis.
Entretanto, você também tem culpa nisso, sabia? Porque vive se iludindo, criando expectativas, vendo as pessoas através de seus próprios olhos e nunca através delas e do que realmente são! 
“As pessoas não mudam, elas se revelam.”
Elas apenas se mostram da forma que realmente são. Ninguém muda pra pior, por mais terrível que seja a criatura! Ela já era terrível desde sempre! Então se alguém teve uma crise ou agiu de uma forma estranha, mesmo que ela esteja passando por uma fase ruim, ela tem aquilo de alguma forma guardado dentro dela. Algumas, se mantém do mesmo jeito até que seu calo seja pisado, seu ponto fraco seja cutucado. Nesse instante, a “fera se mostra”.
O jeito é você ir levando, criar menos expectativas sobre as pessoas, não se achar vítima de uma situação já que você também é culpado por ver o que quer, da forma que quer e é bom também ter um pouco mais de paciência porque, afinal, todas as pessoas são complicadas, usam máscaras e você também, bem que adora sair por aí, usando as suas, né?

Fonte:
https://osegredo.com.br/2016/12/dificuldade-em-ser-transparente-em-um-mundo-cheio-de-mascaras/
https://osegredo.com.br/2016/05/as-pessoas-nao-mudam-elas-se-revelam/

sábado, 18 de março de 2017

Familiares tóxicos X Transtornos mentais

O problema dos familiares tóxicos é que eles podem jogar todas as suas inseguranças nas crianças e fazer com que estas não consigam cuidar de si mesmas no futuro.
Talvez você se identifique com muitas das pessoas que tiveram de lidar com uma família tóxica porque os familiares tóxicos são mais comuns do que pensamos. E, às vezes, não somos conscientes de que estamos submergidos em uma delas.
Esta é uma situação complicada, um tipo de toxicidade da qual não podemos escapar e que não podemos  evitar. Mas, você sabia que, as famílias tóxicas podem gerar ou provocar transtornos mentais? Hoje nos aprofundaremos um pouco em todas essas coisas.

Famílias tóxicas e os problemas mentais
A família é muito importante, já que é nela que as crianças se educam e começam a adquirir certas habilidades para se comunicar com os demais e lidar com o mundo. Por isso, não é difícil de acreditar que uma excessiva toxicidade pode provocar severos transtornos, se não houver equilíbrio e emoções saudáveis no ambiente familiar.
Existem muitos tipos de família, principalmente aquelas desestruturadas, com graves problemas de superproteção e outras circunstâncias que podem afetar às crianças; estas famílias fazem com que estes, amanhã, sofram com psicopatologias cuja origem são desconhecidas até hoje.
É por isso que abordaremos algumas das relações mais interessantes e reais entre famílias tóxicas e seus problemas mentais: Vamos a eles!
Pigmaleão & Galatéia

1. O efeito Pigmalião e sua influência nas crianças
O efeito pigmalião é o papel que as crianças adotam por influência dos pais, ou seja, tudo o que o pai deseja ou teme para seus filhos acaba se convertendo em realidade. Por isso, todo rótulo que colocamos em nossos filhos como “é preguiçoso”, “é mau caráter” pode provocar um grande impacto na criança no futuro.
A família não tem ideia do quanto as crianças se influenciam com isso. Não sabem que qualquer rótulo pode ser adotado posteriormente pelos pequenos. De alguma maneira contaminam sua conduta.

2. Amores que matam
Há uma frase que muitos pais ou famílias dizem a seus filhos: “ninguém vai amar você mais do que nós”. Se isso literalmente for levado ao pé da letra, pode causar, ainda que não se sintam muito queridos no seu ambiente familiar, não se sentirão no direito de reclamar, porque “eles fizeram isso para o meu bem”. O grande problema disso é que pode resultar em um grande silêncio ante situações extremas como maus tratos e abusos emocionais.
É importante saber que o amor da família pode não ser saudável e por isso devemos questioná-lo. A família não tem que ser boa só pelo fato de ser sua família: às vezes esta é muito tóxica.

3. Pais superprotetores
A superproteção pode ocasionar problemas como a dependência emocional e as crianças terão uma luta contínua na sua fase adulta. Por isso é importante manter um equilíbrio e nunca chegar ao limite da superproteção.
Quer um filho inseguro? Quer uma pessoa que não tenha confiança em si mesma? A superproteção é o que origina esses graves problemas emocionais dos quais não será fácil sair. Tudo o que acontece na nossa infância nos marca.

4. Desejos e inseguranças projetadas
Quantas vezes em uma briga de casal tem se visto as crianças com medo? Apesar de não querer admitir, problemas conjugais, por vezes, nos afetam tanto que ignoramos que as crianças ou adolescentes estão chorando, isso realmente afeta a todos.
Além disso, muitas famílias sobrecarregam suas frustrações e inseguranças sobre eles, levando-os a ficar sob grande pressão, à qual não deveriam ter sido submetidos! Eles não são culpados pelos problemas dos mais velhos!
Todas essas situações familiares podem resultar em depressões, em transtornos da personalidade, em situações de dependência e muitas outras psicopatologias que ficam muito complicadas e duram por toda a vida adulta.

Você foi criado com familiares tóxicos ou tem uma família tóxica? 
Que problemas isso têm ocasionado a você? 
Não escolhemos a família, mas ao menos, podemos ser conscientes de como ela é, para evitar repetir a mesma história com nossos filhos. Pensemos um pouco mais neles; nossos problemas não são maiores que os deles e nem estão à frente dos seus.

Fonte:
https://melhorcomsaude.com/familiares-toxicos-transtornos-que-podem-causar/

sábado, 11 de março de 2017

5 regras da psicologia para ter uma vida muito mais fácil!

Compreender a psicologia de nós mesmos e dos outros a nossa volta pode desempenhar um papel importante na nossa felicidade.
Estamos todos sofrendo de crenças limitantes adquiridas a partir de experiências passadas e interações com outros, inibindo a facilidade com que vivemos nossas vidas. Precisamos desenvolver uma mentalidade melhor, que endireite nossas percepções e limite a quantidade de negatividade que vemos em nós mesmos.
Ter o hábito de usar essas regras psicológicas em sua vida é crucial para viver de forma mais fácil de ver o mundo de uma nova perspectiva:

1. As pessoas não se importam tanto quanto você pensa
Pode soar duro, mas é verdade. Estarmos tão preocupados com o que os outros pensam de nós, que agimos de uma forma que irá satisfazer (o que pensamos que são) as expectativas das outras pessoas, mas nos é prejudicial/ afinal, todo mundo está envolvido em seus próprios problemas e inseguranças.
É muito melhor tentarmos manter isso em mente, pois a maioria das coisas que acreditamos que as pessoas estão pensando são apenas suposições que nossas próprias mentes criaram com base em experiências passadas ou percepções e interpretações incorretas.
Ser você mesmo, sem se preocupar com o que os outros pensam, ajuda no caminho de alcançar a felicidade pessoal.

2.Estamos constantemente mudando quem somos
É fácil pensar que somos as mesmas pessoas que éramos há dez anos, mas não somos. Nossos eus passado, presente e futuro são essencialmente independentes, porque nossa mentalidade muda com as circunstâncias e experiências de nossas vidas.
Devido a isso, devemos sempre ser fiéis ao nosso eu presente ao tomar decisões. Nós nunca podemos prever o que o nosso eu futuro vai pensar e sentir, e tudo o que aconteceu no passado foi para os nossos eus passados. O poder está no agora.

3.Pare de se comparar aos outros
Com as mídias sociais pressionando muitos de nós a postar os melhores momentos, pode ser fácil começar a comparar-nos a outras vidas aparentemente “perfeitas”. Na vida real, nós ainda tendemos a mostrar nosso melhor lado para as pessoas, em vez de mostrar vulnerabilidade, por medo de sermos julgados ou rejeitados.
A verdade é que somos todos vulneráveis. Todos nós queremos ser aceitos pelos outros. É uma enorme perda de tempo acreditar que as pessoas são, de alguma forma, melhores do que nós. Comparações e sentimento de inferioridade são inúteis, porque mesmo as pessoas mais poderosas têm preocupações, inseguranças e incertezas dentro de si.

4.Não espere que seu conselho será ouvido
Ninguém nunca realmente escuta conselhos, a menos que aconteça de estar na mentalidade certa no momento certo.
No final do dia, as pessoas só vão mudar suas mentalidades ou perspectivas através de suas próprias realizações e experiências. Às vezes, pode vir na forma de seu conselho, mas na maioria das vezes é através de experiências.
Não se sinta ignorado ou desanimado – você fez a sua parte, agora deixe as coisas seguirem.

5.Você só pode controlar a sua resposta
Como você reage a um problema, evento ou situação é muito mais importante do que a própria situação. Você pode escolher reagir de uma maneira que ficará em seus pensamentos, sentimentos e emoções futuras, ou reagir de uma maneira melhor.
Em qualquer situação negativa, isso pode ser difícil, mas lembrar-se de redefinir sua mente antes de reagir pode ajudá-lo a treinar-se para entender as possíveis repercussões de suas ações para os outros e para si mesmo.
 Na vida, a atitude é tudo! 

Fonte:
https://osegredo.com.br/2017/03/se-voce-entender-essas-5-regras-da-psicologia-podera-viver-uma-vida-muito-mais-facil/

sábado, 4 de março de 2017

O amor da minha vida sou eu

O amor da minha vida sou eu. E dizer isso em voz alta não é ato de egoísmo ou orgulho, é uma reflexão que devemos interiorizar a cada dia com quem começa sua manhã com uma boa xícara de café.
Não é egoísta quem atende a si mesmo, quem resolve seus medos e cura suas feridas, quem deixa para trás o que o fere e encontra o amanhã com otimismo e força.
Porque se eu estiver bem, vou ser capaz de dar o melhor de mim para os outros. Eu serei capaz de ser feliz e dar felicidade.
“Eu preciso ser melhor do que ninguém, não preciso ter o que você tem. Me basta e me sobra ser eu mesmo, ser o amor da minha vida para oferecer-lhe o melhor que está em minha alma calma, no meu coração sereno desprovido de ódio ou rancor.”
Embora nos surpreenda, não é fácil chegar a este estado, onde somos capazes de amarmos a nós mesmos plenamente e sem limitações. De alguma forma, estamos quase acostumados a priorizar as necessidades dos outros, e muitas vezes nos “agarramos” a coisas como se fossem nossa identidade única: um trabalho, uma casa, dinheiro …
Há muitas dimensões que estão cobrindo-nos camada por camada com uma casca que nos faz perder gradualmente a essência que é o amor-próprio.
Porque nós nunca devemos nos esquecer que se você estivermos bem, o mundo estará bem. Se seus pensamentos e suas emoções se não vibrarem com essa harmonia interior e o respeito por si mesmo, a sua realidade será distorcida.

Eu tinha esquecido: o amor da minha vida sou eu!
Talvez em algum momento você esqueça que o amor de sua vida era você, porque priorizou demais os outros. Ou também pode ter sido projetada em você desde sua infância uma insegurança e valores que nunca te priorizaram como pessoa.
Chega um momento em que temos que deixar coisas, pessoas, situações … Alguns vão chamá-lo de egoísmo, mas eu chamo de amor-próprio.
Amor-próprio não é algo ensinado nas escolas, na realidade, é um aspecto que todos nós vamos lentamente descobrindo que armazena um poder que nunca tinham nos falado. 

Por que isso acontece muitas vezes?
Em nossa sociedade, nos educam e transmitem o valor de amar e respeitar os outros, o que é sem dúvida essencial. No entanto, é raro nos ensinarem a necessidade de amarmos a nós mesmos.
O amor-próprio, só de pensar que eu sou o amor da minha vida, não é um ato de egoísmo. Não desde o tempo em que esta dimensão está focada na construção e proteger nossa auto-estima. Ninguém quer a si mesmo pois se considera melhor do os outros, ou com mais méritos, ou mais direitos. Nós queremos nos proteger, nos conhecer melhor, para que nada e ninguém nos manipule, para sabermos o que queremos e o que não queremos.
O amor-próprio é um sentimento do qual não devemos nos envergonhar. Esta não é apenas uma ferramenta de bem estar interno, é manter um equilíbrio com o qual, temos empatia e respeito também pelos outros.

Estratégias para lembrar que o amor da minha vida sou eu:
Sejam quais forem as circunstâncias que nos levaram a esquecer que os pilares de nossa vida somos nós mesmos, nunca é tarde demais para recuperarmos essa crença. Esta força interior com a qual, recuperamos o equilíbrio para sermos felizes e para oferecer conforto para aqueles que amamos. Aqueles que realmente merecem.
“Conforme você anda nos caminhos da sua vida, você perceber que o que importa não é quantas coisas você tem, mas sim o seu valor …”
  • Te convidamos a tomar nota de uma série de aspectos para refletir. Respire fundo e pense sobre eles com cuidado, lembrando-se sem hesitação que o verdadeiro amor de sua vida é você.
  • Mantenha um diálogo interno: analise quais aspectos e situações cotidianas violam sua autoestima, e te afastam de quem você realmente é. Talvez você deva deixar certas coisas, e até mesmo alguns relacionamentos específicos.
  • Simpatize consigo mesmo: você empatiza com qualquer um que vê. Você entende a sua situação, sua dor, suas necessidades … mas e você? O que você diria para si mesmo se estivesse ante a si?
  • Você é autêntico, único e irrepetível. Não é um slogan, não é uma frase. É uma realidade na qual deve começar a acreditar a partir de hoje. Você tem virtudes, características e essência que o fazem único no mundo, e, portanto, importante.
  • Atreva-se a amar e dedicar-se ao que você merece, porque amar a si mesmo não é parar de amar os outros. É reconhecer-se e fazer-se feliz, porque quando você começa a ser feliz, consegue as melhores coisas na vida.


Fonte:
https://osegredo.com.br/2015/11/estou-comecando-a-suspeitar-que-o-amor-da-minha-vida-sou-eu/