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sábado, 4 de março de 2017

O amor da minha vida sou eu

O amor da minha vida sou eu. E dizer isso em voz alta não é ato de egoísmo ou orgulho, é uma reflexão que devemos interiorizar a cada dia com quem começa sua manhã com uma boa xícara de café.
Não é egoísta quem atende a si mesmo, quem resolve seus medos e cura suas feridas, quem deixa para trás o que o fere e encontra o amanhã com otimismo e força.
Porque se eu estiver bem, vou ser capaz de dar o melhor de mim para os outros. Eu serei capaz de ser feliz e dar felicidade.
“Eu preciso ser melhor do que ninguém, não preciso ter o que você tem. Me basta e me sobra ser eu mesmo, ser o amor da minha vida para oferecer-lhe o melhor que está em minha alma calma, no meu coração sereno desprovido de ódio ou rancor.”
Embora nos surpreenda, não é fácil chegar a este estado, onde somos capazes de amarmos a nós mesmos plenamente e sem limitações. De alguma forma, estamos quase acostumados a priorizar as necessidades dos outros, e muitas vezes nos “agarramos” a coisas como se fossem nossa identidade única: um trabalho, uma casa, dinheiro …
Há muitas dimensões que estão cobrindo-nos camada por camada com uma casca que nos faz perder gradualmente a essência que é o amor-próprio.
Porque nós nunca devemos nos esquecer que se você estivermos bem, o mundo estará bem. Se seus pensamentos e suas emoções se não vibrarem com essa harmonia interior e o respeito por si mesmo, a sua realidade será distorcida.

Eu tinha esquecido: o amor da minha vida sou eu!
Talvez em algum momento você esqueça que o amor de sua vida era você, porque priorizou demais os outros. Ou também pode ter sido projetada em você desde sua infância uma insegurança e valores que nunca te priorizaram como pessoa.
Chega um momento em que temos que deixar coisas, pessoas, situações … Alguns vão chamá-lo de egoísmo, mas eu chamo de amor-próprio.
Amor-próprio não é algo ensinado nas escolas, na realidade, é um aspecto que todos nós vamos lentamente descobrindo que armazena um poder que nunca tinham nos falado. 

Por que isso acontece muitas vezes?
Em nossa sociedade, nos educam e transmitem o valor de amar e respeitar os outros, o que é sem dúvida essencial. No entanto, é raro nos ensinarem a necessidade de amarmos a nós mesmos.
O amor-próprio, só de pensar que eu sou o amor da minha vida, não é um ato de egoísmo. Não desde o tempo em que esta dimensão está focada na construção e proteger nossa auto-estima. Ninguém quer a si mesmo pois se considera melhor do os outros, ou com mais méritos, ou mais direitos. Nós queremos nos proteger, nos conhecer melhor, para que nada e ninguém nos manipule, para sabermos o que queremos e o que não queremos.
O amor-próprio é um sentimento do qual não devemos nos envergonhar. Esta não é apenas uma ferramenta de bem estar interno, é manter um equilíbrio com o qual, temos empatia e respeito também pelos outros.

Estratégias para lembrar que o amor da minha vida sou eu:
Sejam quais forem as circunstâncias que nos levaram a esquecer que os pilares de nossa vida somos nós mesmos, nunca é tarde demais para recuperarmos essa crença. Esta força interior com a qual, recuperamos o equilíbrio para sermos felizes e para oferecer conforto para aqueles que amamos. Aqueles que realmente merecem.
“Conforme você anda nos caminhos da sua vida, você perceber que o que importa não é quantas coisas você tem, mas sim o seu valor …”
  • Te convidamos a tomar nota de uma série de aspectos para refletir. Respire fundo e pense sobre eles com cuidado, lembrando-se sem hesitação que o verdadeiro amor de sua vida é você.
  • Mantenha um diálogo interno: analise quais aspectos e situações cotidianas violam sua autoestima, e te afastam de quem você realmente é. Talvez você deva deixar certas coisas, e até mesmo alguns relacionamentos específicos.
  • Simpatize consigo mesmo: você empatiza com qualquer um que vê. Você entende a sua situação, sua dor, suas necessidades … mas e você? O que você diria para si mesmo se estivesse ante a si?
  • Você é autêntico, único e irrepetível. Não é um slogan, não é uma frase. É uma realidade na qual deve começar a acreditar a partir de hoje. Você tem virtudes, características e essência que o fazem único no mundo, e, portanto, importante.
  • Atreva-se a amar e dedicar-se ao que você merece, porque amar a si mesmo não é parar de amar os outros. É reconhecer-se e fazer-se feliz, porque quando você começa a ser feliz, consegue as melhores coisas na vida.


Fonte:
https://osegredo.com.br/2015/11/estou-comecando-a-suspeitar-que-o-amor-da-minha-vida-sou-eu/

sábado, 28 de janeiro de 2017

Qual é a sua língua?

Todos falamos 3 línguas: 
  • gestual - demonstrando se estamos ou não à vontade numa situação, a esse tipo de leitura chamamos de leitura fria;
  • falada - são os bons e velhos idiomas que aprendemos as regras gramaticais na escola: português, inglês, alemão,...
  • emocional - comprei a tese do livro "as 5 linguagens do amor" e é sobre isso que falará esse artigo.
Como dizia Freud, tudo começa na nossa infância. Por isso, as crianças que se sentem amadas por seus pais e amigos desenvolvem a linguagem do amor emocional, falarão e entenderão sua primeira linguagem do amor. Mais tarde elas poderão aprender outras línguas para se comunicarem, mas sempre se sentirão mais confortáveis com o primeiro idioma que aprenderam. Já as crianças que não se sentem amadas, também desenvolverão uma primeira linguagem do amor, mas será distorcido e apresentará defeitos da mesma forma que alguém que recebe uma educação com falhas na gramática e desenvolve um vocabulário limitado. Essa limitação não significa que essas pessoas não venham a ser boas comunicadoras. Implica, sim, que terão de trabalhar mais diligentemente do que os que cresceram na atmosfera do amor saudável.
É muito raro que marido e mulher tenham a mesma primeira linguagem emocional do amor. Nossa tendência é falar nossas primeiras linguagens do amor e ficamos confusos quando nosso cônjuge não compreende o que desejamos comunicar.
É justamente quando o tanque do amor de um dos dois está vazio que normalmente ocorrem as traições, as separações... então, vamos aprender os tipos de linguagens de amor para deixar o nosso amor com seu tanque cheio e, assim, ficar com vontade de encher o nosso tanque também?
1. Palavras de afirmação - tem dialetos em forma de:

  • elogio verbal (apreciação)
  • palavras de encorajamento
  • tempo de qualidade
  • palavras bondosas
2. Tempo de qualidade - dialetos:
  • estar junto (passeios, brincadeiras, hobbie,etc.)
  • diálogo (compartilhar sentimentos, emoções desejos e oferecer auxílio)

3. Atos de serviço - dialeto:

  • ajuda na casa (levar o lixo pra fora, pendurar a roupa na corda, etc.)
  • atos de serviço
  • coisas que o outro aprecia (jantar romântico, café na cama, etc.)
4. Presente - não precisa ser caro, basta que a pessoa aprecie ou esteja precisando; pois o presente trás a seguinte mensagem 
"estive pensando em você!"
toque físico
5. Toque físico - dialeto:
  • cafuné
  • massagem
  • carinho
  • abraço
  • sexo
  • andar de mãos dadas
  • etc.



sábado, 7 de janeiro de 2017

O que é o amor?

Dedicando esse mês para a família porque uma família bem estruturada:
  1. uma família saudável sabe o que é o amor verdadeiro;
  2. o amor nos deixa com a sensação de felicidade e realização permanentes;
  3. o amor traz saúde ao proporcionar um coração e mente mais leves e bem dispostas para correr atrás dos nossos objetivos profissionais, culturais,...
Ok, beleza! O amor é sentimento formidável que move montanhas, promove curas, mas... o que é?
Se analisarmos a sociedade através dos poemas, livros, filmes,... percebemos que cremos num amor romântico e totalmente utópico (para não dizer confuso, porque essas mídias supracitadas confundem amor com paixão e ainda nos fazem crer que todos os nossos anseios serão sanados ou realizados pelo par romântico).

Existem livros que corroboram a realidade nua e crua e afirmam que não é bem assim que a banda toca porque não somos "personagens Disney" 😂:
  • Homens são de marte, mulheres são de vênus
  • As 5 linguagens do amor
  • Bíblia Sagrada
  • O desafio do amor
E o que eles falam? Falam que o amor é o resultado de muitas decisões em prol da felicidade mútua:
  • aceitar as falhas suas e do outro;
  • demonstração de amor que podem vir por meio de palavras e atos diários;
  • respeito, empatia e diálogo maduro para tomada de decisões em conjunto.
Deixa eu explicar uma coisa de maneira bem simples, todos nós temos duas salas no coração: da admiração e da depreciação, e ambas têm coisas escritas a respeito do outro nas paredes. O amor tem conhecimento da Sala da Depreciação e não vive negando sua existência, mas escolhe não viver nela. Se, no entanto, você preferí-la... saiba que seu casamento estará com os dias contados porque nenhum sobrevive à falta de amor. 
Ao fazer a escolha de amar, aprendemos a perdoar e voltamos para a Sala da Apreciação o que me parece um amor ainda mais verdadeiro porque mantém os olhos bem abertos.

Lógico que se quiserem dados mais profundos... terão que ler as obras que citei acima porque não prentendo esgotar o assunto em minhas publicações (isso seria impossível), mas adianto que nas publicações futuras trarei algumas dicas práticas que já por aí para alimentar esse amor (testadas e aprovadas na minha vida).

sábado, 21 de maio de 2016

Complexo de Édipo

Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais de Freud, na Psicanálise. Este conceito refere-se a uma fase no desenvolvimento infantil em que existe uma “disputa” entre a criança e o progenitor do mesmo sexo pelo amor do progenitor do sexo oposto.
Complexo de Édipo foi introduzido por Freud na Psicanálise. Ele baseou-se numa tragédia da mitologia grega de Sófocles (Século V a. C.). Na tragédia grega, Laio e Jocasta tiveram um filho, Édipo. Este mata o pai para ficar com a mãe, terminando com o suicídio de Jocasta e a automutilação de Édipo.
O Complexo de Édipo é fundamental e essencial no desenvolvimento infantil. Esta é dada como Universal, isto é, comum a todos os seres humanos, apesar de existirem alguns estudos que questionam essa universalidade.
O Complexo de Édipo, caracteriza a separação entre a criança e os progenitores, que até ao momento isso não se verificava. Por outras palavras:
Quando a criança nasce, esta está completamente ligada aos pais, pela satisfação das necessidades, cuidados, etc. A criança está completamente dependente dos pais, numa relação fusional, visto que a criança não existe sozinha e separada dos pais. Os pais garantem a satisfação das suas necessidades e a total proteção do meio.
A criança cresce assim numa relação triangular (filho, pai e mãe), crescendo com a ideia que os pais, fazem parte de si (devido a extrema dependência). Vendo-os como um mecanismo “seu” para satisfazer as suas necessidades. O Complexo de Édipo vem então, “frustrar” a criança, marcando a separação entre ela e os pais (acontecendo por volta dos 3 até aos 6 anos de idade), neste momento a criança começa a perceber que não é o centro do mundo, que o amor não é unicamente para si e que os pais não a podem proteger completamente do mundo.
Percebendo que o pai e a mãe possuem uma relação, e não partilham consigo, pelo contrário, diminuem o amor e proteção face ao início (o que é normal). A criança responsabiliza internamente o progenitor do mesmo sexo pela separação, ambicionando o amor e proteção total como tinha no início pelo progenitor do sexo oposto.
Assim, nesta fase, a criança dirige sentimentos hostis em relação progenitor do mesmo sexo ou a qualquer outra coisa que desvie o amor e atenção do progenitor do sexo oposto. Porém, ao mesmo tempo que o menino é hostil para o pai porque lhe tira o amor da mãe, o menino ambiciona ser como o pai, identificando-se com o mesmo, visto que este conseguiu ter o amor da mãe.
Porém, atualmente verifica-se muitos casos que “dificultam” o Complexo de Édipo, isto é, no caso na inexistência física (divorciado, separado, viúvo, etc.) ou psicológica (negligente, submisso, etc.) do progenitor e no caso de não se impor limites/ barreiras entre mãe e filho, por diversas razões.
Freud afirma que quando o Complexo de Édipo fica “mal resolvido” podem existir várias consequências, tais como: a identificação com o progenitor do sexo oposto (homossexualidade, comportamento submisso, dependência excessiva ao sexo feminino, etc.), já que o menino sem pai, vai querer ser como a mãe. No extremo oposto, temos o menino que teve uma mãe (embora possa o pai estar presente)  incapaz de se “separar” e de se impor limites a si e seu filho, passa a opressora e controladora, massacrando-o psicologicamente. O menino vai então replicar e generalizar a todas as mulheres o que vivenciou com a mãe. Assim, não vai conseguir amar as mulheres, curiosamente Freud afirma que pode tornar-se também homossexual, não por querer ser como uma mulher, mas por não conseguir ama-la, mostrando pouco interesse e desprezando o sexo oposto.
Por curiosidade, nas biografias de serial killers, encontram-se frequentemente Complexos de Étipos mal resolvidos (progenitores inexistentes, submissos, etc.).

Fonte:
http://www.psicologiafree.com/areas-da-psicologia/psicologia_clinica/afinal-o-que-e-o-complexo-de-edipo/

sábado, 2 de abril de 2016

O escudo contra o mal

“Solicitar ajuda das forças luminosas do Universo em prol de uma dificuldade da qual não se tem nenhum controle é louvável, pois demonstra humildade”, disse o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, a um homem que veio ao mosteiro suscitar auxílio em uma situação que lhe afligia. Em seguida alertou: “No entanto, pedir auxílio para que façam o trabalho que lhe cabe, apenas revela a falta de entendimento das Leis, pois não acontecerá. A vida não endurece para maltratar, mas para ensinar. Não há privilégios, apenas lições.”
Como uma tempestade que chega sem anunciar, a vida desse homem parecia, de uma hora para outra, virada ao avesso. Brigas familiares insensatas e complicações profissionais que levaram à dificuldade financeira inesperada, eram as consequências imediatas e visíveis do inferno que ele vivia em solo terreno. Com os olhos mareados, se confessou desorientado para continuar na luta. Estávamos no refeitório, os três, e eu lhes servia café com bolo de milho. O homem, de ótima aparência e muito culto, narrou que até há poucas semanas navegava em águas tranquilas pelos mares da vida. Uma família aparentemente bem estruturada; sócio de uma empresa que gerava lucros suficientes para sustentar condição material bem acima da média. Até que, em algum momento, tudo desandou.
“A vida exige movimento. Assim, te fará caminhar por gosto ou imposição. A inércia e o comodismo são ferramentas das sombras a atolar o viajante. Aos que buscam incessantemente o aperfeiçoamento do próprio ser, a vida há de ser generosa, a fornecer todas as condições necessárias para o prosseguimento de uma viagem serena”, explicou o Velho. Deu uma pequena pausa, sorveu um gole de café e prosseguiu: “Aos que se iludem eleitos dos deuses, alheios a tudo e a todos, aos que se imaginam ‘escolhidos’, não tardará o desequilíbrio sobre as situações que o sustentam. A Lei do Serviço é parte do Código Não Escrito e obriga ao trabalho e ao progresso espiritual. Crises emocionais, brigas afetivas, desavenças familiares, dificuldades econômicas ou doenças, são alguns dos instrumentos de instabilidade utilizados pelo Universo para impor novo momento de adaptabilidade diante da realidade alterada. Agora a criatura caminhará por necessidade”.
“O Caminho é muito generoso em te permitir escolher as rotas da viagem, entretanto, muito justo em elaborar as dificuldades inerentes ao trajeto. O Mestre ensinou há milênios que devemos atravessar a porta estreita das virtudes. No entanto, muitos ainda escolhem seguir pela estrada larga das vantagens indevidas. Afagam o ego em prejuízo a alma. O resultado? Após os prazeres imediatos e transitórios, anda-se em círculos por trilhas cada vez mais escuras e esburacadas. Agonia e tristeza se apresentam como companheiras de viagem”. O homem, muito sensibilizado, confessou que, de fato, não vinha oferecendo o melhor de si. Aflito, perguntou ao Velho como poderia mudar a própria vida, pois não sabia para onde seguir. O monge arqueou os lábios em um sorriso repleto de compaixão e disse: “Quer um novo Caminho? Basta mudar o seu jeito de caminhar”.
“Problemas sinalizam a necessidade de mudanças. Entenda o que você precisa transformar em si e se dedique a isto com sinceridade. Só então chegará a ajuda da esfera invisível”.
O homem argumentou que sofria muito, não imaginava como fazer e, mais, a atual situação se mostrava tão nebulosa que não acreditava ser capaz de solucionar todos os problemas sem a ajuda das forças superiores. O Velho respondeu com a voz bondosa: “O Universo não quer que você sofra, porém exige que você evolua para chegar a próxima estação. Aprender, se transformar, compartilhar e seguir são momentos distintos de cada etapa nas inúmeras existências permitidas, como escolas de sabedoria e amor”. 
O homem disse que precisava também de muita proteção, pois tudo de ruim parecia acontecer a ele naquele momento. O monge mordiscou um pedaço do bolo e falou: “Estamos sujeitos à inexorável Lei da Ação e Reação, uma das que compõe o Código Não Escrito. Ela atrai para a sua vida pessoas e situações que lhe são adequadas, não por punição, mas de acordo com o rigor necessário para o aprendizado do aluno, no mesmo diapasão de suas atitudes. O perfume da flor atrai pássaros e borboletas; o odor do esgoto chama para si os ratos e as baratas. Assim, escolhemos os que nos acompanham e definimos o destino próximo”. 
“Ninguém está fora do alcance das Leis. Os guardiões ou anjos do Universo ficam impedidos de interferir em razão da situação conflitante ser parte da lição que cabe a você. Assim, você precisa se ajudar para ser ajudado. É uma grande ilusão achar que a casa do mal é o mundo. A sua raiz está em cada um de nós, em maior ou menor intensidade, a depender da expansão de consciência individual. Acredite, ninguém lhe prejudica mais do que você mesmo. Equalizar emoções e pensamentos nas ondas de Luz, envolvendo-os com amor, para que possam se materializar em boas atitudes é a defesa mais eficaz contra o mal. Pois, cria uma abóbada de proteção energética a sua volta, a permitir a aproximação de seus exércitos com maior rapidez, permissão e poder. Como pode ver, o melhor escudo contra o mal é um coração puro”.
“Nunca lhe faltará o auxílio. Entretanto, cada qual terá a ajuda na exata medida das suas necessidades de desenvolvimento, da vontade sincera de se transformar, de semear flores para quem vem atrás. Não podemos esquecer que as dificuldades nos trazem as lições indispensáveis para o aprimoramento da alma, muitas vezes ainda bem embrutecida, necessitando de métodos rigorosos de aprendizado”. 
“Reflexões e meditações no encontro consigo próprio são ferramentas poderosas para a ampliação de consciência. Leituras auxiliam na criação de ideias e sustentação filosófica. As preces germinadas no coração são de extremo valor, pois auxiliam no equilíbrio emocional e o auxílio rogado, de algum jeito, nunca faltará, no entanto, não esqueça que santo nenhum dará os passos que cabem a você. A ajuda jamais chegará em forma de carroças repletas de ouro ou que a pessoa amada se dobre aos seus desejos. O auxílio vem através de sinais que indicam um novo sentido e aos ‘acasos’ que criam situações inimagináveis a fim de nos proteger. Ou por intermédio de intuições luminosas que indicam as indispensáveis metamorfoses da alma, as mudanças em seu sentir, pensar e agir”.
“Esta é a alquimia da vida: a transformação de sombras em luz, de dor em amor. Este é o mais precioso dos milagres e muitos nem se dão conta de que os têm na mão”. 
Como um vício moderno, o homem reclamou da situação do planeta, que está tudo errado em todo lugar e do mal que parece campear sem rédeas. O monge mirou em seus olhos com doçura e falou: “Quando lamentamos o mundo, criticamos a nossa própria situação interna. O mal é fruto das sombras que habitam cada um de nós, nossas imperfeições e dificuldades, a formar um coletivo de iniquidades. Do contrário é também verdadeiro afirmar que somos a Luz na construção do bem e na manutenção da Obra. Através dos séculos o mundo sempre foi a exata fotografia de nossos corações. Do meu e do seu. Quer mudar o mundo? Transforme a si próprio. Como? Aperfeiçoe as suas escolhas”. O homem acenou com a cabeça em concordância, mais por desconcerto do que por satisfação.
Em seguida, tornou a lamentar a própria situação e insistiu que lhe fosse dito como, de forma objetiva, poderia reverter as atuais dificuldades. “Não faço a menor ideia”, disse o Velho. Diante do olhar atônito do homem, pediu para que eu lhe servisse mais um pouco de café e explicou: “Administrar a vida alheia é muito fácil e tentador, entretanto também demonstra leviandade e arrogância. O exercício da vida, com suas dores e delícias, é a ferramenta pessoal e intransferível de que dispomos para desenvolver as asas da alma, alavancar a nossa evolução. Entenda, aceite e use adequadamente a liberdade de buscar e decidir”. 
“Apesar de nunca lhe faltar ajuda – e que sejamos claros, não para um desfecho mágico dos seus problemas, pois o auxílio não será na medida dos desejos do seu ego, mas das necessidades de sua alma, ou seja, por intermédio de condições para alterar, por si e através de si, a realidade – a parte mais importante do processo terá que ser feita por você, na ampliação de sua consciência, no burilar do coração, no desapego dos velhos conceitos. Medidas que refletirão no aprimoramento das suas escolhas”. 
Observou o homem por alguns instantes e aconselhou: “Procure o silêncio e a quietude para ficar a sós consigo. Mergulhe fundo, conhecer a si próprio é a estrada para a plenitude. Estabeleça para si mesmo cláusulas invioláveis de amor e dignidade. Perceba o que precisa ser modificado em sua vida. Absolutamente tudo pode ser diferente e melhor. Todos os sábios já fizeram isso para romper a dureza do casulo e sentir as asas da liberdade”.
O Velho pediu para unirmos as mãos e fez uma prece sentida por amor e Luz. O homem agradeceu educadamente a conversa, a oração e partiu. A sós com o Velho, falei que tinha a impressão de que o visitante tinha ficado um tanto decepcionado. “Poucos aceitam os encargos e o trabalho que lhes cabem. Todavia, se as minhas palavras forem uma boa semente, cedo ou tarde germinará”, disse o monge. Deu uma pequena pausa e finalizou: “Na verdade, as transformações exigem grandes esforços que nem todos parecem dispostos a operar. Pensam ser mais fácil rogar por um milagre, que nunca virá, pois o bom educador não faz o dever do aluno. Roga-se por socorro para que se materialize um castelo de muros altos a garantir privilégios e mordomia, quando, na realidade, a ajuda sempre chegará em forma de ponte, toda vez que existir a vontade sincera do andarilho em caminhar e atravessar o abismo”.

Fonte:
http://yoskhaz.com/2015/12/03/o-escudo-contra-o-mal/

sábado, 26 de março de 2016

Ame o próximo como a ti mesmo!

Uma frase que temos bem interiorizada, mas que em poucas ocasiões cumprimos com o que diz, é a “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Uma frase profunda, com muita informação moral e educativa que, dependendo do momento, torna-se apenas mais uma frase com significado ignorado pelos nossos atos.
Em algumas ocasiões não somos conscientes de que estamos fazendo algo que antes criticávamos. Talvez não sejamos capazes de controlar e abrir os olhos diante de algo que não estamos de acordo, mas que antes fizemos.
O ser humano é incoerente?
Uma das coisas que, pessoalmente, não consigo suportar, é a incoerência. E nela está o ponto principal. Se você não gosta que se intrometam na sua vida, por que você se intromete na vida dos outros?
É importante levar em consideração que o ser humano está em contínuo processo de mudança. O que hoje me parece correto, amanhã pode ser que não seja. Hoje posso querer me casar e dentro de alguns anos não queira mais. Isso é comum, pois evoluímos, amadurecemos, mudamos… As experiências marcam nossa vida e a modificam. Nunca deixamos de aprender e, da mesma maneira, nunca deixamos de evoluir.
Mas, o que acontece quando penso em uma coisa e imediatamente faço o contrário? Isso não é evoluir, isso não é mudança nem amadurecimento. Isso é pura incoerência. E podemos ser incoerentes? Sim, podemos. Ninguém nos impede de sermos assim, pois não estamos presos a nada. Mas, pense em sua estabilidade emocional.
Devemos saber quem somos e agir de acordo com este conhecimento. Não podemos pensar algo e fazer o contrário logo depois.
Sim, me irrita lidar com pessoas incoerentes, pois a própria pessoa incoerente deve ter infinitas ideias mescladas e nenhuma clara em sua cabeça. Isso faz com que sejam muito pouco idôneas para argumentar e defender seus próprios pensamentos e atos.

Não quero isso, mas o faço
As pessoas incoerentes geralmente fazem coisas que não querem que os outros façam com elas, mas como podem pensar assim? É algo egoísta e impossível. Se não querem que mintam para você, mas você mente para os outros, inevitavelmente você vai atrair um monte de mentiras.
Por acaso você já ouviu que, se você for negativo, atrairá somente coisas negativas, mas se você for positivo só atrairá coisas boas? Talvez você não tenha consciência disso, ou talvez tenha. Mas a verdade é que quanto mais positivo você for, melhores serão as coisas. Saiba como fazer isso:
* Não minta e não permita que mintam para você. Não assuma uma mentira por vingança. Aposte na transparência.
* Não deixe que ninguém faça você se sentir mal e não faça isso com os outros. Por acaso você se sentiria bem fazendo o mal a alguém? Se você não gosta quando fazem isso com você, não pague na mesma moeda.
* Rodear-se de gente positiva e que seja o oposto de você pode ajudar a deixar de fazer com os outros o que você não gostaria que fizessem com você. Nutra-se de pessoas boas que não desejam o mal a ninguém e que ajam com coerência.
* Elimine as pessoas que não são seus verdadeiros amigos na vida. Assim você evitará pensar sempre em fazer o mesmo que fazem com você e que lhe causa dor.
* Nunca odeie, pois odiar é algo que só você permite. O ódio só atrai sofrimento, e você merece ser feliz.
Muitas são as situações que fazem com que façamos aquilo que não gostamos com os outros. Seja por vingança, ódio ou qualquer outro motivo. Mas, isso lhe faz feliz? A resposta é “não”. E como mudar? Como vimos, se você não gosta quando fazem isso com você, liberte-se! Busque pessoas positivas que só proporcionem coisas boas a sua vida.

Fonte:
http://amenteemaravilhosa.com.br/nao-faca-os-outros-voce-nao-gostaria-fizessem-voce/