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sábado, 21 de janeiro de 2017

A importância do diálogo

Todo mundo fala que é importante dialogar, mas ninguém ensina como; e por vezes até parece que falamos línguas diferentes. A diferença das linguagens que usamos é tanta que chego a pensar ser necessário um dicionário para cada sexo.
Tá, eu sei que pareço sexista, mas... atire a primeira pedra quem nunca disse uma coisa querendo dizer outra.
Tem livros que explicam várias diferenças entre os sexos, mas creio que um em especial melhore o diálogo: "Homens são de marte, mulheres são de vênus". Para melhor expor minha ideia, vou usar o próprio livro em questão 👇:
O livro cita a técnica da "carta de amor" como estratégia para comunicar nossos sentimentos negativos e pedir ajuda do nosso amor para modificar essa realidade. Escrever é uma maneira muito boa de percebermos o quanto podemos ser agressivos sem necessidade e ajustar a abordagem, e diminuir a intensidade das emoções negativas. Mas não se esqueça de escrever também a "carta-resposta" para ajudar ao seu amor a encontrar uma solução.
Com o tempo, essa técnica vai se entranhando tanto nas nossas atitudes que o diálogo futuramente fluirá como quem escreve, lê e responde a uma carta de amor (sua ou do seu amor).

  1. Date e enderece a carta ao seu amor e se permita imaginar que ele te ouve com amor e compreensão (entender é diferente de concordar, viu? Abra sua mente e seu coração para isso).
  2. Expresse de maneira simples e verdadeira seus sentimentos: raiva, tristeza, medo, arrependimento e amor (nessa ordem).
  3. Mantenha cada seção com a mesma extensão e não conclua a carta até expresse todas as emoções e sentimentos, principalmente o amor.
  4. Assine ao final com seu nome ou apelido dado pelo seu amor.
  5. Adicione um PS para sinalizar ao seu amor a atitude que te faria feliz.
Quer ensinar ao seu amor como atender melhor aos anseios do seu coração? Carta-resposta (ou PS) nele! Afinal, se você não recebeu na educação como adular, agradar  e exaltar o seu amor... o que te faz pensar que ele recebeu essa orientação e saberá o que fazer e como proceder mediante tantas acusações e frustrações mesmo que tenha explicitado que ainda o ama muito?
Ahh, vai parecer forçado e eu quero que venha do coração! Deixe de bobagem: às vezes é muito difícil admitir um erro ou ter um comportamento diferente do habitual e não enxergue essa atitude de tentar te agradar com algo que você pediu como uma "cola" e indigno  de ser apreciado; ao contrário, aprecie o esforço empregado porque as chances de ser mais bem feito numa próxima vez aumenta (a gente sempre se esforça mais e mais quando sabemos que seremos apreciados). Perceba que escrever uma resposta é um sinal de que se apto a receber ajuda e apoio.
  1. Obrigado(a) por... (amar ou compartilhar sentimentos)
  2. Eu compreendo... (os motivos que causam sentimentos e emoções negativas)
  3. Sinto muito... (que haja sinceridade aqui)
  4. Você merece... (explicite o pedido de maneira verdadeira e simples)
  5. Eu amo... (porque ouvir que é amado é muito bom)
Para melhorar nossa vida ainda mais... 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Natal em família?!

Fim de ano, época de festas, confraternizações, alegria e, para muitos, aborrecimentos. Os dias que antecedem o Natal trazem a necessidade de tomar decisões aparentemente triviais, mas que podem trazer problemas para o próximo ano inteiro. Decidir que presente vai dar para quem talvez seja o mais fácil de resolver. Decidir onde vai passar a noite de Natal e o almoço de Natal é a decisão mais arriscada, principalmente para adultos que já construíram uma nova família, além de sua família original.
Tradicionalmente o Natal é considerado como a festa para se passar em família. É aí que entra a questão: qual família? A que você construiu pelo casamento ou morando com alguém? A família em que você nasceu e foi criado? A família da pessoa com quem você construiu uma outra família? Quem não casou não está isento desse conflito, porque muitas vezes os amigos formam um grupo tão ou mais coeso que uma família, e nessa hora esse grupo também entra no rol de possibilidades.
Há alguns momentos dessas 48 horas (dias 24 e 25) que são mais importantes que os outros? Ou seja, há um horário nobre do Natal? A maioria das pessoas tende a considerar a noite de 24, até a meia-noite, como a apoteose da festa. Por conta disso, este é o momento mais crucial para decidir.
Um exemplo comum é o de um casal com filhos cujos pais são vivos. Vão passar o Natal em sua própria casa, com seus filhos? Vão para a casa dos pais do marido? Para a casa dos pais da esposa? Vão juntar todo mundo? Vão passar a noite de 24 com os pais de um e o almoço de 25 com os dos outro? E os cunhados e cunhadas, vão poder ajeitar seu horário de forma que coincida com os seus?
Decisão difícil... O difícil não é decidir onde você vai passar a noite de 24, mas onde vai deixar de passar."O difícil não é decidir onde você vai passar a noite de 24, mas onde vai deixar de passar." Cobranças, reclamações, mágoas... Prepare-se, elas virão de algum lugar.
Por que muitos de nós precisam sentir-se prestigiados pela escolha dos filhos em passar a noite de Natal em nossa casa? O que representa um filho não vir para a noite de Natal? Ele me ama menos? A família em que ele foi criado é menos importante para ele do que a família que ele construiu? Por que me sinto menos por ele não vir na noite de Natal? Por outro lado, por que sinto mais obrigação do que prazer em passar o Natal com os meus pais ou os meus sogros? Por que sinto tanto medo de magoar?

Como em todo relacionamento, a dificuldade de comunicação é um pedregulho no sapato. Deixamos de falar o que pensamos e, principalmente, o que sentimos, com medo de magoar, com medo de ser mal interpretados. Muitas vezes, pequenos problemas que não são falados, vão crescendo dentro de nós até o dia em que ou explodimos ou evitamos o contato. Numa data como o Natal, na qual as pessoas podem sentir-se obrigadas a estar juntas, é natural que esses sentimentos e mágoas que carregamos no bolso do coração entrem em ebulição novamente, causando mal estar. Sem dúvida, este não é o melhor momento para trazer à tona assuntos tão delicados que vêm sendo escondidos ou cultivados com pitadas de ressentimento, raiva, incompreensão, intolerância. Porém é possível dizer o que você sente em relação a uma situação que se apresente no momento, tomando o cuidado para não contaminar com as mágoas escondidas. Expressar o que você sente é o primeiro passo para estabelecer ou melhorar uma relação familiar. Não confunda expressar seus sentimentos com o muro das lamentações! Dizer o que você sente não lhe exime das suas responsabilidades em tudo o que lhe acontece, quer dizer, a culpa do que lhe acontece de errado não está nos outros.
Construímos nosso destino com aquilo de que dispomos, com o dinheiro que ganhamos, com o DNA que herdamos, com a educação que recebemos, com os amigos que fazemos. Seguimos (ou não) um mapa inconsciente que desenhamos com o nosso eu interior, e que mostra para onde apontam nossos propósitos e intenções mais profundos. Se ignoramos o mapinha e vamos para onde o mar da rotina e do conformismo nos leva, isto é nossa responsabilidade e não devemos acusar os outros por isto.

Voltando ao Natal, para sua decisão, busque aquilo que lhe é possível neste momento, mas procure perceber aquilo de positivo que traz união à sua família. E expresse o que você sente, seja por palavras, por um abraço, um tapinha nas costas, um sorriso. O espírito de Natal, afinal, é constituído pela união de nossos corações.
Feliz e expressivo Natal! Paz em seu coração!

Fonte:
http://www.personare.com.br/voce-gosta-de-natal-em-familia-m1052

sábado, 8 de outubro de 2016

E a sua criança interior?

As dificuldades e conflitos que você sente podem ser um reflexo da falta de conexão com sua criança. Sabe que ao reencontrá-la, ela poderá te ajudar? O fato de negar essa criança e suas necessidades pode fazer com que você busque satisfazê-la sem controle, pois tudo acontece de forma inconsciente. Ou seja, você não pensa para agir desse ou daquele modo, simplesmente age, e quando isso acontece, provavelmente quem está agindo é sua 'criança', sua parte inconsciente.
Todos nós temos dois aspectos em nossa personalidade: o 'adulto' e a 'criança'. Quando essas duas dimensões estão em sintonia, temos uma sensação de totalidade. Quando por alguma razão estão desconectadas, a sensação interior poderá ser de conflito e vazio.
Quando criança, buscamos aliviar nossas necessidades de forma imediata. Por exemplo, a criança quando quer comer, não quer saber se tem comida, quem vai fazer, se tem dinheiro, ela quer comer e pronto! Quando ela quer dormir, não pensa se pode ou não pode dormir naquele exato momento, ela simplesmente dorme! Ou seja, espera que suas necessidades sejam atendidas na hora. Quantos adultos não agem como criança e desejam que seus desejos e necessidades sejam satisfeitos da mesma forma: imediatamente? As pessoas que têm dificuldade em obter controle em suas ações, geralmente, agem da mesma maneira, não pensam, simplesmente agem, sem medir as conseqüências.
A criança interior quando se sente desesperadamente isolada e solitária, por não ser reconhecida e nem atendida em suas necessidades, em geral é impulsiva, sem controle dos seus comportamentos, fazendo as coisas sem pensar, como comer, comprar, beber, jogar... tudo de maneira compulsiva. A criança geralmente tem um adulto que pensa por ela e a orienta de maneira adequada, mas e você?
É importante, portanto, não agir como a criança que quer tudo na hora e aprender a adiar o prazer. Mas como fazer isso? Para aprender a entrar em contato com a criança que você foi um dia, procure lembrar de como se sentia quando queria algo e como suas necessidades eram atendidas. Você passou por algum tipo de privação? Ou aconteceu o contrário, tinha tudo que queria, na hora que queria? Primeiro identifique as situações e comportamentos em que não consegue ter controle. Quando surgir alguma dificuldade, é importante identificá-la para que não busque outras formas de aliviar a tensão emocional reprimida. Por exemplo, quando estiver com problemas no trabalho ou na relação afetiva, identifique o que te causa angústia e insatisfação e procure resolver de forma saudável, para que não busque outras formas de compensação.
Pessoas que sentem necessidade em obter satisfação imediata em alguma situação, em geral sentem essa mesma necessidade em todas as áreas de sua vida. Mas você pode ir se exercitando em adiar seu prazer de maneira imediata. Por exemplo, ao sentir necessidade em ligar a televisão no exato minuto em que entra em sua casa, tente adiar esse prazer. Se precisar comprar algo imediatamente ao ver na vitrine, tente adiar sua ida às compras em vez de comprar compulsivamente. Durante uma discussão, procure pensar antes de falar, evitando agir de maneira compulsiva. Assim estará treinando sua capacidade de adiar o prazer.
É a parte criança que age sem pensar. Mas você poderá orientá-la do que é certo. Para fazer isso, você pode deitar, fechar os olhos e imaginar-se conversando consigo mesmo quando criança, como se realmente estivesse com uma criança à sua frente, e dizer palavras que poderão ensinar-lhe como agir sem que prejudique seu adulto.
Ouça sua criança. Se você a encontrasse nesse exato momento, o que ela pediria a você? Que tal levá-la para passear, brincar um pouco mais? Quem sabe fazê-la apenas sorrir? Ouça também seu adulto e lembre-se que desejos e comportamentos atuais podem estar apenas ocultando necessidades não atendidas de sua criança.
Aprender a identificar suas necessidades não atendidas, é mais importante para você, do que satisfazer seus desejos imediatos de maneira compulsiva. Comece a pensar e agir de maneira equilibrada. Por trás de toda necessidade compulsiva existe uma criança, buscando suprir necessidades que, em geral, estão muito distantes das maneiras que os adultos buscam supri-las.
Nos momentos de desejo incontrolável, você deve pensar no que é mais importante: satisfazer um desejo imediato ou adiar o prazer e alcançar os resultados que deseja? Adiar a satisfação quando estiver diante da alguma tentação, proporcionará resultado e prazer ainda maiores. Sua motivação para atingir seus objetivos aumentará, seu amor por você mesmo e por sua criança, que na verdade não quer comida, roupas, beber, jogar, mas com certeza deseja um pouco mais de atenção, carinho e amor!
Lembre-se que a criança é toda a fonte de criatividade, alegria de viver e pureza espiritual que vamos perdendo à medida que nossas vivências vão sendo deturpadas ou agredidas pelo meio em que nos desenvolvemos. Sei que muitos de nós não tivemos uma infância magnifica e perfeita. Mas muitas vezes, a vida exige que nós voltemos ao passado para rever os aprendizados que foram úteis e que devem continuar e aqueles que devem ser reformulados e compreendidos sobre outra óptica. Para que assim podemos seguir em frente com firmeza e força. Dessa forma, segue abaixo alguns exercícios que podem facilitar este contato com a sua criança interior:
1) Fazer uma retrospectiva de como fomos criados, pois temos a tendência de nós tratarmos da maneira que nossos pais nos tratavam.
2) Converse com a sua criança interior e faça perguntas para ela. Coloque abaixo algumas perguntas de sugestão:

  • Do que você gosta?
  • Do que você não gosta?
  • O que faz você sentir medo? Por quê?
  • Como se sente?
  • O que você precisa?

3) Estimular os talentos da sua criança interior.
4) Peça para a sua criança interior fazer uma lista sobre suas dez maneiras de se divertir.
5) Visualize seu quarto de dormir quando pequeno. Lembre-se de como era o seu quarto, as cores, os objetos e o cheiro. Veja sua cama e você dormindo nela. Aproxime-se, passe a mão nos cabelos da sua criança interior e acorde-a. Olhe bem em seus olhos e pergunte a ela o que mais quer e precisa. Ouça a resposta. Depois diga a ela que está a seu lado sempre e que a ama muito. Abrace-a fortemente. Permita-se sentir a emoção deste momento.
6) Imaginar que a sua criança interior, encontra-se na sua frente e fazer a seguintes perguntas para ela:

  • O que você está sentindo?
  • O que você tem?
  • Por que você está triste?
  • Por que você tem medo?
  • O que você gosta de fazer?

7) Procure uma foto sua da infância. Olhe bem para esta criança que você foi um dia e observe o que ela lhe transmite. O que você vê? Uma criança triste ou alegre? Como é o ambiente? Você se lembra deste dia? Como você se sentia? Como é a sua expressão facial e corporal? Qual a sua idade? Se você não tem foto de quando era criança, basta procurar em revistas uma imagem de uma criança que se pareça com você. E lembrar-se desta etapa da sua vida. Depois pegue esta foto sua de criança e coloque num porta retrato. Olhe todos os dias para a foto com carinho, transmitindo-lhe amor.
8) Se apresente para a sua criança. Eu sou você hoje. Você mora dentro de mim. Como você está? Não se esqueça de anotar tudo o que você ouvir ou sentir. Pergunte para sua criança do que ela precisa? O que ela sente neste momento?
9) Abrace sua criança interior. Como você imagina esta cena? Como que é o contato? Fácil ou difícil? Quando estiver triste, abrace-se como se estivesse abraçando uma criança em seu colo. Diga palavras de tranquilidade, transmitindo-lhe muita paz e amor.
10) Compre um urso, boneca ou um cachorrinho de pelúcia e coloque em sua cama. Quando estiver triste, converse com ele, como fazem as crianças.
11) Vá ao supermercado e compre apenas aquilo que gosta. E coma, sem culpas! Mas também sem exageros.
12) Você também pode conversar com a sua criança interior através do espelho. Senta-se em frente ao espelho e comece a fazer-lhe perguntas sobre o que lhe machucou, porquê ela está triste e também para saber o que ela gosta de fazer, suas brincadeiras favoritas etc.
13) Conversar com a criança interior por intermédio da escrita. Use duas canetas com cores diferentes. Com a mão dominante você escreve uma pergunta para sua criança interior e ela irá lhe responder com a mão esquerda. Você pode se surpreender com as respostas. Ás vezes nós achamos que sabemos a respostas e surge algo completamente diferente do que esperávamos.
14) Desenhar com a mão não dominante e depois perguntar para a sua criança interior, o que ela fez.
15) Brinque com a sua criança interior. Qual era a sua brincadeira favorita na infância? Esqueça esses valores sociais que diz quais são os tipos de comportamentos adultos e infantis.
16) Reserve um tempo e leve sua criança para passear, brincar, se divertir.
17) O que fazia quando criança e não faz mais? Ver pessoas queridas, brincar, fazer nada, assistir um desenho, tomar um sorvete... Por onde andam os amigos de infância? Que locais gostaria de ir?
18) Explique para ela as situações difíceis que ela não conseguiu compreender.
19) Para ajudar a sua criança interior a se desprender de mágoas e rancores, utilize as seguintes frases, pois as palavras têm poderes de transformação e cura:

  • Eu sou uma criança amada!
  • Todos os dias e de todas as formas eu sou e estou cada vez melhor e melhor!
  • Ajustarei os meus padrões emocionais ao meu novo eu.
  • O meu novo eu reconhece a minha Criança Interior como adorável, amorosa, Sábia e íntegra.
  • Eu sou digno de ser amado, adorável e íntegro no meu adulto interior e na minha criança interior.

Durante os exercícios com a nossa criança interior, nós iremos perceber que ela é o espelho daquilo que precisamos rever em nós mesmos no momento presente da nossa vida. Não podemos apagar o que ocorreu no nosso passado, mas podemos reformulá-lo e compreendê-lo com um outro olhar. Lembre-se que no seu passado, você fez o melhor que você pode com o conhecimento que você tinha naquela época. E as pessoas a sua volta também. Espero que vocês tenham gostado do meu artigo e se vocês souberem de outros exercícios para trabalhar com a criança interior me mandem, por favor.

Fonte:
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/child.htm
http://artedeserpsicologa.over-blog.com/2013/10/exerc%C3%ADcios-para-estabelecer-o-contato-com-a-nossa-crian%C3%A7a-interior.html

sábado, 7 de maio de 2016

Eu vos declaro: Marido e... família!

Obs: como sou mulher e a maior parte do meu público é mulher... vou falar pra gente, mas adianto que a contrapartida é igualmente verdadeira. 

Ninguém avalia ou analisa a família do parceiro até surgirem os problemas. E esses aparecem e não cansam de aparecer, principalmente quando a interferência dos demais familiares se torna rotineira e carrega uma importância indevida por uma das partes. Não que se deva analisar a família, afinal encontrar o cônjuge já é bom o bastante, o que vier a mais é lucro. O relacionamento vai bem, tudo compensa para manter-se bem e feliz, mas melhorar nunca é demais e aparar certas arestas só facilitará as coisas. Existem algumas atitudes que é possível tomar para fortalecer o relacionamento (que deve ser entre duas pessoas e nenhuma a mais) sem ofender ou atrapalhar as demais relações, mantendo-se sempre a paz e a harmonia com o restante da família, todos precisamos dessas relações, assim como ninguém é feliz sozinho, os casais também não se bastam.
Relacionamento é como viajar por um país estrangeiro e desconhecido - é preciso entender os novos costumes, a nova língua e valores diferentes. Mas, como se já não bastassem você e ele para armar a saborosa desordem no exercício da comunicação, ainda existem aqueles parentes do parceiro que grudam como chiclete e insistem em fazer parte da nova família. No começo, você aceita e acha graça, até sentir a pedra no sapato. Eles começam a meter o nariz onde não são chamados, ou, ainda mais abusados, fazem questão de distribuir alfinetadas. Sabe aquela velha história de que quem casa também leva a família do amado de brinde? É por aí mesmo, mas, convenhamos, tudo tem limite. Ainda mais quando o que está em pauta é o seu relacionamento.
Fogo cruzado
Família, diferenças culturais, sociais, de interesses e outras tantas que a gente percebe só pela convivência figuram como grandes motivos que levam ao fim de uma relação, ainda mais se o casal se deixar levar pela falsa crença de que "quando casar, sara". Não é bem assim. Diferenças existem e vão continuar existindo, não se iluda achando que conseguirá transformar seu marido em outra pessoa e fazê-lo ser mais ambicioso, ou simplesmente recolher as cuecas do chão, tirar a toalha molhada da cama ou ajudar nas tarefas de casa de um dia para o outro. E, se necessário for, a família certamente colocará lenha na fogueira, porque vai defender os valores, hábitos e costumes próprios - e não os seus.
"As pessoas que esperam uma companhia perfeita e ideal se frustram ao se depararem com uma ‘pessoa real', porque as diferenças sempre existem e elas costumam ser vistas como falhas", explica a psicóloga Karen Camargo. A psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari vai ainda mais fundo ao comentar sobre o assunto: "Os opostos se atraem, mas dificilmente ficam juntos". Segundo ela, as diferenças podem gerar conflitos, mágoas e até raiva se não forem bem administradas. Do contrário, podem até se tornarem um delicioso tempero na relação.
Portanto, se você não colocar as diferenças na balança e pesar seus prós e contras, é possível que você acabe se decepcionando.
1. Imponha limites - Caso seu esposo ou esposa priorize as vontades e opiniões dos demais familiares colocando as suas em segundo plano, procure entender, não exigir. Tente descobrir as razões, explique como se sente e demonstre que na sua vida ele vem primeiro e que gostaria que fosse recíproco. Mostre com atitudes a importância de serem primeiramente um casal, para então juntos serem filhos, cunhados, irmãos, primos e afins.

Quem casa quer casa
Nada mais verdadeiro do que essa pílula da sabedoria popular - "quem casa, quer casa". Não é que a família não seja importante e deva ser esquecida pelos pombinhos. A psicóloga Karen Camargo explica que ela é, sim, essencial, porque é um núcleo de afeto, compreensão, amor e compartilhamento. Mas, quando se está formando uma nova família, cabe manter uma distância segura e saudável da anterior, porque proximidade demais atrapalha a nova trajetória a ser seguida pelo casal e as novas regras que serão estabelecidas.
Para a socióloga Mirian Goldenberg, o problema é que, na nossa cultura, o cordão umbilical demora muito tempo para ser rompido - e às vezes nunca é. "Aqui no Brasil, a família é colocada num patamar quase que divino. Ela é o paraíso, o porto-seguro, e praticamente dona do indivíduo", analisa Mirian. Sendo assim, somos culturalmente acostumados a casar com os parentes do parceiro. E, se existe sogra jararaca, é porque assim permitimos, damos "intimidade" para a interferência indesejada.
2. Morando perto e agora? - Morando juntos ou próximos dos parentes, para muitos casais é sinal de problema. Pode até ser, mas os problemas podem surgir de perto ou de longe e afetar a vida conjugal na medida em que vocês permitirem. Alguns casais passam a ter conflitos quando, por alguma razão os pais vêm morar com eles. Cuidar de um idoso, ter uma ou duas pessoas a mais na casa, mais alguém para opinar na decoração e no cardápio não é nada atrativo. Mas pode ser mais útil e mais interessante do que o medo lhe deixa perceber. Longe ou perto demais da família os casais precisam distanciar-se um pouco, impor um limite para manter a relação e deixar claro para todos que se importam um com o outro, que gostam de estar juntos e valorizam os momentos de privacidade, seja saindo para jantar ou assistir a um filme sozinhos em casa. Até na hora de curtirem-se morar perto pode ajudar mais do que atrapalhar.
3. Mas a família é grande demais! - E todo mundo quer se meter. Colocar um aviso na porta escrito "em vida de marido e mulher ninguém mete a colher" pode resolver, mas criará um novo desconforto, então seja mais delicado e compreenda que todos fazem por amor ou por desejar o melhor. Vocês podem ouvir todos os conselhos, mas não precisam dar ouvidos. Ponderem, discutam, reflitam sobre o que se pode aproveitar e não deixem que a palavra final na relação venha de nenhum terceiro, mesmo que seja o papai ou a mamãe. Lembre-se que quanto maior a família maiores são os conflitos, maiores os problemas, mais crianças, mais bagunças e... Mais experiências, mais crescimento e mais pessoas para dividir suas dificuldades também.

Só você e ele
A solução contra os parentes intrometidos não é gritar, espernear, se trancafiar numa masmorra com o marido ou arrumar as malas e sair de casa. O mais importante é fazer com que te respeitem e não é se descabelando, saindo do controle, que você vai conseguir isso. Os limites podem ser colocados de forma muito suave, mas firme. Se você não gosta que a sogra ligue para a sua casa domingo às 8h da manhã, converse primeiro com o seu marido e depois estabeleçam os limites de forma educada e afetiva.
Atenção: limites e não exclusão. Jogar o marido contra a própria família e torná-la uma rival não irá resolver nada, sem contar que o feitiço pode acabar virando contra a feiticeira - vai que ele escolhe ficar do lado da família? "O ideal é estar próxima aos parentes, mantendo os limites de ambas as partes. Esse é justamente o grande desafio dos casais recém-casados, o de colocar freios de uma maneira educada e ponderada, sem agressões", ressalta Karen Camargo. E com tolerância!
Além do mais, leve em consideração que a família dele não está sempre errada em todas as atitudes e colocações. Vez ou outra pode ser essencial você ouvir o que ela tem a dizer. Afinal, foi com ela que o seu marido passou a maior parte da vida até agora. Nada impede, também, que você recorra à família dele em busca de orientação naqueles dias em que nem muito chamego parece dar jeito no clima tenso entre vocês. "Isso ajuda até a fortalecer os vínculos", garante a psicóloga Olga Tessari.
Ressalte-se que é praticamente impossível para alguém se desligar totalmente de sua família de origem, por piores que sejam. Imagine, por exemplo, um de seus filhos depois de adulto se casar mas você não se dá bem com sua nora, por qualquer razão. Aí ela exige que seu filho não tenha mais contato com você. Você jamais aceitaria isso, e essa exigência colocaria um estresse muito grande na relação. Seu filho ficaria dividido entre agradar a mãe e a esposa, e nunca conseguiria fazer os dois.
É o que acontece com muitos maridos. Ele não tem controle nem culpa das maldades deles. Sim, ele poderia e deveria ficar mais do seu lado quando você é atacada por eles. Nisso ele falha. Mas essa falha é comum em situações assim. O homem, especialmente, tem muita dificuldade de achar um equilíbrio nesse ponto. Mas você pode ajudá-lo a encontrar esse equilíbrio.
O que aconteceria se você mudasse a sua ótica da situação? E se você deixasse de ver isso como “ou eu ou eles” e passasse a ver como “meu marido não tem culpa da família que tem”?
Nós podemos escolher nossos amigos, mas não nossa família. Quando nos casamos, isso é um fato que deveríamos considerar bem. Cada um traz consigo a família que tem. E seu marido, infelizmente, tem a que tem. Mas não é ele digno de seus esforços? E seus filhos também?
O que recomendamos nessas situações é que o cônjuge maltratado pelos parentes (você) aja com diplomacia. Você não tem que cair de amores por eles, mas também não precisa fazer uma guerra fria. Você pode ser diplomática, cordial, educada, sem precisar paparicar a família dele. E principalmente, você tem que parar de criticá-los. Todas as vezes que você critica a família do seu marido, ele recebe isso como uma crítica a ele mesmo. Não funciona. (Ele obviamente não compartilha mais da família com você porque teme suas críticas.) Tudo isso você faria POR ELE, não pelos parentes dele. E em troca, você exigiria dele que lhe protegesse e tomasse o seu lado em casos de ataques.

4. Não sobra tempo - Trabalha-se muito, estuda-se muito, os cuidados com os filhos demandam tempo demais e o pouco que sobra sempre tem uma festinha de família ou um almoço na casa de alguém. Um casal precisa viver, manter-se como casal. Nem que seja sacrificando uma festa aqui ou um almoço ali, é importante reservar um tempo para desfrutarmos da companhia de quem escolhemos e amamos. Se não sobra tempo, tire de onde tem demais.
5. O filho é meu - Você planejou, gerou, criou e educou. Agora todos se sentem no direito de, no seu ponto de vista, estragar tudo o que você lutou para repassar ao seu filho. O filho é seu! Também. Ele é seu filho e do seu esposo. Mas é sobrinho, primo, neto, amigo, aluno, enfim, ele pertence a outras pessoas também. Porém, isso não o tira de você. Nem as influências que receberá destruirá tudo o que você construiu. A base que fundamentaram juntos, como casal, depois como casal com filhos, é tão sólida que resistirá ao que vier de fora de maneira que o que for contrário não terá a mesma importância. Uma vez compreendido pelo casal que o que realmente impera é a vontade de ambos, os filhos consequentemente valorizarão primeiro o que vem dos pais.
Acima de qualquer coisa a família é prioridade na vida de qualquer indivíduo, não tem como escolher entre o pai e o esposo, a mãe ou a esposa. O cônjuge precisa reconhecer essa impossibilidade e ser grato por isso. Por outro lado, os pais, irmãos, primos, cunhados e toda a parentela, precisam respeitar o limite do outro e sua individualidade matrimonial. Se cada um entender e cumprir seu papel a vida da grande família será harmoniosa e equilibrada, afinal somos dependentes e necessitamos uns dos outros para sermos felizes ou simplesmente existirmos. Por experiência própria sei da importância dessas relações, sei que estar próximo, mesmo que sofrendo uma interferência aqui outra ali, é mais válido do que se distanciar ou conflituar-se.
Uma família começa por um casal. Uma família divide-se para se formar um casal. A perda que seus pais ou sogros sofrem é confusa e difícil de lidar, mas com maturidade, compromisso, amor e amizade tudo vai se encaixando e fortalecendo-se uma família cada vez maior.
Amiga, tudo é negociável. Pense nos objetivos a longo prazo. Não houve traição nem outras coisas mais graves para justificar o fim do casamento. Não seja tão difícil, inflexível assim. Acredite: divorciar por isso não valerá a pena. E saiba que no final, se vocês divorciarem, o principal responsável não terá sido o seu marido nem a família dele, mas sim o seu coração endurecido. Você tem que quebrar as pedras do seu coração.
Pela dureza de seus corações é que o divórcio acontece. (Jesus, Mateus 19.8)

Fonte:
http://blogs.universal.org/renatocardoso/blog/2014/04/07/escolha-ou-eu-ou-seus-parentes/
http://www.bolsademulher.com/amor/pacote-completo
http://familia.com.br/8008/casamento/colocando-limites-na-familia-do-conjuge-para-preservar-sua-relacao

sábado, 5 de julho de 2014

Morando com a sogra

Se a convivência apenas do casal exige paciência e compreensão para evitar brigas, imagine ter que conviver com uma terceira pessoa, a sogra. Existem casais que são obrigados a conviver com outros parentes como sogra, sogro, irmão, cunhado etc, devido ao fato de não possuírem casa própria ou de os parentes não terem onde morar, mesmo que seja provisoriamente. Ou seja, ou o casal morar na casa de parentes ou parentes moram na casa do casal.
É nessa situação que a dificuldade em conviver bem surge. Se o convívio entre o casal já não é fácil, imagine conviver com outras pessoas. E o pior, como os familiares que moram junto são do marido ou da mulher, e nunca dos dois, sempre um deles se sentirá isolado em algum momento.
Como, de maneira geral, essa situação é transitória, passageira, geralmente até o casal ou os parentes irem para sua própria casa, é importante manter a calma. Enquanto isso não acontece, o importante é tentar conviver da melhor maneira possível, já que muitos casamentos são abalados ou até mesmo acabam devido a intromissão ou difícil relacionamento com parentes, principalmente a sogra. De maneira geral o convívio com a sogra é mais complicado devido ao fato de elas se intrometerem mais na vida do casal.

Dicas para evitar brigas
Seja compreensivo – por mais difícil que seja, entenda que a mãe do seu cônjuge cuidou dele desde o seu nascimento, e não é porque ele casou que ela vai deixar de ser sua mãe. Sendo assim, mesmo depois de casado a mãe continuará agindo como sempre agiu. Normalmente não é nada pessoal contra você, ela apenas continua cuidando do filho (a).
Não é seu território – se você estiver com sua sogra, na casa dela, você deverá seguir as regras dela. O ideal, nessa situação, é evitar de se expor demais, evitar agir como se fosse dono da casa, mandando e desmandando. Afinal, ninguém gosta de pessoas de fora querendo mandar em sua casa.
Aceite as diferenças – cultura diferente e estilos de vida diferentes costumam causar um choque no convívio. Aceitar que a sogra e outros parentes tiverem criação diferentes e portanto tem gostos e costumes diferentes é o primeiro passo para evitar confusões.
Seja indireto – se a sogra fizer ou falar algo que o desagrade, não reclame ou crie uma discussão imediatamente. O ideal, é deixar para depois. Em outro momento, com calma, diga ao seu cônjuge que ficou chateado com o que fizeram, sem brigas . Ele providenciará que a sogra não faça novamente.
Se imponha – apesar de ser importante ser compreensivo, você deve saber limitar seu espaço e impor as regras gerais da casa. Deixando todos muito à vontade, uma hora ou outra vão começar a fazer algo que irá desagradá-lo diariamente. Um exemplo disso é assistir TV em alto volume muito tarde à noite, por exemplo. Neste caso, é importante deixar claro desde o início que não se deve fazer assistir TV com som alto tarde à noite.
Tenha paciência – se a situação for provisória, como é na maioria dos casos, espere. Não se desespere, não “chute o pau da barraca”. Coloque na cabeça que logo sua sogra e familiares, se for o caso, logo irão embora.

Resumindo, o segredo é tratar a todos com educação e se impor com elegância.
Sou a prova viva disso!

Fonte: 
http://www.gigaconteudo.com/morar-com-sogra-dicas-para-evitar-brigas-e-conviver-bem

sábado, 28 de junho de 2014

Blindando o casamento

Viver com uma pessoa a vida todo exige esforço. Que o digam os apresentadores do programa The Love School – A Escola do Amor, na Rede Record, Renato e Cristiane Cardoso. Casados há 21 anos e pais de um filho adotivo, eles enfrentaram muitos problemas no começo, quando foram morar nos EUA. Principalmente por não se conhecerem direito... “(Ele) Ficava de cara amarrada comigo por dias”, lembra Cristiane, no livro Casamento Blindado (Editora Thomas Nelson, 272 págs.), já nas livrarias.
Além de contar a própria história e esmiuçar a rotina de um casal, na obra os autores dão 27 dicas para que, assim como eles, você supere as dificuldades e blinde seu relacionamento. Arregace as mangas e não perca a fé, porque vem muito trabalho por aí!

1. Converse sempre
Não deixe para depois! Uma ferida aberta só piora com o tempo. Converse até que consiga resolver o que incomoda você.

2. Filtre as palavras
Converse, mas nunca no calor da emoção. Estar nervosa não justifica agredir o companheiro, física, verbal ou emocionalmente.

3. Levante a autoestima dele
Os homens se sentem valorizados quando recebem um elogio. Isso faz com que ele queira se aproximar de você. Vale também cozinhar algo que ele goste e esperar por ele de banho tomado e perfumado.

4. Atenda aos pedidos dele
Ele pediu algo? Faça! Às vezes, é uma coisa tão simples, como uma lâmina de barbear. Se ele não abusar muito dos pedidos, que mal há em colocá-los no topo da sua lista de vez em quando?

5. Não misture os problemas
Não use uma situação qualquer para definir o caráter do seu marido. Aprenda a lidar com as situações separadamente. Não relacione um problema atual com um problema passado.

6. Deus ajuda
Não adianta só discutir ou reclamar (“Amor, você não me dá atenção!”). Ore, amiga! Peça a Deus que toque no coração do seu marido e ajude você a lidar com a situação.

7. Saiba relevar
Muitas vezes, o assunto não vale o tempo e o desgaste de uma discussão. Então, releve. Quando seu marido quiser discutir, beba um pouco d’água, mas fique com ela na boca por dez minutos antes de engolir. Boa, né?

8. Evite respostas atravessadas
Uma briga enorme pode começar só porque um deu uma resposta atravessada para o outro. Em vez de dizer "“Você é um grosso!”", diga "“Amor, quando você está ocupado e eu lhe pergunto uma coisa, às vezes a maneira como você me responde me faz me sentir mal”". Esse detalhe faz diferença.

9. Cuide da aparência
Casamento não é licença pra virar baranga! Depois do “sim”, tem que manter o clima de conquista. Do mesmo modo, você não quer um cara desgrenhado do seu lado!

10. Piada sem graça, não!
Cuidado com o que fala para os amigos sobre seu marido, hein?! Procure não expor falhas e fraquezas dele. Isso pode fazer seu companheiro pensar que você o considera inferior!

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/familia/reportagem/casamento/10-segredos-pra-blindar-seu-casamento-divorcio-698987.shtml