sábado, 4 de junho de 2016

Complexo de Inferioridade

Vou tirar esse mês romântico, dos namorados, pra tentar entender porque tantas mulheres (e homens, porque não?) se deixam levar por abusos e se mantém num relacionamento tóxico.
Então, vamos começar pelo sentimento de sentir-se menor porque talvez seja a melhor explicação.

Entender o que se passa com nossos sentimentos é o segredo para encontrar o bem-estar interior. Muitas vezes, temos a sensação de que não somos competentes o suficiente para algo, ou ainda, para alguém. E mais do que isso, situações rotineiras acabam nos levando a beira do abismo. Entender que sentir-se inferior é um complexo pode te ajudar a reverter a situação e ser mais feliz. 
Se situações do trabalho te fazem sentir menos que alguém, ou se um mulher bonita te deixa tão mal a ponto de desistir de sair ou criar 'picuinhas' com seu namorado, significa que você tem complexo de inferioridade. É normal nos sentirmos assim vez ou outra, mas quando a situação leva a loucuras e gera situações que poderiam ser evitadas se não fosse a sua 'piração', é hora de procurar ajuda.
A denominação "complexo de inferioridade" foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social. Esse complexo pode ter origem na infância, especialmente em três situações especial que tendem a resultar no complexo de inferioridade: 
1. Rejeição: A criança não encontra na família o apoio necessário para seu desenvolvimento emocional. Muitas vezes, uma gravidez indesejada por exemplo, pode resultar na falta de amor, na falta de compreensão, na falta de carinho - fatores essenciais para a criança desenvolver a confiança. Ou seja, se ela não sente confiança em suas habilidades e não se sente digna de receber amor e afeto dos outros, quando adulta, a tendência é que ela venha a se tornar uma pessoa mais fria, dura, ou extremamente carente e dependente da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que ela fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas.
2. Mimo: O contrário da falta de afeto também pode resultar em complexo. Isso porque uma criança excessivamente mimada e/ou superprotegida pode desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentir confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por ela.
3. Inferioridade Orgânica: Refere-se a inferioridade por conta do aspecto físico, seja ele uma doença ou enfermidade, ou ainda um excesso de peso, por exemplo. A criança que sofre com esse tipo de 'preconceito' tende a se isolar, até mesmo por conta de bullying. E isso acontece justamente como fuga da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com elas. 
Obviamente, cada item deve ser tratado de uma forma específica, mas para ambos, é necessário que exista um incentivo à superação de suas dificuldades, seja para compensar a fraqueza física, seja para encontrar um apoio.  

Como se livrar do Complexo de Inferioridade?
Agora que somos adultos e temos como avaliar tal situação, cabe a nós mesmos revertê-la para encontrarmos a felicidade pessoal. A melhor forma é procurar ajuda especializada, como um psicólogo por exemplo. No entanto, atitudes simples podem ajudar no seu equilíbrio emocional:
- Evite comparações. A principal característica do complexo de inferioridade é ficar se comparando com outros, ou comparar o seu relacionamento com os de outros. A verdade é que essa comparação nunca é positiva e não vai te fazer se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes. Então, quando esse sentimento de comparação chegar, exercite seu cérebro para tomar o controle e mude o caminho de seus pensamentos. A primeira etapa é justamente ensinar a mente a mudar o caminho do pensar. 
- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas. Para isso, faça uso de outras ferramentas para olhar a situação. Como você está acostumado a ter esses pensamentos de inferioridade, seu cérebro já anda nessa direção. Então, identificando este percurso, procure agora analisá-lo por outros ângulos. Descubra dentro de você o porquê das coisas, vasculhe sua infância e entenda que só você tem o poder de fazer diferente. 
- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente para alcançar o futuro que almeja. 
- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui. Imagine o que quer ser. E faça ser. 
- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar.
- Aprenda com os erros.  Não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!
- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!
- Faça psicoterapia. Não é porque está em último lugar, que é menos importante. Na verdade, a psicoterapia deve ser o primeiro passo para tudo. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.

Fonte:
http://www.rac.com.br/_conteudo/2014/09/especial/estilo_rac/209518-complexo-de-inferioridade-entenda-o-que-e-e-saiba-como-se-livrar-dele.html

sábado, 28 de maio de 2016

Complexo de Jocasta

João Velho (Édipo) e Letícia Spiller (Jocasta)
Jocasta foi a mãe de Édipo (ler último post sobre o Complexo de Édipo), posteriormente sua esposa e mãe de suas 4 filhas.
O termo Complexo de Jocasta foi proposto por Raymond de Saussure quase 100 anos atrás. Ele designa a ligação afetiva deturpada que algumas mães sentem por seus filhos. Uma forma de amor que pode variar desde a superproteção com características simbióticas até fixações sexuais em relação ao filho.
É mais comum encontrarmos a variação do complexo de Jocasta naquela mãe que parece que não quer que seu filho cresça – pois significa que ele se afastaria dela. Que seja sempre “SEU bebê”.
Tudo bem, entendo que quase sempre ao mesmo tempo em que os pais ficam contentes por verem o desenvolvimento de seus filhos eles podem sentir aquela tristezinha de vê-los ficando independentes… isso não é sinônimo de  complexo de Jocasta. O problema ocorre quando os pais não enxergam (negação) que os filhos devem ter  outros papéis na vida  para que sejam felizes.
É aquela mãe que não aceita nenhuma das namoradas que o filho escolhe…  Como se o filho ainda fosse dependente e não soubesse fazer escolhas. Ela é quem sabe.
É aquela mãe superprotetora que vê o filho já grande cometendo atrocidades e ela ainda assim o protege… como se ele fosse incapaz de ser responsabilizado.
É a mãe que o superprotege fazendo tudo por esse filho – desde sua comidinha favorita até se matando para agradá-lo em suas necessidades mais caras e extravagantes. Como se ele próprio não pudesse trabalhar ou fazer sacrifícios para realizá-la. E o que vem fácil geralmente não tem valor.
A consequência desse tipo de comportamento é um adulto infantilizado e narcisista que não consegue assumir compromissos na vida. Espera ser servido. Não tem limites e pode manipular os outros em seu próprio benefício por considerar-se muito especial. Sim, pois ele sempre esteve neste lugar, neste pedestal. E a vida real – e os relacionamentos com as mulheres reais – fica muito difícil de ser levado já que o lugar junto a mãe é muito mais sedutor.
Vou dar um exemplo que pode facilitar o entendimento do que é o complexo de Jocasta:
Conheço uma senhora que tem 4 filhos adultos (entre 30 e 40 anos) e nenhum deles se casou. Ninguém prestava para estar com seus filhos. E essa sogra se envolvia tanto nos relacionamentos de seus filhos que as pretendentes não aguentavam e iam embora. Era uma eterna briga entre nora e sogra. Dois desses filhos ainda moram com a mãe.
Essa senhora tem um neto de 8 anos – fruto de um relacionamento falido de um de seus filhos . Esse neto gosta muito da avó que sempre o enche de presentes, guloseimas e chupeta(!). Presentes caros, guloseimas calóricas e chupeta de bebê. Ele é criado pela mãe e sempre quer ir na casa da avó. Na casa da mãe as guloseimas são reguladas, a chupeta já foi tirada – com muito sacrifício – e tem brinquedos sim. As vezes ganha um mais simples no dia a dia, mas presentes caros são reservados para o natal, aniversário e dia das crianças. Como deveria ser.
Essa mãe tem dificuldade para lidar com a sogra pois o nível de sedução por parte da última é muito grande. E é problemático na medida em que as consequências desse comportamento sedutor não estão sendo avaliadas por essa avó. Ela não colabora para que esse neto se desenvolva para a vida real. E aí ficará muito dificil sobreviver e relacionar-se com pessoas reais.  Sua preocupação é que ele seja seu. É um amor onde o outro é visto como uma propriedade.
Agora imaginemos uma situação aonde uma mulher consiga se casar com um homem que seja filho de uma Jocasta dos tempos modernos. Esse homem estará ligado primeiramente à mãe. Sua esposa não tendo o marido consigo possivelmente fará essa ligação com os filhos, repetindo a história.
Uma mulher que não tem o marido para si ainda pode ter vida própria e não ver nos filhos toda a responsabilidade por sua realização.
Quando os pais são felizes e exercem outros papéis (profissional, social, sexual, etc.) os filhos ganham esses mesmos direitos e a educação não será sinônimo de dívida e sedução e sim de amor, preparação para a vida e apoio.
É a velha e sábia história que diz que os filhos devem ser criados para o mundo…

Fonte:
http://www.terapiaemdia.com.br/?p=272

sábado, 21 de maio de 2016

Complexo de Édipo

Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais de Freud, na Psicanálise. Este conceito refere-se a uma fase no desenvolvimento infantil em que existe uma “disputa” entre a criança e o progenitor do mesmo sexo pelo amor do progenitor do sexo oposto.
Complexo de Édipo foi introduzido por Freud na Psicanálise. Ele baseou-se numa tragédia da mitologia grega de Sófocles (Século V a. C.). Na tragédia grega, Laio e Jocasta tiveram um filho, Édipo. Este mata o pai para ficar com a mãe, terminando com o suicídio de Jocasta e a automutilação de Édipo.
O Complexo de Édipo é fundamental e essencial no desenvolvimento infantil. Esta é dada como Universal, isto é, comum a todos os seres humanos, apesar de existirem alguns estudos que questionam essa universalidade.
O Complexo de Édipo, caracteriza a separação entre a criança e os progenitores, que até ao momento isso não se verificava. Por outras palavras:
Quando a criança nasce, esta está completamente ligada aos pais, pela satisfação das necessidades, cuidados, etc. A criança está completamente dependente dos pais, numa relação fusional, visto que a criança não existe sozinha e separada dos pais. Os pais garantem a satisfação das suas necessidades e a total proteção do meio.
A criança cresce assim numa relação triangular (filho, pai e mãe), crescendo com a ideia que os pais, fazem parte de si (devido a extrema dependência). Vendo-os como um mecanismo “seu” para satisfazer as suas necessidades. O Complexo de Édipo vem então, “frustrar” a criança, marcando a separação entre ela e os pais (acontecendo por volta dos 3 até aos 6 anos de idade), neste momento a criança começa a perceber que não é o centro do mundo, que o amor não é unicamente para si e que os pais não a podem proteger completamente do mundo.
Percebendo que o pai e a mãe possuem uma relação, e não partilham consigo, pelo contrário, diminuem o amor e proteção face ao início (o que é normal). A criança responsabiliza internamente o progenitor do mesmo sexo pela separação, ambicionando o amor e proteção total como tinha no início pelo progenitor do sexo oposto.
Assim, nesta fase, a criança dirige sentimentos hostis em relação progenitor do mesmo sexo ou a qualquer outra coisa que desvie o amor e atenção do progenitor do sexo oposto. Porém, ao mesmo tempo que o menino é hostil para o pai porque lhe tira o amor da mãe, o menino ambiciona ser como o pai, identificando-se com o mesmo, visto que este conseguiu ter o amor da mãe.
Porém, atualmente verifica-se muitos casos que “dificultam” o Complexo de Édipo, isto é, no caso na inexistência física (divorciado, separado, viúvo, etc.) ou psicológica (negligente, submisso, etc.) do progenitor e no caso de não se impor limites/ barreiras entre mãe e filho, por diversas razões.
Freud afirma que quando o Complexo de Édipo fica “mal resolvido” podem existir várias consequências, tais como: a identificação com o progenitor do sexo oposto (homossexualidade, comportamento submisso, dependência excessiva ao sexo feminino, etc.), já que o menino sem pai, vai querer ser como a mãe. No extremo oposto, temos o menino que teve uma mãe (embora possa o pai estar presente)  incapaz de se “separar” e de se impor limites a si e seu filho, passa a opressora e controladora, massacrando-o psicologicamente. O menino vai então replicar e generalizar a todas as mulheres o que vivenciou com a mãe. Assim, não vai conseguir amar as mulheres, curiosamente Freud afirma que pode tornar-se também homossexual, não por querer ser como uma mulher, mas por não conseguir ama-la, mostrando pouco interesse e desprezando o sexo oposto.
Por curiosidade, nas biografias de serial killers, encontram-se frequentemente Complexos de Étipos mal resolvidos (progenitores inexistentes, submissos, etc.).

Fonte:
http://www.psicologiafree.com/areas-da-psicologia/psicologia_clinica/afinal-o-que-e-o-complexo-de-edipo/

sábado, 14 de maio de 2016

Mães e filhas: o vínculo que cura, o vínculo que fere

Cada filha leva consigo a sua mãe. É um vínculo eterno do qual nunca poderemos nos desligar. Porque, se algo deve ficar claro, é que sempre teremos algo de nossa mãe.
Para termos saúde e sermos felizes, cada uma de nós deve conhecer de que maneira nossa mãe influenciou nossa história e como continua influenciando. Ela é a que, antes de nascermos, ofereceu nossa primeira experiência de carinho e de sustento. E é através dela que compreendemos o que é ser mulher e como podemos cuidar ou descuidar do nosso corpo.
Nossas células se dividiram e se desenvolveram ao ritmo das batidas do coração; nossa pele, nosso cabelo, coração, pulmões e ossos foram alimentados pelo sangue, sangue que estava cheio de substâncias neuroquímicas formadas como resposta a seus pensamentos, crenças e emoções. Quando sentia medo, ansiedade, nervosismo, ou se sentia muito aborrecida pela gravidez, nosso corpo se inteirou disso; quando se sentia segura, feliz e satisfeita, também notamos.
– Christiane Northrup –
O legado que herdamos de nossas mães
“A maior herança de uma mãe para uma filha é ter se curado como mulher”
– Christiane Northrup –
Qualquer mulher, seja ou não seja mãe, leva consigo as consequências da relação que teve com sua progenitora. Se ela transmitiu mensagens positivas sobre seu corpo feminino e sobre a maneira como devemos trabalhá-lo e cuidá-lo, seus ensinamentos sempre irão fazer parte de um guia para a saúde física e emocional.
No entanto, a influência de uma mãe também pode ser problemática quando o papel exercido for tóxico, devido a uma atitude negligenciada, ciumenta, chantagista ou controladora.
Quando conseguimos compreender os efeitos que a criação teve sobre nós, começamos a compreender a nós mesmas, a nos curarmos, e a sermos capazes de assimilar o que pensamos de nosso corpo ou a explorar o que consideramos possível conseguir na vida.
A atenção materna, um nutriente essencial para toda a vida
Quando uma câmera de TV filma alguém do público em algum evento esportivo ou qualquer outro acontecimento… O que as pessoas costumam gritar? “Oi, mãe!”
Quase todos nós temos a necessidade de sermos vistos por nossas mães, buscamos sua aprovação. Na origem, esta dependência obedece às questões biológicas, pois precisamos delas para subexistir durante muitos anos; no entanto, a necessidade de afeto e de aprovação é forjada desde o primeiro minuto, desde que olhamos nossa mãe para sabermos se estamos fazendo algo certo ou se somos merecedores de uma carícia.
Assim como indica Northrup, o vínculo mãe-filha está estrategicamente desenhado para ser uma das relações mais positivas, compreensivas e íntimas que teremos na vida. No entanto, isso nem sempre acontece assim…
Com o passar dos anos, esta necessidade de aprovação pode se tornar patológica, gerando obrigações emocionais que propiciam que nossa mãe tenha o poder sobre nosso bem-estar durante quase toda a nossa vida.
O fato de que nossa mãe nos reconheça e nos aceite é uma sede que temos que saciar, mesmo que tenhamos que sofrer para conseguir isso.  Isso supõe uma perda de independência e de liberdade que nos apaga e nos transforma.
Como começar a crescer como mulher e filha?
Não podemos escapar desse vínculo, pois seja ou não saudável, sempre estará ali para observar nosso futuro.
A decisão de crescer implica limpar as feridas emocionais ou qualquer questão que não tenha sido resolvida na primeira metade de nossa vida. Esta transição não é uma tarefa fácil, pois primeiro temos que detectar quais são as partes da relação materna que requerem solução e cicatrização.
Disso depende nosso senso de valor presente e futuro. Isso acontece porque sempre há uma parte de nós que pensa que devemos nos dar em excesso para a nossa família ou para o nosso parceiro para sermos merecedoras de amor.
A maternidade e, inclusive, o amor de mulher continuam sendo sinônimos culturais na mente coletiva. Isso supõe que nossas necessidades sejam sempre relegadas ao cumprimento ou não das dos demais. Como consequência, não nos dedicamos a cultivar nossa mente de mulher, senão a moldá-la ao gosto da sociedade na qual vivemos.
As expectativas do mundo sobre nós podem ser muito cruéis. De fato, eu diria que constituem um verdadeiro veneno que nos obriga a esquecer nossa individualidade.
Estas são as razões que fazem tão necessária a ruptura da cadeia de dor e cicatrização íntegra de nossos vínculos, ou as lembranças que temos deles. Devemos estar cientes de que estes vínculos se tornaram espirituais há muito tempo e, portanto, cabe a nós fazermos as pazes com eles.

Fonte: 
http://amenteemaravilhosa.com/maes-filhas-vinculo-cura-vinculo-fere/

sábado, 7 de maio de 2016

Eu vos declaro: Marido e... família!

Obs: como sou mulher e a maior parte do meu público é mulher... vou falar pra gente, mas adianto que a contrapartida é igualmente verdadeira. 

Ninguém avalia ou analisa a família do parceiro até surgirem os problemas. E esses aparecem e não cansam de aparecer, principalmente quando a interferência dos demais familiares se torna rotineira e carrega uma importância indevida por uma das partes. Não que se deva analisar a família, afinal encontrar o cônjuge já é bom o bastante, o que vier a mais é lucro. O relacionamento vai bem, tudo compensa para manter-se bem e feliz, mas melhorar nunca é demais e aparar certas arestas só facilitará as coisas. Existem algumas atitudes que é possível tomar para fortalecer o relacionamento (que deve ser entre duas pessoas e nenhuma a mais) sem ofender ou atrapalhar as demais relações, mantendo-se sempre a paz e a harmonia com o restante da família, todos precisamos dessas relações, assim como ninguém é feliz sozinho, os casais também não se bastam.
Relacionamento é como viajar por um país estrangeiro e desconhecido - é preciso entender os novos costumes, a nova língua e valores diferentes. Mas, como se já não bastassem você e ele para armar a saborosa desordem no exercício da comunicação, ainda existem aqueles parentes do parceiro que grudam como chiclete e insistem em fazer parte da nova família. No começo, você aceita e acha graça, até sentir a pedra no sapato. Eles começam a meter o nariz onde não são chamados, ou, ainda mais abusados, fazem questão de distribuir alfinetadas. Sabe aquela velha história de que quem casa também leva a família do amado de brinde? É por aí mesmo, mas, convenhamos, tudo tem limite. Ainda mais quando o que está em pauta é o seu relacionamento.
Fogo cruzado
Família, diferenças culturais, sociais, de interesses e outras tantas que a gente percebe só pela convivência figuram como grandes motivos que levam ao fim de uma relação, ainda mais se o casal se deixar levar pela falsa crença de que "quando casar, sara". Não é bem assim. Diferenças existem e vão continuar existindo, não se iluda achando que conseguirá transformar seu marido em outra pessoa e fazê-lo ser mais ambicioso, ou simplesmente recolher as cuecas do chão, tirar a toalha molhada da cama ou ajudar nas tarefas de casa de um dia para o outro. E, se necessário for, a família certamente colocará lenha na fogueira, porque vai defender os valores, hábitos e costumes próprios - e não os seus.
"As pessoas que esperam uma companhia perfeita e ideal se frustram ao se depararem com uma ‘pessoa real', porque as diferenças sempre existem e elas costumam ser vistas como falhas", explica a psicóloga Karen Camargo. A psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari vai ainda mais fundo ao comentar sobre o assunto: "Os opostos se atraem, mas dificilmente ficam juntos". Segundo ela, as diferenças podem gerar conflitos, mágoas e até raiva se não forem bem administradas. Do contrário, podem até se tornarem um delicioso tempero na relação.
Portanto, se você não colocar as diferenças na balança e pesar seus prós e contras, é possível que você acabe se decepcionando.
1. Imponha limites - Caso seu esposo ou esposa priorize as vontades e opiniões dos demais familiares colocando as suas em segundo plano, procure entender, não exigir. Tente descobrir as razões, explique como se sente e demonstre que na sua vida ele vem primeiro e que gostaria que fosse recíproco. Mostre com atitudes a importância de serem primeiramente um casal, para então juntos serem filhos, cunhados, irmãos, primos e afins.

Quem casa quer casa
Nada mais verdadeiro do que essa pílula da sabedoria popular - "quem casa, quer casa". Não é que a família não seja importante e deva ser esquecida pelos pombinhos. A psicóloga Karen Camargo explica que ela é, sim, essencial, porque é um núcleo de afeto, compreensão, amor e compartilhamento. Mas, quando se está formando uma nova família, cabe manter uma distância segura e saudável da anterior, porque proximidade demais atrapalha a nova trajetória a ser seguida pelo casal e as novas regras que serão estabelecidas.
Para a socióloga Mirian Goldenberg, o problema é que, na nossa cultura, o cordão umbilical demora muito tempo para ser rompido - e às vezes nunca é. "Aqui no Brasil, a família é colocada num patamar quase que divino. Ela é o paraíso, o porto-seguro, e praticamente dona do indivíduo", analisa Mirian. Sendo assim, somos culturalmente acostumados a casar com os parentes do parceiro. E, se existe sogra jararaca, é porque assim permitimos, damos "intimidade" para a interferência indesejada.
2. Morando perto e agora? - Morando juntos ou próximos dos parentes, para muitos casais é sinal de problema. Pode até ser, mas os problemas podem surgir de perto ou de longe e afetar a vida conjugal na medida em que vocês permitirem. Alguns casais passam a ter conflitos quando, por alguma razão os pais vêm morar com eles. Cuidar de um idoso, ter uma ou duas pessoas a mais na casa, mais alguém para opinar na decoração e no cardápio não é nada atrativo. Mas pode ser mais útil e mais interessante do que o medo lhe deixa perceber. Longe ou perto demais da família os casais precisam distanciar-se um pouco, impor um limite para manter a relação e deixar claro para todos que se importam um com o outro, que gostam de estar juntos e valorizam os momentos de privacidade, seja saindo para jantar ou assistir a um filme sozinhos em casa. Até na hora de curtirem-se morar perto pode ajudar mais do que atrapalhar.
3. Mas a família é grande demais! - E todo mundo quer se meter. Colocar um aviso na porta escrito "em vida de marido e mulher ninguém mete a colher" pode resolver, mas criará um novo desconforto, então seja mais delicado e compreenda que todos fazem por amor ou por desejar o melhor. Vocês podem ouvir todos os conselhos, mas não precisam dar ouvidos. Ponderem, discutam, reflitam sobre o que se pode aproveitar e não deixem que a palavra final na relação venha de nenhum terceiro, mesmo que seja o papai ou a mamãe. Lembre-se que quanto maior a família maiores são os conflitos, maiores os problemas, mais crianças, mais bagunças e... Mais experiências, mais crescimento e mais pessoas para dividir suas dificuldades também.

Só você e ele
A solução contra os parentes intrometidos não é gritar, espernear, se trancafiar numa masmorra com o marido ou arrumar as malas e sair de casa. O mais importante é fazer com que te respeitem e não é se descabelando, saindo do controle, que você vai conseguir isso. Os limites podem ser colocados de forma muito suave, mas firme. Se você não gosta que a sogra ligue para a sua casa domingo às 8h da manhã, converse primeiro com o seu marido e depois estabeleçam os limites de forma educada e afetiva.
Atenção: limites e não exclusão. Jogar o marido contra a própria família e torná-la uma rival não irá resolver nada, sem contar que o feitiço pode acabar virando contra a feiticeira - vai que ele escolhe ficar do lado da família? "O ideal é estar próxima aos parentes, mantendo os limites de ambas as partes. Esse é justamente o grande desafio dos casais recém-casados, o de colocar freios de uma maneira educada e ponderada, sem agressões", ressalta Karen Camargo. E com tolerância!
Além do mais, leve em consideração que a família dele não está sempre errada em todas as atitudes e colocações. Vez ou outra pode ser essencial você ouvir o que ela tem a dizer. Afinal, foi com ela que o seu marido passou a maior parte da vida até agora. Nada impede, também, que você recorra à família dele em busca de orientação naqueles dias em que nem muito chamego parece dar jeito no clima tenso entre vocês. "Isso ajuda até a fortalecer os vínculos", garante a psicóloga Olga Tessari.
Ressalte-se que é praticamente impossível para alguém se desligar totalmente de sua família de origem, por piores que sejam. Imagine, por exemplo, um de seus filhos depois de adulto se casar mas você não se dá bem com sua nora, por qualquer razão. Aí ela exige que seu filho não tenha mais contato com você. Você jamais aceitaria isso, e essa exigência colocaria um estresse muito grande na relação. Seu filho ficaria dividido entre agradar a mãe e a esposa, e nunca conseguiria fazer os dois.
É o que acontece com muitos maridos. Ele não tem controle nem culpa das maldades deles. Sim, ele poderia e deveria ficar mais do seu lado quando você é atacada por eles. Nisso ele falha. Mas essa falha é comum em situações assim. O homem, especialmente, tem muita dificuldade de achar um equilíbrio nesse ponto. Mas você pode ajudá-lo a encontrar esse equilíbrio.
O que aconteceria se você mudasse a sua ótica da situação? E se você deixasse de ver isso como “ou eu ou eles” e passasse a ver como “meu marido não tem culpa da família que tem”?
Nós podemos escolher nossos amigos, mas não nossa família. Quando nos casamos, isso é um fato que deveríamos considerar bem. Cada um traz consigo a família que tem. E seu marido, infelizmente, tem a que tem. Mas não é ele digno de seus esforços? E seus filhos também?
O que recomendamos nessas situações é que o cônjuge maltratado pelos parentes (você) aja com diplomacia. Você não tem que cair de amores por eles, mas também não precisa fazer uma guerra fria. Você pode ser diplomática, cordial, educada, sem precisar paparicar a família dele. E principalmente, você tem que parar de criticá-los. Todas as vezes que você critica a família do seu marido, ele recebe isso como uma crítica a ele mesmo. Não funciona. (Ele obviamente não compartilha mais da família com você porque teme suas críticas.) Tudo isso você faria POR ELE, não pelos parentes dele. E em troca, você exigiria dele que lhe protegesse e tomasse o seu lado em casos de ataques.

4. Não sobra tempo - Trabalha-se muito, estuda-se muito, os cuidados com os filhos demandam tempo demais e o pouco que sobra sempre tem uma festinha de família ou um almoço na casa de alguém. Um casal precisa viver, manter-se como casal. Nem que seja sacrificando uma festa aqui ou um almoço ali, é importante reservar um tempo para desfrutarmos da companhia de quem escolhemos e amamos. Se não sobra tempo, tire de onde tem demais.
5. O filho é meu - Você planejou, gerou, criou e educou. Agora todos se sentem no direito de, no seu ponto de vista, estragar tudo o que você lutou para repassar ao seu filho. O filho é seu! Também. Ele é seu filho e do seu esposo. Mas é sobrinho, primo, neto, amigo, aluno, enfim, ele pertence a outras pessoas também. Porém, isso não o tira de você. Nem as influências que receberá destruirá tudo o que você construiu. A base que fundamentaram juntos, como casal, depois como casal com filhos, é tão sólida que resistirá ao que vier de fora de maneira que o que for contrário não terá a mesma importância. Uma vez compreendido pelo casal que o que realmente impera é a vontade de ambos, os filhos consequentemente valorizarão primeiro o que vem dos pais.
Acima de qualquer coisa a família é prioridade na vida de qualquer indivíduo, não tem como escolher entre o pai e o esposo, a mãe ou a esposa. O cônjuge precisa reconhecer essa impossibilidade e ser grato por isso. Por outro lado, os pais, irmãos, primos, cunhados e toda a parentela, precisam respeitar o limite do outro e sua individualidade matrimonial. Se cada um entender e cumprir seu papel a vida da grande família será harmoniosa e equilibrada, afinal somos dependentes e necessitamos uns dos outros para sermos felizes ou simplesmente existirmos. Por experiência própria sei da importância dessas relações, sei que estar próximo, mesmo que sofrendo uma interferência aqui outra ali, é mais válido do que se distanciar ou conflituar-se.
Uma família começa por um casal. Uma família divide-se para se formar um casal. A perda que seus pais ou sogros sofrem é confusa e difícil de lidar, mas com maturidade, compromisso, amor e amizade tudo vai se encaixando e fortalecendo-se uma família cada vez maior.
Amiga, tudo é negociável. Pense nos objetivos a longo prazo. Não houve traição nem outras coisas mais graves para justificar o fim do casamento. Não seja tão difícil, inflexível assim. Acredite: divorciar por isso não valerá a pena. E saiba que no final, se vocês divorciarem, o principal responsável não terá sido o seu marido nem a família dele, mas sim o seu coração endurecido. Você tem que quebrar as pedras do seu coração.
Pela dureza de seus corações é que o divórcio acontece. (Jesus, Mateus 19.8)

Fonte:
http://blogs.universal.org/renatocardoso/blog/2014/04/07/escolha-ou-eu-ou-seus-parentes/
http://www.bolsademulher.com/amor/pacote-completo
http://familia.com.br/8008/casamento/colocando-limites-na-familia-do-conjuge-para-preservar-sua-relacao

sábado, 30 de abril de 2016

História das crises e algumas medidas

Todos nós sabemos dos grandes desafios e problemas do nosso país, e como eles afetaram a bolsa de valores nos últimos 6 anos. Estamos vivenciando neste momento o mais longo ciclo de queda da bolsa (em dólares) desde 1983.
Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe, é que neste momento as incertezas se tornam a semente de oportunidades espetaculares, daquelas que fazem com que as pessoas com discernimento tenham uma enorme chance de construir verdadeiras fortunas.
Estamos falando de um daqueles momentos na história que criam multi milionários e até Bilionários. Isso só parece loucura para quem não tem memória ou não viveu tempo suficiente para aprender o que isso significa. Vamos aos fatos:
  1. Após o ciclo de queda terminado em 83, a bolsa se valorizou impressionantes 1.573% em 2 anos e 8 meses.
  2. Em 1986, tivemos um novo ciclo de queda que durou 4 anos e 8 meses. Em seguida, a bolsa se valorizou inacreditáveis 3.415% em 6 anos e 5 meses.
  3. De 1997 até Outubro de 2002, tivemos mais um grande ciclo de queda, dessa vez de 5 anos e 3 meses. Logo nos anos seguintes, a bolsa subiu 2.051% em 5 anos e 7 meses.
  4. Perto de 2002, as pessoas que conseguiram escolher boas empresas, fizeram os ganhos acima parecerem pouco. Quem comprou R$ 20.000 de Lojas Americanas em 2002, hoje tem algo próximo de R$ 4 milhões de reais. Um ganho de 20.000%.

Isso não é imaginação, isso é história!
Não é divagação, é aprender com as lições do passado e utilizá-las de maneira inteligente para construir um futuro melhor. Uma habilidade que diferencia os humanos que estão aqui para fazer a diferença dos que aceitam fazer parte da multidão e do comum.
Neste momento, a bolsa já tem o mais longo ciclo de queda desde 1983. Estamos há 7 anos em queda.
Com este movimento, enquanto você lê este artigo, cerca de 100 empresas na bolsa estão valendo menos do que o seu valor patrimonial líquido, algo que nunca aconteceria em uma economia saudável e com grande confiança. Algumas delas chegam a valer menos de 20% do seu valor patrimonial.
Muitos podem querer dizer que "hoje o cenário é catastrófico e completamente diferente do que vivenciamos no passado". Entretanto, qualquer um com um pouco mais de cabelo branco sabe que isso é a mais pura balela.

A crise de 2002 e o segredo da Bolsa
Vamos voltar em 2002 e refrescar a sua memória. Naquela época, o Índice Bovespa vinha de uma queda de quase 50% em 3 anos e não faltavam motivos para isso:
  1. O atentado contra as torres gêmeas em 11 de Setembro de 2001;
  2. O chamado "risco Lula" que colocava a estabilidade econômica e institucional do país em xeque com a chegada das eleições;
  3. A Bolha das empresas ponto.com que arrastava a bolsa de tecnologia norte americana para as maiores quedas em décadas;
  4. A crise na Argentina que punha em dúvida a estabilidade da nossa própria economia;
  5. O racionamento de energia que tirava o sono da indústria e das pessoas;
  6. A escalada da inflação que voltava a assustar os brasileiros;

Entre vários outros motivos que bombardeavam uma economia ainda mais frágil que a atual.
Tudo isso indicava um péssimo momento para investir na bolsa, certo? Não, pelo contrário. Tudo isso estava precificado pelo mercado, o que transformava a incerteza em oportunidade.
Nos 5 anos seguintes, o rumo do mercado mudou. Com a tendência de alta que foi iniciada naquele momento, a Bovespa saiu de 8.224 pontos para 73.920 pontos. Uma alta de quase 900% que permitiu que dezenas de milhares de pessoas construíssem verdadeiras fortunas.
Movimentos similares ao que comentamos sobre as ações das Lojas Americanas ocorreram em outras empresas que também multiplicaram seu valor de mercado. Foi, por exemplo, o que ocorreu com a Randon que subiu mais de 3.600% desde os anos 2002, com a Hering que chegou a multiplicar seu valor de mercado em mais de 100x e com a construtora Helbor que só desde o final da crise de 2008 saltou 20x em valor de mercado.
Além disso, mesmo durante os períodos de queda, houve quem conseguisse obter resultados espetaculares, principalmente com as oportunidades de curto prazo, onde aproveitamos a volatilidade dos mercados para obter ganhos em poucas horas ou dias.
Isso quer dizer que mesmo que a bolsa ainda não tenha chegado no fundo do poço, é possível ganharmos com as oscilações de curto prazo.
Veja abaixo o gráfico de desempenho das recomendações feitas em tempo real pela Equipe de Análise do Toro Radar aos clientes (de day-trade e curto prazo) desde 2011 até hoje (período predominantemente de queda para o mercado):

Day-Trade (operações iniciadas e terminadas no mesmo dia):
*Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. A bolsa de valores é um ambiente de risco.
 Entenda o cálculo dos resultados em disclaimer e conheça as políticas aplicáveis a nossos analistas em informações legais.
Curto Prazo (operações que duram de 2 dias a duas semanas):
*Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. A bolsa de valores é um ambiente de risco. 

Entenda o cálculo dos resultados em disclaimer e conheça as políticas aplicáveis a nossos analistas em informações legais.
Mas quem são essas pessoas que ficaram multi milionárias e que obtiveram excelentes resultados com o investimento em ações? São aquelas que entenderam o grande Segredo da Bolsa: As Incertezas são as sementes das Grandes Oportunidades.
É justamente quando todos estão fugindo do mercado que é a hora de entrar e enfrentá-lo com estratégia. Todos nós adoraríamos ter uma chance de voltar no passado e aproveitar essa chance de ficarmos muito ricos. Entretanto, não precisamos chorar o leite derramado. Há uma boa notícia.
Neste momento, enquanto você lê este artigo, as incertezas que rondam nossa economia estão criando um cenário extremamente semelhante à 2002 e propiciando a maior oportunidade da década na Bolsa de Valores.
Hoje, centenas de empresas negociam abaixo de seu valor patrimonial. Ou seja, inúmeras ações têm valor na bolsa mais baixo do que seu valor de balanço, algo extremamente raro de ocorrer.
As pessoas que tiverem discernimento para investir na bolsa agora serão os grandes vencedores desta década e serão aqueles que encontrarão as próximas Lojas Americanas.

Para fazer com que o investidor descubra que comportamentos simples elevam a rentabilidade dos investimentos. Um dos primeiros passos é pesquisar as taxas de administração dos fundos e criar o hábito de, assim como se compara preços nos shoppings e supermercados, fazer o mesmo na hora de investir.
É importante o investidor saber exatamente o que quer fazer com o seu dinheiro, para só então escolher a aplicação e a melhor forma é buscar informação e verificar entre os tipos de investimentos que se adequam ao seu perfil.

Proteger-se no curto prazo
Quem busca segurança, mas não abre mão de liquidez imediata nem aceita oscilações, deve investir em fundos DI, desde que estes tenham taxas abaixo de 1% ao ano, como destaca a boutique de investimentos Órama.
"O Investidor tem que procurar fundos DI de liquidez ou resgate em D0 ou até D+1 para aproveitar as oportunidades e poder resgatar a quantia investida em curto prazo. Assim é possível evitar danos na carteira caso o governo continue a enfrentar dificuldades em ajustar as contas públicas, o que afetaria os Títulos Públicos", explica Alexandre Mourani, assessor de investimento da Severa Investimentos.

Driblar a inflação
Os fundos que acompanham o IPCA são os mais recomendados para se proteger da inflação.
"Para o longo prazo, a sugestão é o Tesouro IPCA. Com a piora na avaliação da política fiscal, este papel está com prêmios interessantes para o investidor que deseja alocar seus recursos para prazos mais longos. A remuneração real estará garantida e, ao mesmo tempo, o investidor estará se protegendo da inflação do período", explica Flávio Samara assessor de investimentos da W1 Finance. "Lembrando que o investimento no Tesouro Direto é feito através de corretoras e tem os custos básicos da taxa CBLC (0,30% ao ano) e o IR. Algumas corretoras cobram uma taxa de corretagem adicional, então cabe ao investidor pesquisar quais não estão cobrando e abrir uma conta nesta corretora ou realizar uma transferência de custódia", acrescenta.
Contudo, é preciso estar atento pois, alguns fundos possuem em suas carteiras títulos com prazos muito longos, o que pode gerar oscilações. "Vale ressaltar que este título tem uma volatilidade de curto prazo e o atual cenário de incertezas políticas tem tornado esta volatilidade maior ainda. Portanto, este investimento deve ser feito pensando no médio/longo prazo para evitar perdas decorrentes de um resgate feito em um momento de baixa no preço do título", conclui Flávio.

Valorizar o patrimônio
Apesar da instabilidade econômica, há os que objetivam valorizar o patrimônio. Para estes uma indicação para atingir esse objetivo em curto prazo é o Tesouro Selic. "Aplicações nesta categoria se mostram vantajosas, primeiro pela taxa básica estar em 14,25% e por prevaler a percepção de manutenção neste patamar ao longo do próximo ano. Considerando que a inflação tende a desacelerar em 2016, significará que o juro real pago pelo Tesouro Selic estará aumentando no mesmo período. E, dada sua característica cumulativa, o investidor não perderá dinheiro caso tenha que resgatar seu investimento para cobrir alguma urgência", indica Samara.
Já a médio e longo prazo, as recomendações se mostram mais sofisticadas "O investidor deve procurar por Fundos Cambiais, operações estruturadas com ativos internacionais, ações com foco em exportação ou, dependendo do perfil do investidor, fazer hedge com dólar futuro da carteira sem alavancagem", explica Alexandre.

Cuidar do futuro
Quem quer cuidar do futuro deve investir no médio prazo e fazer reservas. O cenário favorece aplicações em títulos de renda fixa com prazos mais longos e alta rentabilidade como CDBs, LCIs e LCAs, já que o rendimento líquido destas aplicações costuma ficar acima de 1% ao mês.
"Esta é a melhor forma para aquele investidor que não gosta de oscilações na carteira e quer diversificar, pois, com os CDBs LCIs E LCAs dentro do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que assegura o valor de R$ 250 mil por emissor, o cliente pode, através de uma corretora, comprar títulos privados de diversos emissores diluindo o risco em caso de inadimplência em razão de uma crise mais severa", indica Mourani.

Fonte:
http://www.tororadar.com.br/o-melhor-investimento-para-2015-e-tambem-a-maior-oportunidade-da-decada
http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2015/09/23/veja-como-investir-bem-para-encarar-a-crise-de-frente.htm

sábado, 23 de abril de 2016

Como investir em momento de crise

Investir dinheiro tendo que enfrentar o aumento dos preços nos supermercados, a alta dos juros nos bancos e o desemprego batendo à porta não é tarefa fácil. Mas especialistas mostram que obter rendimentos com aplicações não é impossível, mesmo num cenário de crise. 
Apesar de muitas pessoas negarem (especialmente aquelas ligadas ao governo), estamos, sim, passando por um momento de crise no Brasil. Inflação elevada, demissões, juros lá em cima e crescimento econômico prejudicado são as partes mais visíveis do problema atual. E ainda vem mais por aí.
Mas isso de maneira alguma deve ser motivo para você ficar desanimado com a vida, parar de investir ou achar que não temos possibilidades crescer e melhorar mesmo em tempos turbulentos.
A crise não é um momento de total retração em todos os setores e nem tampouco uma fase apenas de piora ou falta de oportunidades. Mesmo com a redução no consumo, alguns mercados crescem e o potencial para investimentos é grande. Este é o momento em que você pode se preparar para ganhar muito com bons investimentos.
A verdade é que temos atualmente muitos instrumentos e opções de investimento, mas é hora de ser objetivo e escolher aquelas que podem fazer a diferença quando o pior passar. As minhas sugestões são:

1. Invista em renda fixa
Talvez este seja um dos momentos mais oportunos para investir em renda fixa. Com as recentes altas da taxa básica de juros (taxa Selic), atualmente em 13,75% ao ano e com viés de alta (há quem fale em mais de 14% até o final do ano), os investimentos atrelados a ela têm oferecido excelentes rentabilidades.
Mas para isso é muito importante saber eleger com critério e conhecimento os investimentos que serão feitos. Por exemplo, mesmo com a alta da Selic, a poupança continua não sendo um investimento inteligente, pois a inflação está em patamares mais elevados que a rentabilidade da caderneta (9% ao ano no IPCA contra 7,2% de retorno na poupança).
Por isso, o mais inteligente a fazer é buscar investimentos em renda fixa que ofereçam ganhos reais (além da inflação) e custos baixos de administração/manutenção. Dentro desta linha, é bom evitar os fundos de renda fixa conservadores com taxas de administração acima de 1% e aproveitar para investir em títulos públicos (Tesouro Direto), Letras de Crédito (LCI e LCA) e títulos privados (CDB). Clique aqui para ver uma simulação entre boas opções na renda fixa.

2. Invista em ações
O momento de crise exige que você tenha sobriedade ao investir em ações, mas também atenção para as oportunidades, uma vez que existem ativos bastante depreciados e baratos. Para ter uma ideia, se observarmos o Ibovespa de forma dolarizada, veremos que o índice está no mesmo patamar de 2005 (10 anos atrás).
Neste momento, você deve focar sua atenção em ações de empresas sólidas, com baixo nível de endividamento (especialmente em dólar), resultados consistentes e com perspectivas interessantes. Além disso, é sempre bom manter um olhar atento aos bancos, que historicamente oferecem retornos interessantes e batem recordes de lucro ano após ano – você pode ser sócio deles.
No entanto, tenha calma. Se você não tem grande conhecimento sobre o mercado de ações, é pouco indicado que você invista grandes quantidades de dinheiro agora. Faça seus investimentos de forma gradativa e, principalmente, de maneira a aprender com sua própria estratégia.
Se quiser investir em ações, busque saber mais sobre a atual situação das empresas onde vai colocar seu dinheiro e, principalmente, busque entender bem como funciona o mercado acionário. Sugiro que leia este artigo do Ricardo Pereira sobre simuladores e também conheça este eBook gratuito para começar bem.

3. Invista em imóveis
Financiar um imóvel em uma época onde as taxas de juros sobem exponencialmente não é uma boa ideia. Este momento pode ser propício para quem tem uma boa quantia de dinheiro disponível para comprar o imóvel à vista. Financiar não é algo interessante agora.
Comprando à vista e negociando bastante, você pode fazer uma boa compra, adquirindo mais barato um imóvel que poderá se valorizar depois do momento de retração. Atenção: não estou dizendo que o mercado de imóveis está barato, mas que bons negócios sempre são feitos em épocas de crise.
O fato é que há muita gente precisando vender seu imóvel para dar conta de outras necessidades financeiras, e a crise faz com que esta decisão tenha que ser agilizada. Quem tem condições de comprar à vista geralmente aproveita estas ocasiões para diversificar e estruturar um portfólio de investimentos mais robusto e pensado no longo prazo.
Tenha em mente que investir em imóveis nem sempre é uma boa, ao contrário do que muitos pregam. Como qualquer compra, fatores de mercado (localização, custos, taxa de vacância, situação do país etc.) tem que ser levados em conta. Ainda assim, insisto: o momento pode ser bom para comprar um imóvel com bom potencial e por um preço abaixo do mercado, e dá para achar algo assim.

Conclusão
Crise não é tempo de se encolher e deixar de investir, mas sim de buscar e aproveitar as oportunidades que o momento complicado oferece (e elas não são poucas). O recado é bem simples: muita riqueza é construída a partir de decisões inteligentes tomadas em meio à crise.
Taxas de juros elevadas, ações baratas e imóveis que podem ser comprados e revendidos com lucro são três exemplos de como a crise pode ser interessante para quem se preparou e valoriza a educação financeira. De que lado você está? Vamos aproveitar? Até a próxima!

Fonte:
http://dinheirama.com/blog/2015/07/27/3-investimentos-realizar-mesmo-epocas-crise-voce-conhece/